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Opinem! Na pior das hipóteses, haverá polêmica, que é o que nos faz evoluir!

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Opinem! Opinem! Opinem sempre!

Mesmo que suas opiniões possam vir a ser contrariadas e, com TODA  certeza, serão!

Mesmo que a maioria discorde e que vocês tenham de correr atrás de muita informação para descobrirem se estão pensando absurdos, ou se os outros é que estão menos informados e por isso não pensam como vocês, ou um meio termo entre estas duas opções.

Mesmo que seja para vocês perceberem que suas opiniões estavam equivocadas e que vocês devem rever seus conceitos!

Uma das frases que mais tenho HORROR de ouvir é “Não vou opinar pra não dar polêmica”, “Não vou opinar porque os OUTROS pensam diferente de mim”… Não! Jamais pensem assim! E se OS OUTROS estiverem errados? E se “a maioria” estiver muito entorpecida e acomodada em seus pontos de conforto mental que prefiram optar por opiniões prontas, sem nunca fazer qualquer esforço para avaliar se aquelas opiniões estão certas ou não?

É por essa passividade das pessoas em expressarem sua opinião, este receio de estar “fora do eixo”, de se sentir “excluído do grupo” que coisas absurdas tem acontecido no Brasil e em todo o mundo! Porque as pessoas tem medo de opinar!

Mas tem coisa que nem deveria ser questão de opinião! E “proíbem-nos” que se fale delas, através das instituições de tabus, como no caso do “Religião não se discute” e “Política não se discute”, . MENTIRA! Indução à alienação! Ora, quanto menos um povo entende de Política  e sobre as estratégias utilizadas pelas Religiões institucionais através da História, menos ele perceberá o que acontece à sua volta, menos entenderá o que significa cada nova Lei criada e como ela poderá liberta-lo ou – como tem sido mais frequente no Brasil, nos últimos tempos – oprimi-lo. Alienar um povo é a estratégia mais eficaz que Governantes podem utilizar para manter-se no  Poder!

Agora a bola da vez é “Aborto não se discute”! Se discute, sim! Deve ser discutido, e muito! Até as pessoas, enfim, entenderem que descriminalização do aborto não é questão de opinião! As pessoas tem de parar de achar que suas opiniões lhes dão direitos sobre os direitos individuais dos outros!

O Estado NÃO pode PROIBIR uma mulher de tomar uma decisão sobre SEU PRÓPRIO CORPO e sua própria vida! Não somos propriedade de Estado!

Ser A FAVOR DA DESCRIMINALIZAÇÃO do Aborto não é ser a favor DO aborto, mas do direito da mulher à sua integridade física e moral! E digo isso como mãe de 4 filhos! Eu não sou “a favor DO aborto”: sou a favor da DESCRIMINALIZAÇÃO do aborto! Se EU, particularmente, sou a favor ou contra O aborto, é um assunto que cabe a mim e às minhas decisões quanto ao MEU próprio corpo! E só! Não posso escolher pelas outras! Não posso opinar em útero que não é meu!

E é isso todos os que defendem a merecida e absurdo de ser tolhida liberdade de escolha deveriam argumentar para as pessoas que são contra o direito de escolha alheia: A vida alheia NÃO LHES PERTENCE! Eles que opinem sobre as suas! São contra aborto? Que não abortem! Mas que respeitem quem quer optar de forma diferente, afinal, não é em seus corpos que isso acontecerá!

É por medo de sermos polêmicos que este País está prestes a se tornar uma teocracia!

OPINEM, moças! Por favor! Pela nossa liberdade! Pelo presente, pelo futuro, pelo legado que queremos deixar nesse mundo!

Já foi dito que “É do conflito em um debate que surgem as melhores ideias.” Vamos nos privar das melhores ideias?! Vamos deixar que outros sempre opinem por nós? Sugiro que NÃO!

Opinem! Na pior das hipóteses, haverá polêmica, que é o que nos faz evoluir!



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Publicado por em 15 de junho de 2013. Arquivoado em Comportamento,Feminismo,Iniciativas Femininas,Reflexão. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response or trackback to this entry

2 Respostas para Opinem! Na pior das hipóteses, haverá polêmica, que é o que nos faz evoluir!

  1. Stanley Morris

    2 de julho de 2013 at 3:14

    Se a capacidade de reciprocidade moral é essencial para a personalidade, e se a personalidade é o critério para a igualdade moral, então os fetos humanos não satisfazem esse critério. Os fetos sencientes estão mais próximos de serem pessoas do que os óvulos fertilizados ou do que os fetos com poucas semanas e, à custa disso, poderão ganhar um certo estatuto moral. No entanto, ainda não são seres com raciocínio e consciência de si, capazes de amor e reciprocidade moral. Estes factos apoiam o ponto de vista de que até mesmo o aborto tardio não equivale a homicídio. Com base nisto, podemos razoavelmente concluir que o aborto de fetos sencientes pode por vezes ser justificado por razões que não poderiam nunca justificar a morte de uma pessoa. Por exemplo, o aborto tardio pode por vezes encontrar justificação numa severa anomalia do feto, ou no perigo que a gravidez acarreta para a mulher, ou quaisquer outros sofrimentos pessoais.

  2. Maria Luisa Persson

    28 de junho de 2014 at 16:41

    Muito importante interessnte e complexa a matéria.Na sociedade onde a mentalidade partiacal é dominante é ainda muito enraizada tendo crido um grande problema.Muito seria evitado,se a igreja nao desse pitaco criticando o ante-concepcional.Essa matéria pertence ao departmento de saúde,social e de educacao.Criando uma estrutura informtiva:Planejamento familiar,educacao e sexsual nas escolas.Inacreditável essa matéria foi publicada dia 2 de julho de 2013 sôbre assunto tao importante até agora só houve um comentário.A falta de engajamento e debates construtivos e informativos,é fora de série…O engajamento só é par compartilhar pedindo castigo e violência!Ninguém constroi casa comecando pelo telhado!

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