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Toda forma de amor é válida – por mais respeito à pluralidade das relações afetivas e pelo fim da LGBTfobia

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Paula_Berlowitz_Audiencia_Publica_Criminalizacao_Homofobia_Assembleia_Legislativa_5_setembro_2012

É preciso que a sociedade participe e tome partido nestas decisões! Queremos uma sociedade livre e pacífica! Chega de crimes contra a liberdade pessoal!

Na quarta-feira, dia 5 de Setembro de 2012, estive na Assembléia Legislativa para acompanhar a Audiência Pública pela Criminalização da Homofobia, uma vez que sou à favor da causa!

Afinal, agressões, mortes e qualquer outro crime cometido por discriminação ou preconceito de gênero, identidade de gênero ou orientação sexual precisam ser diferenciados de crimes comuns, de forma a coibir este tipo de violência e discriminação em nossa sociedade o quanto antes!

Em tempos de fogo-cruzado entre Bancada Evangélica e grupos de defesa à população LGBT, parece que muitas pessoas não conseguem distinguir o que é o direito de cada um e o que é interferir no direito alheio, bem como muita gente parece confundir o significado de liberdade de expressão com um “sinal verde” para a ofensa, não distinguindo, também, a diferença entre o debate e a troca de agressões verbais.

Audiencia_Publica_pela_Criminalizacao_da_Homofobia

Compondo a mesa, estava o o deputado estadual Miki Breier (PSB) – presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH), dentre outras autoridades e representantes de grupos do movimento LGBT.

Sendo assim, apesar de eu ser  uma pessoa que defendo radicalmente meus pontos de vista, costumo fazê-lo com ponderação e mente aberta para ouvir novas opiniões e, portanto me sinto apta a delinear aqui o que seria um “território neutro” na questão liberdade de expressão do povo LGBT X sociedade civil religiosamente dogmatizada + o restante da sociedade: o Brasil é um Estado Laico e, portanto dogmas religiosos não podem cercear os direitos dos cidadãos, uma vez que não estão acima da Constituição! Além disso, nosso país é signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e, sendo assim, é obrigação moral da nossa sociedade como um todo fazer com que a Constituição seja seguida de forma justa e igualitária, não permitindo o privilégio de uns em detrimento de outros!

Em meu entender, toda forma de amor é válida e deve ser respeitada. Um ser humano não pode ser resumido a sua orientação sexual, uma vez que isto é uma característica particular de cada um e só diz respeito ao próprio ser, e que pessoas são feitas de uma porção de características!

depoimento_ex_funcionaria_da_caixa

Ex-funcionária da CAIXA contou sobre os preconceitos e assedio moral sofridos dentro da Empresa, pelo fato de ser travesti.

A orientação sexual de uma pessoa não diz respeito nem mesmo aos seus pais, por mais que estes, frequentemente, tentem interferir neste posicionamento. Mãe e pai de ninguém deveria ter o direito de intervir na sexualidade de seu filho! Dialogar e compreender, sim. Interferir, não. E cada ser-humano é formado por diversas características particulares, não só por seu gênero e sexualidade!

Então, algum homofóbico me dirá “Então, se é particular, eles que não se beijem nem andem de mãos dadas na rua!” e eu, então, perguntarei: “Por que cargas d’água uma pessoa tem de agir de forma anti-natural para a sua realidade, em nome da opinião alheia?”.

Pessoas hetero se beijam e andam de mãos dadas na rua e pessoas homoafetivas são tão cidadãs quanto as hetero e, portanto, devem gozar dos mesmos direitos! E aqui o beijo é apenas um exemplo. Nossa população homoafetiva não pode trabalhar, andar na rua e viver com medo – de agressões verbais, chacotas, agressões físicas, etc. Devem ter garantidos os seus direitos como os de qualquer outro cidadão e poder andar e agir livremente, quando dentro de seu direito!

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A advogada Maria Berenice Dias (dir.), precursora na defesa dos direitos homoafetivos e criadora do termo “homoafetividade” – presença indispensável!

Sendo assim, enquanto as leis pareçam privilegiar as pessoas tidas como “convencionais”, precisaremos criar mecanismos compensadores para estas Leis para que todos os cidadãos e todas as cidadãs estejam em igualdade uns com os outros!

Concluo, então, afirmando  que Porto Alegre precisa aprender a respeitar, verdadeiramente, a sua comunidade LGBT, de forma que lésbicas, gays, travestis e transsexuais possam, de fato, exercer suas cidadanias com plenitude, independente da opinião pessoal de outrem!

Como cidadã, apoio a Criminalização da Homofobia! Como mãe de crianças em idade escolar e de uma filha já adolescente, apoio a adoção do kit anti-homofobia nas Escolas e repudio a grosseira e tendenciosa edição feita com o vídeo da divulgação do mesmo, que foi postada no You Tube, incitando mais pessoas ao preconceito!

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Minha sacada, em 28 de junho de 2012, Dia do Orgulho LGBT: “Nossa família é contra Homofobia!”.

 



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Publicado por em 5 de setembro de 2012. Arquivoado em Destaque,Família,Reflexão. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response or trackback to this entry

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