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25 de Novembro: Irmãs Mirabal e o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher

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O dia 25 de Novembro, data na qual comemora-se o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, marca o assassinato das Irmãs Mirabal – Patria, Minerva e Maria Teresa – também conhecidas como “As Mariposas”.

Ousadas, corajosas e muito dedicadas ao estudo, tornaram-se verdadeiras heroínas, empenhando boa parte de suas vidas na luta pela liberdade política de seu País, opondo-se a tirania de um dos Governos mais opressores que a América Latina já conheceu: o do Ditador Rafael Leónidas Trujillo.

Assassinadas a seu mando, em 25 de Novembro de 1960, a morte das Irmãs Mirabal – inicialmente divulgada pelo Ditador à Imprensa como um acidente, mas posteriormente confessada como crime por um de seus assassinos – despertou a consciência do povo da República Dominicana sobre a situação de opressão na qual viviam, culminando, seis meses depois, com o assassinato do caudilho Trujillo.

As Irmãs Mirabal foram sequestradas, torturadas, mortas a pauladas, depois recolocadas no Jeep no qual foram rendidas e atiradas de um penhasco (\O/).

Patria, Minerva e María Teresa, nasceram e cresceram em uma familia rural na paragem de “Ojo de Agua”, em Salcedo. Mais tarde, a província foi rebatizada de “Hermanas Mirabal” em homenagem a essas três mulheres, que dedicaram grande parte de suas vidas, desde muito jovens, a lutar pela liberdade política de seu País. A Ditadura de Rafael Leónidas Trujillo é conhecida como uma das tiranias mais duras e opressoras que já existiram na América Latina.

Mesmo após já terem sido presas e torturadas – o que voltou a se repetir em diversas ocasiões, as Irmãs Mirabal – também chamadas de “As Mariposas” por seus companheiros de luta – decidiram continuar com sua luta contra a Ditadura, convencidas de que Trujillo levaria seu País à ruína.

Assim, criaram um grupo de oposição ao governo: a “Agrupação Política 14 de Junho”, que dia após dia ganhava mais e mais adeptos, o que fez com que Rafael Trujillo decidisse “silenciar” as Irmãs Mirabal com a morte, uma vez que percebeu que a prisão não seria o suficiente para cessar com suas atividades, já exercidas por um grande grupo de pessoas, somado à uma generalizada inquietação social em toda a América Latina e consequente queda de diversos outros ditadores – isso no final dos anos 50.

Em uma visita ao seu cárcere, as irmãs chegaram a avisar seus maridos sobre os rumores de que, em breve, elas “sofreriam um acidente”. Um dos maridos sugeriu que fugissem, tão logo fossem soltas, mas era tarde demais: a ordem de execução já havia sido dada.

E assim aconteceu: 5 membros do Serviço de Inteligencia Militar interceptaram o veículo no qual as irmãs Mirabal regressavam da prisão e a empurrões as levaram ao local, previamente determinado,  perto de la Cumbre, onde ocorreria suas mortes.

As irmãs Mirabal, foram , então, levadas as pressas, até a beira do precipício, do qual foram atiradas, após serem assassinadas e recolocadas no Jeep no qual estavam.

 

Tempos depois, Ciriaco de la Rosa, um dos assassinos, relatou que ordenou aos seus colegas que entrassem nos canaviais existentes no local, cada um com uma das irmãs, para que uma não presenciasse a morte da outra. Conta o oficial que gostaria de ter impedido as mortes, mas que, sendo ordens diretas de Trujillo, caso não o fizesse, mataria a todos.

Em honra às suas mortes, a data de 25 de Novembro – sugerida pela República Dominicana, com o apoio de 60 países – foi oficializada pela Assembleia Geral das Nacões Unidas, em Dezembro de 1999 como o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher.



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Publicado por em 25 de novembro de 2012. Arquivoado em Feminismo,Mundo. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response or trackback to this entry

2 Respostas para 25 de Novembro: Irmãs Mirabal e o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher

  1. Arturo Mirabal

    9 de outubro de 2015 at 14:08

    Lamentável, no Brasil a Lei Maria da Penha não intimida seus algozes, 36 mil mulheres são assassinadas por ano, Em São Paulo 1000 pessoas desaparecem por mês, NA MAIORIA MULHERES E CRIANÇAS, agora que foi aprovada uma Lei que não e preciso esperar 24 hrs. para informar o DHPP será que isso e resolve? Tem na OAB ajuda pelos direitos humanos que atua com mais eficiência…

  2. Marcilene Forechi

    25 de novembro de 2015 at 9:50

    Infelizmente, o dia internacional da não violência contra a mulher não tem o mesmo apelo que o dia internacional da mulher. O silêncio quando o assunto é violência chega a ser constrangedor.

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