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Simone de Beauvoir: 106 anos de uma existência eternizada na Literatura

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Simone de Beauvoir e o legado de suas palavras.

Faz quase 28 anos que Simone de Beauvoir não caminha mais pela crosta terrestre e, viva fosse, completaria hoje 106 anos. Nascida em Paris, França, em 9 de Janeiro de 1908, faleceu de pneumonia em 14 de abril de 1986, aos 78 anos. Já suas palavras nunca estiveram tão vivas.

Hoje faz 106 anos que o mundo ganhou de presente essa mulher audaciosa e empoderada, não por sua origem burguesa – afinal a maioria das burguesas acatava a submissão e a vida matrimonial afetivamente insuficiente e a limitação intelectual que lhes era imposta por sua condição de “fêmea” da sociedade Ocidental – mas por suas capacidades individuais de coragem e enfrentamento e uma habilidade litarária invejável.

Simone de Beauvoir foi um presente, principalmente, para o Feminismo – ou a “luta das mulheres pelo direito nato de serem vistas e tratadas como seres humanos capazes e merecedores de respeito” (para aquelas que ainda se chocam com o termo “Feminismo” por acharem que isso impõe queimar soutiens (e isso é fato falso, viu?!), usar cuecas ou odiar homens) – deixando um Legado de mais de 20 obras, distribuídas entre romances, ensaios, autobiografias, a Peça de Teatro “Les bouches Inutiles” e uma Biografia de seu grande amigo e parceiro de RLi (relação livre), Jean Paul Sartre, nas quais analisa, repetidamente, o papel das mulheres na sociedade, e fala muito sobre liberdade e responsabilidade individual, salientando que cada pessoa é responsável por seus atos e pelas consequencias destes.

Escritora, filósofa e Feminista, Fundadora da Liga dos Direitos da Mulher,  juntamente com outras companheiras feministas,  é autora de frases como:

 Querer ser livre é também querer livres os outros”;

O dia em que a mulher puder amar com sua força, e não com sua debilidade, não para fugir de si mesma, mas para se encontrar, não para renunciar, mas para se afirmar, então o amor será fonte de vida, e não um perigo mortal;

Em si, a homosexualidade é tão limitadora quanto a heterosexualidade. O ideal seria ser capaz de amar uma mulher ou um homem, qualquer ser-humano, sem sentir medo, inibição ou obrigação;

Não posso detestar um Deus no qual não creio;

Não havendo Deus, nenhuma culpa será expiada”

dentre inúmeras outras citações de grande valor reflexivo.

Fico, aqui, imaginando o furor que cada palavra, cada nova obra sua causava naquela sociedadade tão cheia de tabus como a do início do Sécullo XX, onde a invisibilidade feminina fora totalmente naturalizada, e contra a qual umas poucas tinham a ousadia de se posicionar.

Agradeçamos, pois, a Simone de Beauvoir e sua impetuosidade e talento literário pela herança histórica que nos deixou!

Mulheres como Beauvoir deveriam viver para sempre! Sorte a nossa podermos, ao menos, ressuscitá-las ao ler seus livros.



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Publicado por em 9 de janeiro de 2014. Arquivoado em Destaque,Feminismo,Notícias. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response or trackback to this entry

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