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Post machista de Bernardo Santoro em seu facebook irrita Feministas de todo o Brasil

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Post machista de Bernardo Santoro sobre o Feminismo

Pasmem! Bernardo Santoro, um Professor Universitário da Faculdade de Direito da UERJ e UFRJ, publicou em seu facebook, há algumas semanas, um post machista que é uma verdadeira chacota a luta das mulheres por equidade de direitos, resumindo todo um sem-fim de ações coletivas de mulheres das mais variadas culturas, etnias e classes sociais de um século de História à uma simples e chula definição: nas palavras do Professor Bernardo Santoro, Feminismo é “poder dar pra todo mundo”. (Ah, não, mas era só piadinha dele – “zuera” em suas palavras.)

Ou não pasmem, né… Porque quase nada mais no Brasil nos faz pasmar…

O post machista foi visto por alunos e alunas das duas Instituições de Ensino na qual ele leciona e uma nota de repúdio à tal postagem – que está aí em cima – foi escrita e divulgada pelo Coletivo Feminista da UFRJ.

Depois da repercussão que a nota de repúdio à  infeliz publicação de Bernardo Santoro teve nas redes sociais, o professor parece ter passado a tentar se vitimizar, afirmando Internet afora estar sofrendo “perseguição política”/”perseguição ideológica” das Feministas e, ao que me parece depois de fazer uma retrospectiva de todo o caso, comparando a versão da história contada pela sua aluna Maria Clara Bubna com a do professor e conversando com ambos, este passou a investir em uma tentativa de inverter a situação e demonizar as mulheres dos Coletivos Feministas das duas Universidades nas quais leciona – ou lecionava até então.

Se Bernardo Santoro sofre ou não perseguições, é algo que não posso afirmar nem negar. O que posso afirmar é que me senti ultrajada, enquanto mulher e enquanto Feminista, com o post machista do sujeito. E que se a tal postagem é a razão da dita perseguição, ela é mais do que merecida: CHEGA de sermos piada. Chega de sermos rotuladas e diminuídas. isso acabou. Não toleramos mais o que nossas avós toleravam. E eu, no lugar da esposa de Bernardo, lhe daria um belo xingão pelo trecho no qual ele cita que antes do Feminismo “O marido não podia se separar da esposa, por mais baranga, feia e chata que ela ficasse” – Ah, pois é, e a esposa não podia separar-se do marido, por mais que ele fosse vilipendioso, a espancasse e trepasse com toda a vizinhança, mas essa parte Bernardo “esqueceu” de citar, porque na mente machista, a mulher é propriedade do marido, é mero objeto: é ela o ser a ser descartado, caso não preencha com os seus fúteis pré-requisitos de macho.

Nesse enredo todo, parece que o principal alvo de Bernardo Santoro tem sido Maria Clara Bubna, que era sua aluna do 1° período de Economia Política na UERJ e não fechava com as posições ideológicas do professor (notem que Maria Clara é da UERJ e a nota foi escrita pelas alunas da UFRJ), que de acordo com depoimento de alunos seus, gargalha sardonicamente quando algum aluno expõe posicionamentos sócio-econômico-políticos opostos aos seus – leia-se “posicionamentos de Esquerda”.

O professor afirma que já no primeiro dia de aula ela sugeriu, no grupo fechado da turma no facebook, algo como “Vamos derrubar esse professor!”. Mas o fato é que se isso aconteceu e foi uma conversa entre alunos, em um grupo fechado, Bernardo nem deveria ter tido acesso a este comentário. E nem teria tido, não fosse algum aluno puxa-saco, que optou por mostrar-lhe as conversas do Grupo, como o próprio Bernardo me relatou em breve comunicação que tivemos esta tarde (o termo “puxa-saco” foi por minha conta. Bernardo disse apenas “um aluno me mostrou”.).

Tomei conhecimento dessa história toda recentemente, através da minha amiga e sister Feminista “do lado de lá” Sueli Feliziani, quando ela me comentou que estava ajudando Maria Clara Bubna a divulgar o seu Manifesto a despeito do caso.

Mais do que prontamente eu disse: “Vamos divulgar no CromossomoX!”, porque se tem algo nesse mundo que me ferve o sangue é homem demonizando mulheres, tentando desmerecer seus esforços sociais ou tentando usá-las como escudo (como também me parece que ele tenha feito com sua mulher, ao usá-la como desculpa para o seu pedido de exoneração na UERJ depois que o Conselho Departamental da Faculdade abriu uma sindicância para averiguar a situação de tudo o que ocorreu.

Sueli ficou um pouco surpresa e disse que achou que eu não teria interesse em divulgar, uma vez que Maria Clara Bubna se identifica com ideais “de Esquerda” e eu com ideais Liberais (sou leitora e admiradora de Ayn Rand – fato que me faz detestada ou, ao menos, desprezada por muita Feministas). Mas antes de qualquer posicionamento econômico e político, eu sou é Pró-empoderamento Feminino e o motivo central de minha luta é o protagonismo social da mulher, e para isso considero imprescindível união de todas nós, independente de qualquer outra diferença. Somos, ainda, o lado mais injustiçado nas sociedades. Não há no mundo tal coisa como um único País no qual exista 50% de mulheres no poder. É nossa obrigação moral empoderarmos umas as outras.

Salientei à Sueli, então, que a ideologia política da menina pouco me importa. O que me importa é se de fato há um professor usando de sua autoridade e credibilidade para disseminar pensamentos retrógrados e machistas e que, aparentemente, está usando uma aluna como palanque para suas aspirações políticas, suposições às quais cheguei depois de descobrir quem é Bernardo Santoro. E Sueli me enviou, então, o depoimento de Maria Clara Bubna: “Sobre o Silêncio ou Manifesto pela Voz”.

Entrei, então, em contato com Maria Clara Bubna pelo facebook e fizemos um Hangout no qual ela me contou a sua história, e dentre diversas outras coisas, falou que anda sofrendo represálias e recebendo ameaças, teve suas contas de email e facebook hackeadas e conversas particulares expostas publicamente e que ela tem se sentido amedrontada, conforme ela relata em seu manifesto.

Sendo assim, acredito que a melhor maneira de Maria Clara estar em segurança, é tornando sua situação o mais pública possível. Assim, se algo acontecer à Maria Clara Bubna – porque, afinal, o machismo MATA, e mata todos os dias –  já se saberá o que motivou qualquer atendado contra a menina. E ainda que nada lhe aconteça fisicamente, caso ela venha a responder algum processo em função das acusações feitas por seu ex-professor, estaremos todas atentas, para que possamos nos posicionar de forma justa sobre o caso.

Bem, o fato é que um post machista como o de Bernardo Santoro e tantos outros com os quais nos deparamos na Web, diariamente, já não passará ileso, pois sabemos que preconceitos passam de pessoa para pessoa, em forma de “piadinhas” que não tem a mínima graça para quem sente na pele aquele preconceito e “piadas” com nossa luta, nossa postura e nossa sexualidade não serão mais toleradas mansamente.

Por fim, mantenham em mente que UNIÃO não é motim! “Separar para conquistar” é uma velha estratégia de Guerra. Nós mulheres, juntas, temos MUITO poder. Não permitamos que nos separem. Cuidem e protejam umas às outras.

P.S: O link que Bernardo sugere no final do seu post machista “de zuera”, é a única parte de seu post que vale a pena. Um texto da advogada Rachel Burger, sobre Feminismo Libertário, que explica bastante do meu posicionamento enquanto Feminista, embora eu possa vir a ser chamada de “idiota útil” por isso…



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Publicado por em 23 de junho de 2014. Arquivoado em Destaque,Feminismo,Notícias. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response or trackback to this entry

40 Respostas para Post machista de Bernardo Santoro em seu facebook irrita Feministas de todo o Brasil

  1. Pingback: [BLOCKED BY STBV] Maria Clara Bubna - Sobre o Silêncio ou Manifesto pela Voz | CromossomoX

  2. Ana Eufrázio

    23 de junho de 2014 at 21:34

    Olá Paula,
    Gostaria de publicar a Nota Maria Clara e usar algumas informações divulgadas por você para um post no meu blog (Claro que lhe dando os créditos), é possível? Acho que a gente precisa compartilhar bastante essa informação. Abraços!

  3. Pingback: [BLOCKED BY STBV] 20 anos, vítima da máquina de assassinar reputações de Veja | Blog do Primo

  4. Pingback: [BLOCKED BY STBV] “Onde está a aluna marxista?” — a briga entre um professor e uma estudante na UERJ | Portal Geledés

  5. Paula Berlowitz

    24 de junho de 2014 at 13:16

    Claro, Ana.

    Creio que Maria Clara ficará feliz em ver seu manifesto compartilhado em outros lugares. <3

  6. Juliana

    24 de junho de 2014 at 14:54

    Claro que ele foi infeliz no que disse. Claro que merece ser punido por isso. Mas venho aqui comentar sobre o início dessa postagem, onde se lê a definição “chula” dada ao Feminismo pelo professor:“poder dar pra todo mundo”. Eu, como mulher, me sinto ofendida por isso, mas tbm me sinto ofendida por algumas feministas que tem agido por aí. Elas me envergonham (claro que não estou generalizando, porque é exatamente essa imagem que passam para o mundo: “somos livres pra dar pra quem quisermos, somos vadias e não há problema nisso, somos livres, o corpo é nosso”. Infelizmente a realidade é essa. Um grande abraço à autora do post, Paula, e parabéns pelo texto.

  7. Juliana

    24 de junho de 2014 at 14:58

    Errata:

    “Eu, como mulher, me sinto ofendida por isso, mas tbm me sinto ofendida por algumas feministas que tem agido por aí. Elas me envergonham (claro que não estou generalizando), porque é exatamente essa imagem que passam para o mundo:(…)

  8. Antonio

    24 de junho de 2014 at 15:00

    Mas se no final do texto ele diz que o que ele REALMENTE pensa do assunto é aquele link, e aquele link é elogiado por vocês, logo… estou confuso.

  9. Paula Berlowitz

    24 de junho de 2014 at 15:54

    Pois é, Antonio.. Só que o que ele REALMENTE pensa está lááá no finalzinho, onde muita gente pode nem ter chegado, de tão incomodada com o início… Eu sou leitora compulsiva, mas nem todo mundo é. Os alunos dele tem a partir de 17 anos. E a opinião que poderão formar lendo a tal postagem, caso não cheguem ao final (que ainda pode ter sido apenas um “chiste”, como diz o vulgo)?

    Ah, e não são “vocês” elogiando a postagem: sou eu. Concordar com a tal advogada é a minha opinião, da qual muitas das minhas leitoras não compartilham. 😉

  10. Paula Berlowitz

    24 de junho de 2014 at 15:58

    Mas de fato, Juliana: Pessoas devem ser livres para fazerem com seus corpos o que bem entenderem! Repare: COM OS SEUS, não com o dos outros! Elas são livres para “darem” para quem quiserem. Ou achas que deveria haver alguma regulamentação quanto a isso?! O.o

    E quanto ao “poder ser vadia, me lembrei de um vídeo, que me foi recomendado pela minha amiga Maitê Oliveira. Assiste aí, e entenda o que eu penso sobre quem chama mulher de vadia (Já digo: É machista! 😉 ): https://www.youtube.com/watch?v=6EEmiQCGSSQ É um vídeo de 1min.

    Agradeço o comentário, Ju! Volte sempre! <3

  11. Gabriel

    24 de junho de 2014 at 17:30

    Acho que eu desenvolvi um câncer nos olhos por ler o que esse babaca escreveu. Espero que ele nunca mais lecione em universidade nenhuma.

  12. Janaina Gilles

    24 de junho de 2014 at 19:50

    O que esperar de um fundamentalista religioso que curte Olavo de Carvalho?

  13. Fabricio

    24 de junho de 2014 at 21:54

    Lembro do que uma perita da Polícia Cientifica disse: “só publique na Internet o que você publicaria num outdoor, estando ciente que no outdoor menos gente verá”.

    Um mestre deve ser discreto e dar o exemplo. Uma vez quanto estava no primeiro ano de Direito, uns garotos começaram fazer uns assobios para uma mocinha, o professor ficou muito bravo. Ele era um senhor muito digno, e também muito idoso, um homem de outros tempos. Encarou por um bom tempo os rapazes, com semblante duro, disse “eu nem vou falar o que eu penso de vocês em respeito à turma”.

    Todo ser humano merece ter sua dignidade respeitada, e apesar de eu não ter mexido com a mocinha naquele dia eu senti que mesmo que não seja intenção humilhar, expor, etc, o melhor é não ir por esse lado, o melhor é evitar. Antes ser ignorado por ser discreto do que ser notado por ser chato.

  14. Onete Lopes

    24 de junho de 2014 at 22:54

    Independentemente de assinar em baixo de todas as teses feministas ou me definir ou não como tal, as ideias deste professor são repugnantes. Como bem assinalou a administradora do blog, a ideia de conceber mulheres como objeto é algo que, por si só, deveria unir todas as mulheres. Tomara chegue o dia em que,sentindo, definindo-se ou não como feminista, as mulheres se recusem a ter envolvimento com homens que assim as veja assim.
    Toda minha solidariedade à Maria Clara

  15. Paula Berlowitz

    24 de junho de 2014 at 23:58

    Baaaaaah, disseste SIMPLESMENTE TUDO, Janaina Gilles! <3

  16. Carlos Antunes

    25 de junho de 2014 at 2:11

    Esse lixo de marxismo cultural realmente estragou boa parte das mulheres de hoje. Como desejam obter respeito, já que se rebaixam com lixos como “putinhas aborteiras” e coisa que o valha?

  17. Rafael Rodrigues

    25 de junho de 2014 at 2:55

    Brincadeira ou não, quero ver é alguém apontar alguma mentira no texto do professor… se ofendem é porque a verdade dói. Ele não mentiu em nada, apenas descreveu as conquistas do feminismo do ponto de vista masculino, ou seja, mesmo sendo uma melhora, ele traz vantagens até pra quem é machista, e foi isso que ele mostrou. Um lado controverso e menos floreado sobre o feminismo mas, ainda assim, perfeitamente realista.

  18. Paula Berlowitz

    25 de junho de 2014 at 2:56

    Respeito não se obtem, seu machista. Respeito todo ser merece. É um direito nato. É por causa de homens machistas iguais a ti que mulheres ainda são estupradas, por considerarem que elas “não se dão o respeito”.

    Tu já andaste sem camisa na praia alguma vez na vida? Caso sim, posso dizer que tu não te das o respeito e que és um vadio. Um puto. Um piranho que não se dá o valor. Tem mais é que ser estuprado, então. #pensenisso

  19. Paula Berlowitz

    25 de junho de 2014 at 2:59

    Do ponto de vista masculino, não, filho! Do ponto de vista MACHISTA!

    Sobre ser homem, tu ainda tens muuuuito o que aprender, pelo que demonstras em teu comentário.

  20. Carlos Francisco

    25 de junho de 2014 at 9:21

    O professor tem direito de falar o que quiser, ela não tem direito nenhum de impor a ideologia dela pra cima do professor, isso foi uma censura, e isso deve acabar!

    O que que esse movimentos feministas estão fazendo na universidade? Se quiserem fazer censura, ali não é o lugar, esse tipo de censura feminista deve ser repudiado…

  21. Marcos David

    25 de junho de 2014 at 9:32

    Quando eu digo que doutorado não é sinônimo de inteligência o pessoal acha que estou brincando…

    O digníssimo professor errou duas vezes: a primeira ao fazer tais declarações e a segunda ao ignorar o tamanho que certos assuntos podem assumir na internet.

  22. Thiago

    25 de junho de 2014 at 14:52

    Não existe mais liberdade de expressão neste país, apenas pra cumpanheiros que compactuam com ideais da esquerda. Se falar mal do feminismo é perseguido, inclusive no facebook.
    Deste jeito não dá.

  23. Ricardo

    25 de junho de 2014 at 23:38

    O problema do mundo atual é que existem muitas pessoas preocupadas em cuidar da vida (e do corpo) dos outros. Não vejo problema algum uma mulher querer ter relações sexuais no primeiro encontro. Isso só demonstre o quão amadurecida ela é pois não tem medo de possíveis rejeições por parte dos parceiros. E se ela quiser apenas uma noite e nada mais, qual o problema?

  24. Pingback: [BLOCKED BY STBV] “Onde está a aluna marxista?”- A briga entre um professor e uma estudante na UERJ |

  25. Maya

    25 de junho de 2014 at 23:49

    Acho que a Maria Clara ficou meio animada com a aprovação no vestibular e acha que virou uma grande pensadora…

    Sabe, sou mulher, sinceramente achei engraçadíssimo o texto do dito professor…
    Antes que alguém diga que sou “oprimida pela igreja” ou algo do tipo: não sou evangélica, ao contrário, tenho minhas dúvidas se existe algum tipo de deus ou não.
    Mas no que diz respeito ao feminismo acho que não deve ser defendido com base no “dou o que é meu e dane-se” afinal as mesmas mulheres que vejo postando coisas como “tenho direito a usar o que quiser” “não sou objeto para pertencer a alguem” ou algo assim, vejo depois vir com mimimis do tipo “todo homem é canalha” “homem nao presta” e afins….
    Ora veja bem, se eu fosse homem e uma mulher me desse mole e eu a achasse bonita haveria 98% de chance de que eu a levaria para a cama, e se eu a tivesse conhecido no mesmo dia haveria 110% de chance de que eu nunca mais ligasse de volta, simples assim…

    Acho justo mulheres defenderem seus direitos e desejarem ser donas do próprio nariz, porém acho incrivelmente absurdo depois reclamarem de serem “jogadas” ou tratadas como lixo, afinal não é como lixo que a estão tratando, é como as moças fortes e donas de si que dizem ser…Afinal, de acordo com o que dizem, são fortes o bastante para suportar um celular silencioso nos dias seguintes…

    Particularmente prefiro oferecer o que tenho a um único ser, não preciso querer ser superior a um homem para dizer que sou forte, não preciso dizer “não preciso que um homem me ache bonita” para ser forte, a mim basta apenas que eu saiba dessa força, o respeito masculino conquista-se mostrando-se respeitável e não “usável”

    #prontofalei :v

  26. paulo

    26 de junho de 2014 at 15:16

    Acho que esse o outro lado tem mais credibilidade, tendo em vista que um amigo próximo presenciou todo o ocorrido desde o inicio!

    http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/cultura/feministas-da-ufrj-fazem-perseguicao-ideologica-a-professor-liberal/

  27. Pedro Jungbluth

    26 de junho de 2014 at 16:07

    A vida é muito curta para se preocupar tanto com que outros pensam ou fazem. Quer ser fiel, casado (a) a vida inteira e ficar do lado do barango (a) fique. Quer dar pra todo mundo, dê. Mas meta o bedelho na atitude alheia.
    Mesmo que toda a opinião dele tivesse fundamento (e não tem MESMO) ainda assim o errado é julgar o outro por fazer o que quer.
    Mesmo que a liberação feminina fosse negativa (já disse que não é MESMO) se é opção da mulher, que todo mundo cale a boca.

  28. Juliana

    27 de junho de 2014 at 12:47

    De liberal, minha cara, você não tem nem a postura. Se fosse realmente liberal não adoraria o idiota discurso classista nesse post.
    Meus pêsames e obrigada: obrigada por revelar que muita gente que se diz liberal pra inglês ver, de liberal nada tem.

  29. Theophilo

    27 de junho de 2014 at 13:21

    Sinceramente, as mulheres precisam parar com este “antissemitismo” ditatorial sobre nós homens. Todo e qualquer comentário em que por ventura são questionadas as atitudes das mulheres do século 21 é tido como machismo. Já tudo que questiona as tradições ou os conceitos masculinos é tido como liberdade e verdade absoluta. Das duas uma, ou as mulheres viraram semi-divindades e portanto incapazes de errar ou estão batendo mais do que deveriam numa tecla que já não funciona mais. Estou vendo varias pessoas se manifestarem dizendo-se ofendidas, pergunto: por que estão ofendidas? Vocês são como o tipo de mulher descrita no post? Se são tudo bem, é direito se defenderem, mas se não são pelo menos procurem lembrar que vocês tem ou podem ter filhos homens e que mais cedo ou mais tarde vão ter que defende-los deste feminismo ortodoxo que vocês estão ajudando a espalhar. Na verdade, vocês quando sogras, são as primeiras a implicar com nova namoradinha “toda moderninha e soltinha” dos teus filhos: “a não, eu não confio nessa menina, ela pode fazer o meu filho sofrer”. Será isto uma tentativa tardia de se redimirem dos teus erros do passado, onde vocês que agora são mães entendem que o estilo feminista de liberdade total e falta de comprometimento massacra os homens bem intencionados? Mas toda ação tem sua consequência e os homens que agem como Charlie do seriado Two and Ralf Man são uma resposta ao feminismo, os descritos acima que vão pra cama e depois nem ligam de volta. Sinceramente, há muita hipocrisia no feminismo e a maior delas é dizer que o seu antônimo, o machismo, é a causa dos problemas das mulheres, é algo ruim e opressor. Mas nada melhor do que o tempo para definir quem está errado ou não.

  30. Morena

    27 de junho de 2014 at 16:05

    Concordo em parte com as observações da Juliana e também com as suas, no fundo, se trata de ideias muito pessoais, sobre o que você julga importante ou qual é a visão que tem sobre si mesmo.
    Na minha opinião o movimento parece um pouco perdido, existem algumas “bandeiras” que não compartilho, a exemplo, a vulgarização do sexo, é algo que pessoalmente não concordo, essa não é definitivamente a minha luta, não acho que “dar” pra qualquer um é prova de que somos livres. Concordo com a liberdade sexual, onde as pessoas tem o direito de se relacionarem com os parceiros que escolherem, independentemente dessa relação ser heterossexual, homossexual, enfim, sou a favor da liberdade e igualdade de direitos.
    Definitivamente não me sinto ultrajada com o fato de não poder andar na rua sem blusa, afinal vivemos em sociedade e os homens também não podem andar na rua sem short, o que não quer dizer que concorde com a excessiva sexualização do corpo feminino instituída tanto por homens quanto por mulheres.Só que os caminhos escolhidos para essa luta não me convenceram.
    O que me interessa são movimentos a favor da integração da mão de obra feminina em grandes corporações, a igualdade de salário (já prevista na constituição), melhoras na saúde com atendimentos mais específicos a saúde da mulher, maior democratização em cursos dominados por homens, a luta contra preconceito de qualquer natureza, definitivamente não vejo como tirar a blusa pode nos ajudar a resolver isso.
    Vamos lutar contra o alto índice de mortes entre mulheres com câncer de mama, o mais curável do mundo, segundo pesquisas internacionais.
    Enfim, acho que esse sentimento é que muitas vezes acaba nos desunindo, nos deixando um tanto quanto perdidas.Só espero que possamos nos encontrar o mais breve possível.
    Abç.

  31. Pingback: [BLOCKED BY STBV] Sobre o silêncio ou manifesto pela voz | O ILEGALISTⒶ

  32. Onete Lopes

    28 de junho de 2014 at 23:02

    Maya, você talvez não se dê conta, mas reproduz o discurso machista.a liberdade que as feministas reivindicam é tão somente a liberdade que os homens já usufruem. Outra coisa, nenhuma feminista recriminará quem desejar fazer de sua “intimidade sexual” um troféu. Quem quiser fazer amor ou transar com um parceiro/parceira que merecer, que o faça. O problema que as feministas apontam é a transformação deste modo machista de pensar numa regra moral à qual todas as mulheres devam se submeter. Outra coisa, mulheres que decidem a hora em que querem transar, se por ventura lamentam o silenciamento de um parceiro, com quem desejariam repetir a experiência, é porque queriam poder experimentar de novo o prazer e não porque fizeram amor na hora errada.

  33. Mari

    30 de junho de 2014 at 3:57

    Gabriel, alem de voce nao ter nenhum senso de humor ou inteligencia, ainda por cima deve ser gay. Acho lamentavel que as feminazi nao entendam o tom ironico do professor Bernardo Santoro. Por outro lado, existe um ditado que diz “A VERDADE DOI”, e acho que esta e’ a unica razao das feminazi de plantao ficarem tao ofendidinhas. Ora, sejamos realistas!!! Por mais que as feminazi queiram tapar o sol com a peneira, o que o professor disse e’ a mais pura, nua e escancarada expressao da realidade. E quem fala a verdade nao merece castigo. Sou mulher, sou mae e ja’ vi milhares de exemplos de outras maes que o marido larga com filhos p criar, arruma uma mais nova, e a coitada deve criar os filhos com a merreca dos 30%. Isso quando o crapula nao some no mundo. Ja’ vi mulheres jovens com 2, 3 ou 4 filhos que nao conseguem fazer ligadura, enquanto as feminazi se orgulham de aprovar aborto pelo SUS. E’ muito fascismo, stalinismo, satanismo e filha da putice pro meu gosto. E’ triste ver o nivel de bestializacao que certas pessoas podem chegar!

  34. Alexandra Sampaio

    2 de julho de 2014 at 21:11

    Sério, não sou feminista, mas sou feminina, e isso já é o suficiente para achar o texto do “professor” no mínimo de mau gosto.

    Primeiro ele trata a mulher como “objeto” literalmente. E isso não tem argumento para justificar. É falta de ética mesmooooooo.

    Nem tudo que pensamos devemos sair por aí propagando, isso se chama cautela, e um professor de direito deveria ter isso em mente e em ações. Pelo menos é o que se espera de um “mestre”.

  35. Pingback: [BLOCKED BY STBV] 20 anos, vítima da máquina de assassinar reputações de Veja | Blog

  36. Paula Berlowitz

    11 de julho de 2014 at 11:30

    Que pena que não és Feminista, Alexandra, pois te beneficias do Feminismo, diariamente… 😉

  37. Lito Cordeiro

    14 de agosto de 2014 at 15:34

    Cacildis, quanta agressividade…

  38. Denis

    16 de setembro de 2014 at 15:27

    Depois de ler o texto,cheguei a conclusão…Ele disse apenas a verdade.

  39. Pedro Ramos

    27 de setembro de 2014 at 10:28

    Não entendi o que há de tão ofensivo no referido texto, o que ele fala é a verdade que ninguém “quer” falar (ou não pode, pois a reação geral todos já viram), e no mais, tanta gente faz piada com coisa muito pior, o cara falou “a verdade” que acontece hoje, deixou claro que era zuera, e mesmo assim tem gente que insiste em ficar brava…
    Todos temos o DIREITO de ter opinião e também temos o DIREITO de ter e EXTERNAR nossa opinião!
    Agora, ele não poder zoar por que é um professor de direito… isso me pareceu mais antiquado do que o próprio machismo em si…
    Tempestade em copo d’água, se não tem nada melhor pra se preocupar na vida vá ajudar quem precisa, ao invés de ficar na internet fazendo mimimi por besteria…

  40. Pedro Ramos

    27 de setembro de 2014 at 10:35

    Alexandra Sampaio, dizer que ele NÃO PODERIA ter falado a opinião dele é no minimo INCONSTITUCIONAL! Se você presa a liberdade de expressão não censure a opinião alheia, pois se você “pode” falar que ele está errado, ele também pode falar que você está errada!

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