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Maria Clara Bubna – Sobre o Silêncio ou Manifesto pela Voz

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Maria Clara Bubna

Maria Clara Bubna, 20 anos, é estudante do 1° período de Direito na UERJ e integra o Coletivo de Mulheres da sua Universidade.

Ela era – até ele pedir exoneração – aluna do Professor Bernardo Santoro, autor de uma postagem de conteúdo debochado e pra lá de machista feita, publicamente, em seu facebook, e repudiado, recentemente, e com toda a razão, pelo Coletivos de Mulheres da UFRJ, outra Universidade na qual Bernardo leciona.

Depois disso, Bubna diz que passou a ser perseguida pelo professor. Ele afirma o contrário, mesmo estando hierarquicamente, acima da aluna, em sua relação dento da Universidade, e atribui a autoria do repúdio à Bubna e seu Coletivo, embora a Nota de Repúdio tenha sido publicada por outro Coletivo Feminista, de outra Universidade, a UFRJ.

A estudante ficou um tanto surpresa e assustada com o rumo que o assunto tomou e a repercussão que teve, mas resolveu quebrar seu silêncio e contar sua versão da história em seu depoimento intitulado “Sobre o Silêncio ou Manifesto pela Voz”, que reproduzo, na íntegra, logo abaixo.

“Parabéns” sqn, Professor Bernardo Santoro! O Senhor conseguiu ficar famoso como o machistinha mais comentado das redes sociais dos últimos dias! Melhor repensares o conteúdo das piadas que levas à público, uma vez que és pessoa pública e formador de opinião.  Recomendo mais cautela.

E parabéns, de verdade, a ti, Maria Clara Bubna, que optou por não ficar calada, apesar de, como tu mesma disseste no teu manisfesto, seres “o elo mais fraco desta relação”, por seres aluna, por seres mulher, por seres ainda muito jovem.

Segue o Manifesto de Maria Clara Bubna:

SOBRE O SILÊNCIO OU MANIFESTO PELA VOZ

Por muitos dias, eu optei por permanecer calada. Talvez numa tentativa de parecer madura (como se o silêncio fosse reflexo de maturidade) ou evitando que mais feridas fossem abertas, eu escolhi, nesse último mês, por vivenciar o inferno em que fui colocada com declarações breves e abstratas e conversas pessoais cautelosas. Mas se tem uma coisa que eu descobri nesse mês é que a maior dor que poderiam me causar era o meu silenciamento, o meu apagamento por ser mulher, jovem, “elo fraco” de toda relação de poder. Eu decidi portanto recuperar minha voz. Esse texto é um apelo a não só o meu direito de resposta, mas o meu direito a existir e me manter de pé enquanto mulher.

Eu nunca vi necessidade de esconder meus posicionamentos. Seja sobre o meu feminismo ou minhas preferências políticas, sempre fui muito firme e verdadeira com o que acredito. Mantive sempre a consciência de que minha voz era importante e que, junto com muitas outras vozes, seriamos fortes. Exatamente por isso, nunca vi necessidade de me esconder. Decidi fazer Direito baseada nessa minha ideia de que a união de vozes e forças poderia mudar a quantidade brutal de situações hediondas que o sistema apresenta.

Dentro da Faculdade de Direito da UERJ, acabei encontrando um professor que possui postura claramente liberal. Ele também nunca fez questão de esconder suas preferências políticas, mesmo no exercício de sua função. Apesar de ser meu primeiro ano na faculdade, passei alguns muitos anos no colégio durante os ensinos fundamental e médio e tive professores militares, conservadores, cristãos ferrenhos. Embates aconteciam, mas nunca ninguém se sentiu ofendido ou depreciado pelas suas preferências ideológicas. O debate, quando feito de maneira saudável, pode sim ser enriquecedor. Para minha surpresa, isso não aconteceu no ambiente universitário.

Ouvindo Bernardo Santoro se referir aos médicos cubanos como “escravos cubanos”, a Marx como “velho barbudo do mal”; explicar o conceito de demanda dizendo que ele era um “exímio ordenhador pois produzia muito leitinho” (sic) e que o “nazismo era um movimento de esquerda”, decidi por me afastar das aulas e tentar acompanhar o conteúdo por livros, gravações, grupos de estudo… Já ciente do meu posicionamento político e percebendo minha ausência, o professor chegou a indagar algumas vezes, durante suas aulas: “onde está a aluna marxista?”.

No dia 15 de maio deste ano, Bernardo postou em sua página do Facebook, de maneira pública, um post sobre o feminismo. Usando o argumento de que se tratava de uma “brincadeira”, o docente escarneceu da luta feminista e das mulheres de maneira grosseira e agressiva. A publicação alcançou muitas visualizações, inclusive de grupos e coletivos feministas que a consideraram particularmente grave, em se tratando de um professor, como foi o caso do Coletivo de Mulheres da UFRJ, universidade em que Bernardo também leciona. A partir do episódio, o Coletivo de Mulheres da UFRJ escreveu uma nota de repúdio à publicação do professor, publicada no dia 27 de maio na página do próprio Coletivo, chegando rapidamente ao seu conhecimento.

Foi o estopim. Fazendo suposições, o professor começou a me acusar pela redação da nota de repúdio e a justificou como fruto de sua “relação conflituosa” comigo, se mostrando incapaz de perceber quão problemático é escarnecer, de maneira pública, de um movimento de luta como o feminismo.

Fui então ameaçada de processo. Primeiro com indiretas por comentários, onde meu nome não era citado. Alguns dias se passaram com uma tensão se formando, tanto no meio virtual quanto nos corredores da minha faculdade. Já se tornava difícil andar sem ser questionada sobre o assunto.

Veio então, dias depois, uma mensagem privada do próprio Bernardo. A mensagem me surpreendeu por não só contar com o aviso sobre o “processo criminal por difamação” que o professor abriria contra mim, mas por um pedido do mesmo para que nos encontrássemos na secretaria da faculdade para que eu me desligasse da minha turma, pois o professor não tinha interesse em continuar dando aula para alguém que processaria.

Nesse ponto, meu emocional já não era dos melhores. Já não conseguia me concentrar nas aulas, chorava com uma certa frequência quando pensava em ir pra faculdade e essa mensagem do professor serviu para me desestabilizar mais ainda. Procurei o Centro Acadêmico da minha faculdade com muitas dúvidas sobre como agir. Foi decidido então levar o assunto até o Conselho Departamental que aconteceria dali alguns dias.

No Conselho, mesmo com os repetidos informes de que não se tratava de um tribunal de exceção, Bernardo agiu como se fosse um julgamento. Preparou uma verdadeira defesa que foi lida de maneira teatral por mais de quarenta minutos. Conversas e posts privados meus foram expostos numa tentativa de deslegitimar minha postura. Publicações minhas sobre a militância feminista e textos sobre minhas preferências políticas foram lidos pelo professor, manipulando o conteúdo e me expondo de maneira covarde e cruel. Dizendo-se perseguido por mim, uma aluna do primeiro período, Bernardo esqueceu-se que dentro do vínculo aluno/professor há uma clara relação de poder onde o aluno é obviamente o elo mais fraco. Eu, enquanto aluna, mulher, jovem, não possuo instrumentos para perseguir um professor.

O Conselho, por fim, decidiu pela abertura de uma sindicância para apurar a postura antipedagógica de Bernardo. Não aceitando a abertura da sindicância, o professor, durante o próprio Conselho, comunicou que iria se exonerar e deixou a sala.

Foi repetido incansavelmente que a questão para a abertura da sindicância não era ideológica, mas sim sobre a postura dele como docente. Bernardo, ao que parece, não entendeu.

No dia seguinte, saiu uma reportagem no jornal O Globo sobre a questão. O professor declara que eu sempre fui uma “influência negativa para a turma”. Alguns dias depois, a cereja do bolo: seu amigo pessoal, Rodrigo Constantino, publicou, em seu blog na Revista Veja, uma reportagem onde eu era completamente difamada e exposta sem nenhum aviso prévio sobre a citação do meu nome. A reportagem por si só já era deprimente, mas o que ela gerou foi ainda mais violento.

Comecei a receber mensagens ameaçadoras que passavam desde xingamentos como “vadia caluniadora” até ameaças de “estupro corretivo”. Meu e-mail pessoal foi hackeado e meu perfil do facebook suspenso.

A situação atual parece estável, mas só parece. Ontem, no meu novo perfil do facebook, recebi mais uma mensagem de um homem desconhecido dizendo que eu deveria ser estuprada. Não, eu não deveria. Nem eu nem nenhuma outra mulher do planeta deveria ser estuprada, seja lá qual for o contexto. Nada nesse mundo justifica um estupro ou serve de motivação para tal.

Decidi quebrar o silêncio, romper com essa postura conformista e empoderar minha voz. É preciso que as pessoas tenham noção da tensão social que vivemos onde as relações de opressão estão cada vez mais escancaradas e violentas.

Em todo esse desenrolar, eu me vi em muitos momentos me odiando. Me odiando por ser mulher, me odiando por um dia ter dado valor à minha voz. Me vi procurando esconderijos, me arrependendo de ter entrado na faculdade de Direito, de ter acreditado na minha força. Me detestei, senti asco de mim. Mas eu não sou assim. Eu sou mulher. Já nasci sentindo sobre mim o peso da opressão, do machismo, do medo frequente de ser violada e violentada. Eu sou forte, está na minha essência ter força. E é com essa força que eu escrevo esse texto.

Estejamos fortes e unidos. A situação não tende a ficar mais mansa ou fácil. Nós precisamos estar juntos. É essa união que vai criar rede de amor e uma barreira contra essas investidas violentas dos fascistas que nos cercam. Foi essa rede de amor e apoio que me manteve sã durante esse mês e é essa rede que vai nos manter vivos quando o sistema ruir. Porque esse sistema está, definitivamente, fadado ao fracasso.

 

Abrace e empodere sua voz.

 

Maria Clara Bubna

Rio de Janeiro, junho de 2014.

 



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Publicado por em 22 de junho de 2014. Arquivoado em Comportamento,Destaque,Feminismo,Notícias. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response or trackback to this entry

86 Respostas para Maria Clara Bubna – Sobre o Silêncio ou Manifesto pela Voz

  1. Liliane Aleida

    24 de junho de 2014 at 15:53

    Você é mais forte do que pensa.

  2. DALB-LETRAS UERJ

    24 de junho de 2014 at 16:01

  3. Pingback: [BLOCKED BY STBV] A virulência machista do conservadorismo liberal brasileiro | Livre Pensamento

  4. victória

    24 de junho de 2014 at 17:42

    força maria clara!

  5. Debora Santos

    24 de junho de 2014 at 18:17

    Aconteceu algo pior na UFG, a aluna foi agredida verbalmente por um professor Jonas Modesto de Abreu que a chamou de militante de merda na frente de todo mundo! Ela, Maria de Lourdes, pobre, negra e mulher, saiu da faculdade e abandonou a cidade. Conheça a história:
    http://redeclassista.blogspot.com.br/2013/11/mocao-de-solidariedade-em-apoio.html

  6. Anna

    24 de junho de 2014 at 18:29

    Maria Clara, estou horrorizada com isso tudo!
    E fiquei me perguntando uma coisa. E as meninas do Coletivo de Mulheres da UFRJ? Ninguém se pronunciou para defender você? Acho que se a culpa recaiu sobre vc por algo que elas escreveram, elas poderia te apoiar em outras publicações e até participar de algum possível processo aberto contra esse imbecil. Elas nada falaram???

  7. Luciane Barbosa

    24 de junho de 2014 at 19:48

    Maria Clara,

    Por também viver perseguições machistas de ódio e i tolerância religiosa, sou solidária e praticante da nossa luta.

    Sou eu porque sou você.
    Também sou uerj… Sempre fui nas duas passagens que tive por ela. Duas graduações.
    Na primeira, na pedagogia, vivi assédio e recentemente fui combate-las na rede facebook, do mesmo professor Paulo Ghiraldelli Junior, fui bloqueada, ofendida e agredida verbalmente por ele.
    E tiro como lição: onde houver a opressão, a violência.. Devemos estar.. Custe qual for a consequência.

    <3
    Com amor

    Deixo um beijo e um abraço bem forte.

    Axé

  8. Luciane Barbosa

    24 de junho de 2014 at 19:58

    Onde houver opressão e violência devemos resistir e enfrentar, custe a consequência que for… Depois as coisas se ajeitam.

    Já vivi muitos momentos ruins. Sofro hoje perseguição machista e de intolerância religiosa, por parte de um anônimo que ne persegue.

    Sou uerj também, passei por duas graduações, na primeira delas, pedagogia, tive experiências com o machismo e o racismo aos 19 anos de idade. Essa experiência foi vivida com um filósofo reconhecido no campo da educação, da pedagogia. Divulgo aqui sem medo de represálias. Tenho testemunhas, o professor em questão é Paulo Ghiraldelli Junior. Recentemente postagens dele nos grupos da uerj e em sua página pessoal da rede facebook decidi denunciar ao fb e solicitar que ele retirasse. Consequência, fui agredida por ele e bloqueada no fb.

    Infelizmente a prontidão é necessária. Enquanto estivermos vivas essas atitudes são nossas.

    São atitudes de amor.

    Deixo um beijo e um abraço apertado.

    <3

  9. Roberta

    24 de junho de 2014 at 22:39

    Não temas! Vc esta certa! Deus estará ao seu lado, e nós, mulheres, também! Essa luta não é só sua! Mas, sim de todas nós mulheres! Passei por um caso no colegial de um professor que se insinuava para mim, não sei ao certo o termo correto… Na época eu tinha 16 anos, mas nem por isso me calei! Me senti ameaçada c algumas coisas q ele falou.. Mas a minha voz não se calou e ele foi exonerado!!! Então, por isso que concordo c vc! Juntas, somos mais forte! FORÇA para passear por esse momento de exposição e fique tranquila que vc irá sair vencedora de cabeça erguida desta história! Um beijo!

  10. Abele

    24 de junho de 2014 at 22:53

    Isso afirma o contrário, então dá todo o lado da garota e nao cita nada do lado do cara. Na verdade, pelo escrito nao dá nem pra saber o que ele supostamente fez inicialmente – acho que foi pego olhando pra bunda de uma aluna, mas nao sei (e nao estou com tempo para procurar). mas o resultado é que ele perdeu o cargo de professor na faculdade por intriguinha ideologica.

  11. Paula Berlowitz

    24 de junho de 2014 at 23:44

    Abele, se clicares no link onde remete à postagem machista do professor, aí, no texto que leste, entenderás o que ele disse que incomodou tanto às suas alunas, a mim e a muitas outras mulheres, Feministas ou não.

    E creio que se tiveste tempo para parar e fazer um comentário, mesmo sem embasamento algum, apenas por “achismo” (eu pesquisei o caso um fim-de-semana todo antes de escrever sobre ele, e conversei longamente, tanto com Maria Clara Bubna quanto via chat com o professor), deverás arranjar tempo para te informares sobre o que opinaste. #ficadica

  12. Paula Berlowitz

    24 de junho de 2014 at 23:50

    Pois é, Roberta…

    Se Maria Bubna for esperar por deus, creio que ela está lascada, pois “ele” permite muitas injustiças nesse mundo afora, não achas? No caso aqui, do CromossomoX, ela está recebendo apoio de uma atéia – eu, pesquisadora e escritora do CromossomoX e, indiretamente, de um ateu – meu marido, que é o web master do CromossomoX. Já o Professor Bernardo Santoro é cristão, crente em um Deus único, como ele mesmo me afirmou. E agora? Do lado de quem esse suposto deus estaria, caso existisse?!

    A sorte de Maria Clara é que ela tem seres REAIS em sua defesa, como vocês e nós! =)

    Os sobrenaturais sempre deixam muuuuito a desejar. Então, em minha opinião, quando alguém precisar de ajuda real, honesta e verdadeira, sem segundas intenções, peçam a ateístas. Elas/eles não esperam recompensas por fazer o que é certo! 😉 #ficadica

    Agradeço muito o seu comentário! Volte sempre! E se algum dia tiveres algum empreendimento feminino para divulgar alguma situação de violência contra mulheres e meninas a denunciar, me escreve! <3

  13. Edla Catarina

    25 de junho de 2014 at 2:42

    Maria Clara,

    o medo e o silencio foram enfrentados por você que com certeza tem pessoas em forma de rede que ajudam a sustentar essa barra. ufa!
    Incrível a potencia do patriarcado! Ainda, sempre!
    Siga com meu abraço de sororidade. Porque a fraternidade deles tem séculos e séculos de legislação a seu favor. E nós mulheres temos sussurros e gemidos na mesma proporção.

  14. Marilene Pariz

    25 de junho de 2014 at 8:07

    Força, moça, entendemos sua posição porque a maioria das mulheres já viveu o assedio machista.
    Já vivi também o ideológico,cansada de ouvir absurdos também de um professor universitário. Em vez de enfrentar o tempo todo eu refiz a cadeira com outro professor.
    Parabéns, os tempos são outros e a comunicação eletrônica traz todo mundo para mais perto, para o bem e para o mal.

  15. Mari

    25 de junho de 2014 at 9:51

    Li o post do prof. Bernardo Santoro, e conclui que qualquer pessoa com o minimo de inteligencia e conhecimento da realidade atual, e com um minimo senso de humor, nao consegue encontrar ABSOLUTAMENTE NADA QUE POSSA OFENDER as mulheres. Alem do mais, mesmo que o prof. Bernardo Santoro postasse qqr coisa ofensiva, estava na pagina pessoal dele, onde ele tem o direito de se expressar livremente. Ou sera’ esta corja no governo extinguiu o livre direito de expressao? Que mordaca e’ esta que o pessoal sem cerebro quer impor na sociedade?
    Como mulher e cidada, estou chocada com este escandalo por causa de um post numa rede social. Vale mencionar que considero o post inteligentissimo, e que poderia servir de reflexao p as idiotas uteis feminazi (isso se houvesse boas intencoes por tras deste falso feminismo atual).

  16. Mari

    25 de junho de 2014 at 9:55

    Maria Clara Bubna se nao foi vc quem avacalhou com o post to prof. Bernardo Santoro, vc devia ficar de fora. Mas se foi, agora nao tem sentido se fazer de coitadinha.

  17. Lidice Matos

    25 de junho de 2014 at 10:44

    Toda a minha solidariedade, Maria Clara! Parabéns por estar lutando conta essa postura tacanha, anti-profissional, machista e cruel de um professor. Sua luta há de fazer a diferença em um mundo ainda inacreditavelmente machista em pleno século XXI. Um grande abraço.

  18. Vania Siqueira

    25 de junho de 2014 at 11:29

    Minha querida, parabéns pela sua garra e coragem, admiro mulheres como vc, tão nova e lutadora.
    Receba todo meu apoio pois apenas nós, mulheres sabemos o quão difícil é sobreviver numa sociedade ainda tão fascista.A luta é necessária pois essas idéias vem tomando corpo junto a pessoas desinformadas, e isso é muito preocupante.
    Parabéns!

  19. Carlos

    25 de junho de 2014 at 16:40

    “Machismo”, “opressor”, “estuprada”,”sou a parte fraca”. Ou seja: A característica mais pateta e demente das chamadas minorias é a extrema pena que sente de sí mesmo, e, óbvio, como são coitadinhos, podem atingir, humilhar, denegrir todo mundo porque são os “desprotegidos” da história e não podem , sob pena de serem criminalizados, confrontá-los, pobres diabos. Que tal vocês terem um mínimo de caráter, altivez e vergonha na cara e enfrentar a realidade sem vitimismos? Ou esse professor está errado em defender seus ideias e essa moça certa em fazer o mesmo? Dois pesos e duas medidas? Essa é a herança dessa maldição de governo petista: Um exército de parasitas ou um bando de alienados marxistas e outros “istas”, e bandidos ou “de menor” que, de uma hora para outra se acham no direito de serem status quo superior, melhores até do que aqueles que, com seus impostos , sustenta esse governo, cujo único legado será o de mais corruPTo e sujo ha história. Mocinha, procure algo mais útil para colocar sua malícia à disposição, uma pilha de pratos sujos,por exemplo. rs

  20. Antonio P. Pacheco

    25 de junho de 2014 at 17:39

    Sua voz, Maria Clara Bubna, deve ser ouvida e ecoada para além dos limites da sua faculdade, do seu coletivo feminista, do município do Rio de Janeiro, do seu estado. Ela deve ecoar por todo o Brasil, por todo o mundo. Suas ideias, ideais,ideologia política e crenças, sejam elas quais forem, devem ser respeitadas por quem quer que seja, inclusive por esse “professor” que não é apenas machista, mas, visivelmente chauvinista na melhor tradução do termo. Ele sim, deve ser processado por você e por todos os coletivos femininos do país. Você, garota, menina, mulher, tem o direito de ser de “esquerda”, de ser feminista, de ser por inteiro, quem é em todo e qualquer lugar em que estiver. Vivemos no Brasil, você é brasileira, e nossa Constituição lhe assegura a plena cidadania. Não se permita violentar por ninguém. Sou homem, sou cristão evangélico e sei que Deus nos fez, mulheres e homens iguais na carne, na mente (intelecto) e no espírito. Nada neste mundo pode e tem poder para mudar isto. Infelizmente, a sociedade se estruturou ao longo dos milênios sobre pilares patriarcais, em que a força física, a capacidade de ser violento e de autosacrifício em defesa do grupo, presente em maior grau nos homens, foi supervalorizada em relação as habilidades tidas tipicamente como femininas e muito mais importantes à sobrevivência da espécie como a gestação, a amamentação, os cuidados com a prole, a capacidade de organização e a acuidade de percepção de detalhes. Só com muita coragem, determinação e luta essas distorções poderão ser corrigidas para que, em fim, tenhamos um tempo em que todos entendam e aceitem que nós, homens, e vocês, mulheres, nos completamentos. Esse professor revelou-se um fraco, um ser repugnante ao levar seus preconceitos para dentro da sala de aula e usar de sua condição para desqualifica-la. Processa-lo por coação, assédio moral e calunia e difamação, junto com o colunista que deu a ele voz na revista Veja é o que deve ser feito. Tens a minha solidariedade

  21. Kleiton T.

    25 de junho de 2014 at 22:05

    Quem cometeu violência e opressão foi a Maria e as feministas contra o Professor.
    Normal, esquerdinha adora fazer isso.

  22. Nawilly

    25 de junho de 2014 at 22:35

    Paula,
    No meu ponto de vista, o modo como vc fala de Deus é um tanto ofensivo para os cristãos, eu me senti ofendida. Não há necessidade disso, o foco do post é o problema da Maria Clara. Ao meu ver, pessoas que lutam por respeito não devem desrespeitar os outros.

  23. Ricardo

    25 de junho de 2014 at 23:42

    Maria Clara, sei que sua situação é difícil mas, não desanime. Saiba que todo aquele que se opõe a ideologia vigente sempre é perseguido. Porém, lute para se formar e seguir em frente. Desejo-te boa sorte e que possa superar com vitória esse momento difícil da sua vida!

  24. Maria Luci Zimmermann

    26 de junho de 2014 at 17:48

    Que Deus te ilumine cada vez mais, para que exponhas tuas ideias bem claras a ponto de cada vez mais pessoas engrossarem a tua lista. Parabéns por seres bem educada e , com certeza, forte o bastante para suportares todos os ataques dos que não têm o mesmo valor. Luci.

  25. Alessandra

    26 de junho de 2014 at 23:13

    Maria Clara

    Procure ajuda jurídica o quanto antes.

    Faça um boletim de ocorrência por conta das ameaças covardes das quais você foi vítima.

    Retome seu curso. Se o tal professor não quiser te ter como aluna, que saia ELE!

    O movimento feminista está te apoiando?
    Pelo amor de Deus! Mais do que nunca é hora do movimento agir.

  26. Fernando Carlos Santana

    27 de junho de 2014 at 13:12

    Sinceramente, tentei ver o conteúdo machista no texto do professor… mas não achei. Vi ali uma opinião, que pode ser contestada por uns e aprovada por outros. Simples assim. Nada, na minha opinião, que mereça despertar tamanha ira.

    Mas imagino que agora estejam todos feliz, visto que conseguiram visibilidade para um debate que parece interessar a ambos.

    Um pouco de leveza e humildade não faz mal a ninguém. E isso vale para o professor e para a aluna, que parecem se perder na radicalidade.

    É o que eu chamaria de desperdício de energia. Mas cada um com seu cada um. Que saia algo de bom dessa história. Pelo menos isso…

  27. Nádia

    28 de junho de 2014 at 21:53

    Querida Maria,

    Sou bem mais velha que vc e realmente me tocou a forma como descreveu a seqüência de acontecimentos. É engraçado que as vezes não identificamos o quadro geral do ambiente opressivo. Sei a tenção que palavras não ditas e perguntas capciosas podem gerar. Os algozes podem ser tão sutis e perspicazes que distorcem nossas palavras e fazem com que nossas atitudes pareçam infantis, ou pior, motivadas por incultura ou falta de compostura social.
    Já me vi em um situação parecida, enquanto estagiária em um escritório de advocacia. Infelizmente não tive sua maturidade e acabei desistindo do estágio, o ambiente tornou- se tão hostil que não conseguia realizar tarefas simples na frente do dito senhor, digitar um texto, enviar um fax, procurar uma pasta tornaram- se razões de pânico . Venho solidarizar- me, e dizer que estamos (todas as mulheres da minha família) torcendo pela sua vitória , vc é muito nova, linda e inteligente. Em um futuro bem próximo esse momento será apenas uma lembrança ruim que motivará ótimas oportunidades.

  28. Pingback: [BLOCKED BY STBV] SONETO...

  29. Paula Berlowitz

    29 de junho de 2014 at 22:44

    “Deus sé uma ilusão”, Nawilly. Não é algo real. É tipo Papai Noel e outras lendas. Alguém se ofende quando outro alguém diz que Papai Noel não existe? Pois é. Deus é o Papai Noel dos adultos. Minha intenção não é ofender: é fazer as pessoas “caírem na real”, serem mais lúcidas. O conceito de Deus é um dos grandes precursores do machismo no mundo – senão o maior deles. Então, se luto contra o machismo, naturalmente lutarei por desmascaram a maior das menitras terrenas, que é a existência de divindades e seres sobrenaturais. O que existe somos NÓS, Nawilly, eu, tu, minha família, tua família, uma pessoa cuidando da outra. Não há nada por nós senão nós mesmos.

    Agradeço o teu comentário e lamento que tenhas te sentido ofendida. Mas peço que não te ofendas, pois não fostes tu a inventora desta grande peça de marketing. Tu apenas foste doutrinada dentro dela, assim como a maioria das pessoas ainda são, infelizmente, e por isso que uma pessoa faz tão pouco pela outra: pois a maioria sempre acha que cada um tem o que merece e age por medo de castigos e desejos de recompensa.

    E isto não é a melhor opção. A melhor opção é aquela dos Três Mosqueteiros: “Um por todos e todos por um”. E aí sim a humanidade tomará um rumo melhor. Sem deuses e sem dominações de quem detém o poder sobre estas crenças.

    Um grande abraço e Lucidez! <3

  30. Runnerba

    30 de junho de 2014 at 20:39

  31. Lidice Matos

    2 de julho de 2014 at 12:37

    E quem escreve um absurdo desses ( que o esquerdismo seria uma “doença “) ou é muito ignorante ou tem um outro tipo de “doença” : falta de caráter.

  32. Alexandra Sampaio

    2 de julho de 2014 at 19:32

    Boa noite,

    Fiquei perplexa com o que li, e mais perplexa ainda por saber ser a pura verdade. Dizem que estamos vivendo a “era do conhecimento”, mas pelo que me parece estamos vivendo o “oposto”. Não, não é porque não existe conhecimento, mas sim porque os verdadeiros mestres estão cada vez mais escassos.

    Vemos a cada dia pessoas com os currículos muito extensos, com mil e um cursos de aperfeiçoamento no Brasil e exterior, mil especializações, publicações sem fim… Mas sem um pingo de humildade e principalemnte humanidade.

    Como ensinar algo que eles mesmos não sabem e não possuem? Que sociedade está sendo formada por esses “mestres”?

    Como mulher, nordestina, parda, e pessoa com deficiência que sou manifesto aqui meu repúdio por tamanho absurdo.

    Fui procurar o texto do “professor”, para não ser injusta, e fiquei ainda mais chocada. A mulher foi colocada como um “objeto descartável”. E ninguém venha me dizer que as mulhers não se dãovalor, e bçá blá blá… Porque nada justifica tamanha atitude grotesca.

    Imagine se esse cara tiver uma esposa? Porque ele usa o termo “baranga” para justificar o divórcio… E estimula os homens a “fazerem filhos”, muitos, já que só terão 30% dos salários comprometidos, independente da quantidade de filhos… Genteeeeeee, quanta falta de ética.

    Quanto ao contexto educacional, infelizemnte partilho da mesma opinião, “passei alguns muitos anos no colégio durante os ensinos fundamental e médio e tive professores militares, conservadores, cristãos ferrenhos. Embates aconteciam, mas nunca ninguém se sentiu ofendido ou depreciado pelas suas preferências ideológicas. O debate, quando feito de maneira saudável, pode sim ser enriquecedor. Para minha surpresa, isso não aconteceu no ambiente universitário”.

    Para mim constatar isso foi uma grande decepção. “Tudo que é sólido se desmancha no ar, tudo o que é sagrado é profanado, e os homens são finalmente forçados a enfrentar com sentidos mais sóbrios suas reais condições de vida e sua relação com outros homens”. Karl Marx

    E pior, ser olhada de lado, ou melhor de cima, por alguns que se julgam superiores, pelo fato de que sou surda. Os pré conceitos!!!! Foi duro assistir as aulas onde a maioria fazia questão de que eu ficasse “invisível”. Mas sinceramente não nasci para ser invisível, e nem para me acovardar com medo de perder algo que nunca me pertenceu mesmo, a inclusão.

    Porque é assim que funciona o sistema. Silêncio ou solidão. Silêncio ou “exclusão” (como se algum dia a inclusão tivesse realmente sido realidade…) Sofri muito e ainda sofro por me recusar a ficar presa nesse silêncio patológico, onde uns querem ditar as regras e fazem de tudo para que o “outro” aceite passivamente seu “papel social”… alimentando o circulo vicioso do “opressor X oprimido”.

    Detesto o coitadismo, e me curvo somente diante de DEUS (respeito que não quer acreditar, mas eu acredito, e continuarei a acreditar…). Não posso me calar para ser “aceita”, e não posso dizer que está tudo bem quando na verdade não está. Sofro muito por isso, mas me sinto melhor assim.

    Vejo que na grande maioria das vezes os que deveriam ampliar nosso saber tentam a qualquer custo cercear e limitar nossas vozes e nossas mentes, o que é bem pior. São pessoas que querem, unicamente, alimentar seus prórpios egos, não existe comprometimento com o saber. Não existe, na maioria das vezes, espaço para o debate… Existe sim os “debates” que mais parecem “peças de teatro ensaiadas”, porque o novo, o diferente, o contraditório… não entra nesses debates. Dessa forma TODOS perdem. “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”
    Karl Marx

    Mas nem tudo está perdido, porque também existem, simmmmm, muitos professores comprometidos, que realmente fazem por amor, e procuram servir de inspiração aos seus alunos, e por isso ajudam a formar pessoas com a indole e coragem da Maria Clara. São esses, e somos NÓS, juntos e unidos, que ajudaremos a derrubar esse sistema de fachada, que já tem tantas rachaduras que não demorará a ruir.

    Será a nossa união e “essa rede de amor e apoio que… vai nos manter vivos quando o sistema ruir. Porque esse sistema está, definitivamente, fadado ao fracasso.”

    “Quem, melhor que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora? Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão? Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade de libertação?” Paulo Freire

  33. Ela

    3 de julho de 2014 at 6:29

    Pq vc não vira mulher e assume o que fez? Que vc está implicando com ele por questões ideológicas? Que não aceita opiniões divergente da sua? Assume, cara. Tu usa a porra do empoderamento como desculpa para fuder com as pessoas. Se o cara postou um texto e vc escreve uma carta de repúdio, vc invariavelmente está censurando. Ao invés de partir para o dialogo, a criatura parte para o autoritarismo. E o pior: a galera ovaciona sem se quer procurar o outro lado da história. Que cinismo do caralho.

    Eu entrei num grupo referente aos alunos da faculdade de direito e li um depoimento de um aluno defendendo o professor. E mais 300 pessoas o defenderam. Com argumentos. Muitos argumentos. E tudo leva a crer que é realmente por motivos pessoais.

    Um conselho, garota: não entre para a política pq seu perfil se encaixa perfeitamente: dissimulada, mentirosa, manipuladora e o pior que fode com todos – carismática.

    Só lamento pelas pessoas que lem uma ínfima parte de algo e não se questionam. Pois eu me questiono sobre tudo. De troco de ônibus a deus. Não importa o quê.

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  35. Sérgio Garin

    24 de julho de 2014 at 10:57

    Como operador do Direito, fico indignado com o que estão fazendo e com as criticas infundadas feitas a Maria Clara Bubna. Infelizmente, o povo brasileiro vive de mentiras, ignorância, intolerância acerbada pela manipulação de nossos governantes. Quanto as criticas de provas, estas nem falo, pois no judiciário provas são inequívocas, irracionais uma vez, que nosso judiciário é ultrapassado e falido. No Brasil, não adianta provar nada, pois as provas não significam nada. O judiciário é vicioso. Quando a perseguição é um fato verosímil, uma vez, que o simples fato de ir contra alguma doutrina, e/ou ter opinião própria é o suficiente para ser perseguido dentro de qualquer instituição, seja esta privada, pública, educacional etc. Infelizmente, vivemos em um país onde as coisas não funcionam como deveriam. Por este motivo, temos um país corrompido pela política suja do Partido dos Trabalhadores, políticos estes colocados no poder pelo povo brasileiro, que até os dias de hoje não aprenderam a votar e continuam votando como um jumento. No que tange, o direito de publicar fatos em uma página pessoal, é um direito de todo cidadão, desde, que não ofenda as pessoas causando assim, um dano moral ou material. Neste caso, quem ofende e causa dano a outrem, e passivo de responsabilidades civil. Cada um deverá responder pelos seus atos, o que foi o caso do nobre professor Bernardo Santoro , que por sinal foi infeliz em seus comentários em sua página pessoal do facebook. Fato este, que acabou sendo exonerado. Qualquer cidadão culto e com o minimo discernimento seria capaz de enxergar a conduta ilícita praticada por este mestre e operador do Direito. Maria Clara, não se deixe levar pelos comentários ofensivos, esteja certa da sua capacidade intelectual de interpretar a conduta do nobre professor, que realmente é machista. Não deveria ser a conduta de uma pessoa, que se diz professor. Na vida devemos ter muito cuidado com o que falamos, pois podemos ser responsabilizados e punidos pelos nossos atos na sociedade. Enfim, não se deixe levar pelas criticas maldosas, pois as mesmas não levam a lugar algum. Esteja certa da sua capacidade intelectual, pois estamos precisando de pessoas no Brasil como você, que não se deixa levar pela ignorância de uma parte da sociedade hipócrita, machista, medíocre, que nos dias de hoje continuam a votar como jumento. Motivo este, que o Brasil vive nesta miseria, altos índices de criminalidade, corruptos etc.

  36. Aparecida

    16 de setembro de 2014 at 12:35

    Sou sua admiradora mulher…

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