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Partejar Consciente denuncia violências médicas e incomoda residente

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Partejar Consciente: capa da fan page no facebook

Em um dos grupos Feministas dos quais participo no facebook, uma das minhas companheiras de luta é a Luana Hudie, uma Enfermeira Obstétrica e Consultora em Aleitamento Materno, que trabalha pela humanização do parto e melhorias do tratamento dispensado às mulheres neste momento tão especial de nossas vidas – pelo menos para aquelas que, como eu, desejavam ser mães (Saliento aqui que eu, como filha de mãe Feminista, não desejava ser mãe pelas razões sociais comuns, mas sim para levar adiante a educação que recebi e ter representantes da nossa maneira de pensar na geração futura: sou mãe de duas lindas filhas e dois lindos filhos, educados sem diferenciação de gênero, educados para respeitar a diversidade humana em todos os seus aspectos, e que foram conhecer preconceitos como racismo, homofobia, etc, na Escola, e não em casa. Enfim, considero que estou desenvolvendo para o mundo, 4 seres pensantes, libertários e igualitários.). Luana Hudie mantem um blog, o Partejar Consciente, que deu origem a fan page (comunidade) Partejar Consciente no facebook, onde são publicadas informações muito interessantes e importantes sobre pré-natal, parto e aleitamento.

Em certo ponto das publicações, quando se estava falando sobre o fato de os médicos quase sempre optarem pela episiostomia  durante os partos e a falta de necessidade deste procedimento em muitos destes casos, uma residente de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Universitário da ULBRA demonstrou-se incomodada com o fato de a Página Partejar Consciente denunciar variados tipos de violências ginecológicas e obstétricas ocorridas durante os procedimentos de pré-natal e parto, fazendo o seguinte comentário:

Oi gurias, realmente não esperava, ou esperava, isso de vocês. Cada um tem sua opinião e esta deve ser respeitada, só acho que então vocês deveriam trabalhar em Casa de partos ou em lugarem licenciados com o projeto cegonha. Fico realmente triste em ter ao meu lado, ao lado de toooda nossa equipe pessoas que acham que nosso trabalho é um ato de violência. Sei que há profissionais e profissionais, mas desta maneira estão generalizando, nos fazendo parecer monstros que são totalmente indiferentes a vontade e desejo humano.”

Eu, que sou participante ativa e frequente em debates, confesso que vi este comentário com a mesma ótica que vejo os comentários do tipo “Ah, mas vocês, feministas, odeiam os homens”, enquanto, na realidade, o que odiamos é o machismo, e não os homens. Aqui, analogamente, o que desprezamos não é a medicina tampouco os médicos – ciência extremamente importante para o advento da humanidade e profissão muito importante para o bem estar das pessoas – o que a página Partejar Consciente reprova é a VIOLÊNCIA MÉDICA!

Como o próprio “Sobre” da Partejar Consciente diz: “Temos o objetivo de divulgar conteúdo atualizado, baseado em evidências, PARA PROFISSIONAIS DA SAÚDE e para quem mais se interessar no assunto. Também para trocar idéias e tudo mais que possa nos enriquecer como pessoas”, ou seja, não é uma página de “fofoca sobre médicos”, mas sim até uma fonte de estudo para que esses possam entender ainda mais sobre o que uma mulher pode considerar uma violência ao seu corpo ou à sua mente durante sua gestação e seu parto, para que elas/eles mesmas, profissionais da saúde, possam oferecer um tratamento cada dia mais humanizado para as suas pacientes e seus bebês.

Não vejo – em momento algum – as informações e comentários fornecidos pela página Partejar Consciente como parciais ou difamatórias, e nem mesmo como generalizadoras, como a Residente de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Universitário da ULBRA sugeriu em seu comentário: vejo a Partejar Consciente como um espaço onde as mulheres podem obter informações sobre seus direitos enquanto gestantes e parturientes, compartilhar experiências e garantir, desta forma, uma medicina obstétrica cada vez mais preocupada com a saúde da mulher.

Sendo assim, uma vez que o incômodo da Residente me soou como falta de vivência da realidade vivenciada pelas mulheres nos procedimentos obstétricos oferecidos, até mesmo nos considerados como melhores/mais humanizados hospitais dos quais dispomos, resolvi compartilhar com vocês as minhas experiências durante meus partos, já que pari 4 vezes, 3 das quais no mesmo hospital e tive experiência de parir tanto pelo SUS quanto com equipe particular, e acredito que eu possa ser alguma referência nas estatísticas dessas experiências.

Afinal, informar as mulheres sobre seus direitos é sempre a melhor forma de lhes encorajar ao protagonismo social e garantir o empoderamento feminino, que são dois de nossos grandes objetivos.

Acompanhe as próximas postagens, aqui do site, onde relatarei a minha experiência de pré-parto, parto e pós-parto, em cada um de meus partos e, também, as postagens do blog da Luana Hudie, o Partejar Consciente, e a fan page do Partejar Consciente no facebook!

 

 



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Publicado por em 3 de janeiro de 2014. Arquivoado em Destaque,Família,Feminismo,Notícias. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response or trackback to this entry

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