Tu, aí, mulher, que diz “Eu não sou feminista, mas…”. Pára! Pode parar por aí!
Feminismo NÃO É o contrário de machismo! Pensavas que sim?! Te enganaste! O oposto do machismo é o FEMISMO! Queres entender melhor?! Então pega um café, senta aí, e lê até o fim! Prometo que não vai doer!
Vou começar devagarinho e depois pego o embalo! Quem me acompanhar na viagem até o fim, sai ganhando!
Resuminho:
(O equivalente feminino? )
(É diferente de..)
(Que equivaleria ao…)
Então lá vamos nós…
Machismo é o preconceito de gênero, no qual o homem se considera superior à mulher. Na raiz da palavra, o termo vem de macho, tipo bicho, assim, saca?!
Sendo assim, o oposto do machismo seria o Femismo (não, não é um erro de digitação!), palavra vinda de fêmea, também do nosso lado “animal”.
O homem machista acredita que a mulher não deve trabalhar fora, que “lugar de mulher é na cozinha” e que ela deve “esquentar a barriga no tanque e esfriar no fogão”, quando tem filhos, ele diz que “solta seus bodes, mas prende suas cabritas” ou que “prendam suas cabritas, pois meus bodes estão soltos”, que seu filho é um “garanhão”, se este troca com frequencia de parceira, mas sua filha é uma “piranha” se fizer o mesmo.
A mulher do machista, também deve acatar as decisões e os padrões comportamentais que seu marido lhe impõe. Se assim não o fizer – ou ele achar que ela não está fazendo, ele lhe agride e diz: “Eu não sei por que estou batendo, mas ela sabe por que está apanhando”.
Claro que nem todo homem é machista! Temos homens feministas, mas esses ainda são minoria (acho que conheço uns 3 ou 4)! A maioria é machista brando – muitos trazem em suas cabeças apenas os resquícios do machismo como padrão, sentindo-se na obrigação de ser o “provedor” em seu lar, ou sentindo desconforto com o decote da parceira, ou achando que ela é a encarregada do serviço doméstico no qual, talvez, ele lhe “ajude” (como se a sujeira da casa fosse produzida só por ela! O.o), ou simplesmente, olhando para tudo que é peito e bunda que passe, pois isso lhe parece uma demonstração de ser “mais homem” ( não! Isso é ser mais “macho” – e isso NÃO é um elogio!), ou andando em total “relaxo” em casa, mas achando que a parceira não deve fazer o mesmo, que o cuidado dos filhos é dos dois, “mas é ela quem troca as fraldas”, e por aí vai…
Há, então, o extremo oposto do machismo: o chamado FEMISMO, no qual mulheres afirmam que “homem não serve pra nada”, “faço tudo o que eles fazem, só que melhor!” (será??! O.o), “homem é que nem chiclete- quanto mais pisa, mais gruda no pé”, e tantas outras – aqui, cito piadas, ditos populares que expressam conceitos, mas que, se levados à sério e transpostos em atitudes, nos levarão à mulheres que utilizam pejorativos para se referir ao companheiro, tentam humilha-lo em público ou, simplesmente, nem chegam perto de um homem – tem asco e pronto. Obviamente que o FEMISMO é um fenômeno mais recente que o machismo: ele começou a ser percebido ao longo do movimento feminista, quando se sobressaiu o comportamento dessas mulheres, mais revoltadas com a questão de gênero (talvez porque as primeiras mulheres a “ousarem pisar em território masculino”, tenham precisado se masculinizar, para receber o digno respeito), transformando a busca pela igualdade em uma gangorra, em uma guerra entre os sexos – incorrendo no mesmo erro do machismo.
O FEMINISMO, por outro lado, é uma luta social constante, na qual nós, mulheres, reivindicamos nossa igualdade de direitos (o que também NÃO É A MESMA COISA que direitos iguais, afinal não haveria melhora significativa em nossas vidas o fato de poder fazer xixi em pé, nem eles poderiam reivindicar intervalos no trabalho para amamentar o filho… Fatores biológicos são fatores biológicos. Eles não terão menopausa e nós não ficaremos broxas.. hehehe Cada um com seus problemas). A igualdade de direitos da qual falamos (e tua mãe e tua avó e talvez tua bisavó já falavam, também) é poder estudar, escolher a própria profissão, ir trabalhar e receber o mesmo salário que um homem, com a mesma qualificação e número de horas trabalhadas, recebe. É poder votar. É escolher se e com quem se relacionar. É escolher se e quando será mãe. É tomar anticoncepcional. É poder carregar camisinha na bolsa sem isso ser “pecado” ou motivo de vergonha. É poder namorar com um cara ou mulher, se assim preferir e, se não for bom, partir pra outra sem receber um rótulo de “VADIA” (que é a palavra do momento! ;D). É dirigir – seu carro e sua vida. É andar na rua sem precisar de “escolta masculina”, sem ouvir “galanteios” chulos, sem levar “passada de mão”. É pagar as próprias contas, ou dividí-las, se esta for a decisão conjunta. É não ser vítima de agressão doméstica nem de violência sexual. Enfim: diversas coisas que, umas mais, outra menos, tu achas MUUUUITO NATURAL, certo?!
ERRADO! Tudo isso são adventos FEMINISTAS! Há mais de um século mulheres estão em constante e incansável batalha para que a sociedade “absorva” esses “novos moldes”! Muitas se masculinizaram, queimaram sutiãs, sofreram, apanharam, foram torturadas e, inclusive, MORRERAM para que hoje tu possas pegar teu carro e ir ao Shopping, com teu salário, comprar tua minissaia da Donna Karan e tua bolsa Channel – inclusive elas passaram por poucas e boas para atingirem seu sucesso! Então, toda mulher que usufrui e concorda com estes direitos É FEMINISTA! Embora, talvez, ainda não admita…
E o Masculinismo?! Bem… Este ainda engatinha, mas já ensaia seus primeiros passos, afinal o homem que se preocupa com a aparência, se depila, se veste bem, chora, ganha menos que a mulher, opta por uma profissão “de mulher” (diga-se psicologia, enfermagem, cabeleireiro, etc), também sofre preconceitos! Mas estas são situações já bastante frequentes e eles tem o direito de sentirem-se bem com suas escolhas, sem receberem rótulos, não é?! Não serão os “metro-sexuais” os Masculinistas? (ressalto que esta parte foi apenas uma brincadeira minha. A definição real do masculismo – que quando eu escrevi este post, eu nem sabia que existia – é um tanto diferente da minha divagação e pode ser lida clicando na palavra aí! É um “machismo” com outro nome…)!
Então, trocando em miúdos…
Era uma vez um mundo machista. Nele as mulheres não trabalhavam, não usavam calças compridas nem saias curtas. Não escolhiam com quem casar. Deveriam se preocupar em ser dóceis, servis, limpinhas e perfumadas (nada contra nenhum dos 4, se o cônjuge tiver a decência do mesmo zelo). Não deveriam ter ambições pessoais, mas sim viver à sombra de seus pais, enquanto solteira, e de seus maridos, depois de casada – o que por sinal, era uma obrigação, e quem assim não o fizesse estava fadada a rótulos de “solteirona” e “mal-amada” e comentários maldosos, afinal “alguma coisa de errada” elas deveriam ter… Não emitiam opiniões, a não ser sobre a comida, roupas e a lida caseira – ou, pelo menos era assim na presença de seus homens, principalmente depois do surgimento do Cristianismo (vocês bem devem saber – e se não sabem , por favor, tratem de ler a respeito! – que diversas civilizações antigas eram Matriarcais, até que os Cristãos chegaram, dizendo que isso de mulher ficar se expressando em público e ditando normas era algo muuuito perigoso…). Ah, e deveriam fazer sexo pelo buraco do lençol e usar roupas “decentes” e “discretas”, pois trepada, mesmo, cheia de lascívia, suor, cinta-liga e meia arrastão era “coisa de prostituta” (pra sorte delas, e não das esposas, néam?!). Enfim, o mundo era UM SACO! Não só para as mulheres, mas com certeza, também para os homens!
Então, que viva as diferenças entre os homens e as mulheres! Que aprendamos a somá-las e não subtraí-las! Que aprendamos a respeitar nossas diferenças e tirar delas o melhor, até o dia em que sejamos apenas pessoas, livres, com suas decisões e expressões individuais! E então, já não precisaremos de termos que nos definam…
Mas, por enquanto, ainda precisamos. Pois ainda recebemos menores salários, ainda ouvimos frases como “isso não é coisa de mulher”, ainda levamos cantadas e propostas indecentes de chefes e somos agredidas física e moralmente, dentro ou fora de casa! Ainda somos taxadas de putas, vadias, sapatão, “tomara que me comam”, “pediu pra ser estuprada”, vagabunda. Ainda somos classificadas em “pra comer” ou “pra casar”! Em outros países, ainda somos apedrejadas, estupradas legalmente ou “corretivamente”. Ainda NÃO HÁ igualdade de direitos…
E enquanto assim for, é muito importante, em nome da nossa integridade física, moral e emocional, em nome do protagonismo social da mulher, que haja UM NOME para essa nossa busca incansável por nossos direitos! E o nome disso é FEMINISMO! E o bom é que hoje em dia já não precisamos nos masculinizar para exercê-lo! Somos feministas de batom, unhas pintadas, trabalhando, cuidando da casa, talvez gostando de cozinhar, umas que amam homens, outras que amam mulheres, mas todas que SE AMAM antes de mais nada!
Feminismo NÃO é o oposto de machismo! Eu também já pensei assim! Mas me explicaram a diferença e hoje eu digo com orgulho: EU SOU FEMINISTA!
E tu? Também és, né?! Então assume e diz pra todo mundo!
(Agradeço às Blogueiras Feministas, que me apresentaram o termo FEMISMO, há cerca de 2 anos, quando entrei no twitter, e desmistificaram o FEMINISMO pra mim!)
Mariane
30 de julho de 2012 at 16:08
Muito bom o texto. Feminista? Sim, com certeza, todas as mulheres e homens deveriam ser! Mas um dia chegaremos lá… *-*
Caio
13 de agosto de 2012 at 19:27
eu não acho que deveria se chamar feminismo, dá a impressão de que é a luta pela superioridade feminina. deveria ter outro nome.
Alguem poderia me dizer algum direito do homem que a mulher não tenha nos dias de hoje?
Åsa Dahlström Heuser
17 de agosto de 2012 at 19:17
Com sua permissão:
http://ateiadebomhumor.ligahumanista.org/2012/08/feminismo-nao-e-femismo-por-paula.html
Paula Berlowitz
17 de agosto de 2012 at 22:33
Pra ti, Asa, TODA permissão! Sempre!
Agradeço muito!
Valeu pela colaboração!
Bjs. =D
Paula Berlowitz
17 de agosto de 2012 at 22:40
É justamente o que expliquei no texto: que feminismo NÃO é o mesmo que FEMISMO.
Quanto aos direitos, te digo vários: mulheres no Brasil ganham salários até 27% menores do que homens para exercerem funções iguais, para as quais tem a mesma formação. Andando na rua, com frequência ouvimos palavras de baixo calão, vindas de homens que não sabem como elogiar uma mulher, e acabam por ofendê-la, quando não nos “passam a mão” – e não, não precisamos estar de minissaia para que isto aconteça! Andar de calça jeans, tênis e camiseta, no Centro de uma Cidade Grande pode ser motivo para sermos vítimas deste tipo de agressão, “sem mais aquela” (ou seja, interferindo em nosso direito de ir e vir, bem como no direito à integridade moral e física e igualdade de tratamento – previsto nos Direitos Humanos).
Existem vários outros, mas deixarei que perguntes a qualquer amiga tua. Elas poderão te dar vários exemplos.
Agradeço tua colaboração.
Abs.
Paula Berlowitz
17 de agosto de 2012 at 22:41
Sim, Mariane.
Até o dia em que possamos ser, simplesmente, humanos, uns respeitando os outros, verdadeiramente!
Valeu pela participação!
Bjs.
Paula Berlowitz
17 de agosto de 2012 at 22:42
(só faltou um “L” lá no meu sobrenome!)
Rafael Melo
13 de setembro de 2012 at 20:03
Adorei o texto!
Não vou rasgar seda, mas imagine um monte de seda rasgada.
Só quero apontar um erro e fazer um comentário.
Bem, nenhum sutiã foi queimado em protesto. Isso foi uma lenda criada pelo backlash contra o movimento de libertação feminina dos anos 60/70.
E o comentário: Eu não concordo com sua definição de masculinista, nem acho que existe a necessidade para tal. O que você descreveu, é, bem, um feminista.
Lembra que feminismo não tem nada a ver com direitos para as mulheres? Pois. É sobre igualdade de direitos. Tem esse nome (feminismo) por que, bem, virtualmente todos os direitos estavam com os homens e as mulheres só se ferravam.
Eu, quando reclamo de algum (dos pouquíssimos) privilégio feminino, como não pagar entrada (que na verdade não é tão privilégio assim, tem a ver com mulher-prêmio), ou meu direito de me depilar sem que isso seja reflexão da minha sexualidade, ou poder ter uma profissão tida como majoritariamente feminina… Estou sendo feminista!
Masculinismo, me parece, mimimi de homem que não quer se contaminar com a palavra “feminino” em nenhum lugar da sua ideologia.
Temos que tomar cuidado também com a falsa dicotomia. Nem tudo vem em pares. Feminismo não precisa de um pararelo masculino.
Beijos!
Paula Berlowitz
14 de setembro de 2012 at 0:26
Oi, Rafael!
Excelente comentário! E obrigada pela informação acerca da lenda “queimação de sutiã”! De fato, eu não sabia disso! Ainda assim, já houve homenagens a esta suposta lenda, atualmente, como foi o caso aqui: Tyra Banks Queima Sutiã nas ruas de Nova Iorque
Quanto ao “masculinismo”, como eu digo no texto, eu nunca ouvi falar nisso: foi apenas uma brincadeira, uma divagação minha, depois de ter conversado com alguns amigos que se queixam de ser alvos de chacota pelo fato de se depilarem, fazerem chapinha e pintarem o cabelo, mesmo sendo homens e heterossexuais. Então, “devaneei ” acerca de sua possível “revolta” em busca de seus direitos à não-discriminação! Mas foi “brincadeirinha”!
Valeu pela tua participação!
Um beijo grande,
Paula Berlowitz
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Willian
25 de setembro de 2012 at 23:55
Acho que os homens que apoiam o feminismo estão alienados, é porque as Feministas querem os mesmos direitos mas não aceitam os mesmos deveres, como por exemplo a igualdade na guarda dos filhos, tempo para se aposentar, até questões do dia-a-dia como dividir a conta do restaurante ou Motel kkkk
O Femismo é falta de rola kkkkk
Paula Berlowitz
26 de setembro de 2012 at 9:58
Releia o texto, Willian.
Parece que não entendeste a diferença entre feminismo e femismo… (kkkkk)
Henry
3 de outubro de 2012 at 16:43
É, um problema que eu vejo com muita frequência são femistas se chamarem de feministas… Eu sinceramente só conheço UMA mulher que é realmente feminista, a maioria que se dizia/diz feminista, que eu tive o desprazer de conhecer, agia ou age como se não precisassem de homem, que homem só é bom pra pisar, enfim, agem como uma femista.
Praticamente tudo o que você fala pra uma dessas “feministas”, ela retruca dizendo que é machismo. Um caso recente foi eu dizer ser contra o aborto (Não contra a legalização) em casos de “acidente”, por ser à favor da vida da criança, então eu me tornei machista pelo ponto de vista delas. Ou seja, vamos matar bebês inocentes, que não tem nada a ver com o ato dos pais, pela igualdade dos sexos! Pra mim não existe essa de acidente. Deste que eu comecei a estudar sobre sexo, lá nos meados da 4ª série, eu aprendi que, mesmo se você se precaver ao máximo, usar os 2 tipos de camisinha, tomar pílula, e até mesmo se fizer uma vasectomia, ainda há chance de gravidez, acho que até se a mulher fizer uma laqueadura, ainda vai existir uma chance de engravidar, embora seja pequena. Então pra mim, não existem acidentes, existe é falta de responsabilidade.
Nesse caso, acho que eles deviam ser homem/mulher suficiente pra assumir, criar e amar a criança da mesma forma que foram homem/mulher suficiente pra irem pra cama. É justamente por esse motivo que eu não saio mantendo relações sexuais com várias mulheres como a maioria dos homens faz. Primeiro que não é só a mulher que vai sofrer, se o homem tiver algum caráter, ele com certeza vai sofrer algumas coisas, principalmente problemas causados pelo nervosismo (Já presenciei um homem, um rapaz de 27 anos na época, sofrer um ataque cardíaco, simplesmente por ouvir a esposa dizer pra ele que estava grávida), mas aí é como você falou, são fatores biológicos.
Acho que o que tá faltando é uma educação pros homens, porque desde que eles entram na puberdade, talvez até antes, eles aprendem que o “dever” do homem é sair por aí “pegando” quantas mulheres for possível e se uma delas engravidar, eles têm que abandoná-la e recusar qualquer filho e principalmente relacionamentos sérios. O pior é que eu tô vendo um aumento do número de mulheres com o mesmo pensamento. Caramba, uma criança não é um brinquedo que você simplesmente pode jogar fora!
Eu só sou à favor de aborto em caso de bebês anencéfalos, caso a gravidez proporcionar riscos para a mãe (claro, se a mãe não escolher correr o risco ou até mesmo se sacrificar pelo filho) e estupro (ou é melhor dizer que sou do time do “nada contra” nesse caso, porque um estupro causa sérios problemas psicológicos pra uma mulher, imagine gerar um filho disso, mas algumas são capazes de compreender que a criança não é a culpada e passam a amá-la, mas é muito raro, eu só ESCUTEI sobre um caso da mãe querer o filho, então, pra mim, se a mãe não quiser o filho, tudo bem).
Enfim, sobre aborto, se você não quiser um filho, principalmente você, mulher, não tenha uma relação sexual. Se quiser arriscar, se previna ao máximo, porque uma vida não é algo que você tem o direito de tirar, e também escolha muito bem o seu parceiro, porque o que não falta é homem canalha. O corpo pode até ser seu, mas a vida do bebê não é. Eu sou um homem, no momento não quero ter um filho e muito menos quero fazer uma mulher passar por uma gravidez e simplesmente escolhi não fazer sexo com “toda mulher”, e ainda pretendo fazer uma vasectomia pra diminuir as chances de engravidar uma parceira, além de evitar manter uma relação sexual com alguém que não quer um filho (no momento). Se um dia eu me arrepender e querer uma criança, há uma chance de reverter a cirurgia (assim como a laqueadura), e caso não seja possível, simplesmente adoto uma sem lar/família.
Agora me diga, sou machista por isso? Por não achar justo uma criança pagar pelos “erros” dos pais?
Paula Berlowitz
4 de outubro de 2012 at 10:34
Olá, Henry.
De fato, há muita femista se dizendo feminista (na verdade são feministas femistas) por aí, o que é uma pena. Eu, particularmente, torço pelo dia em que tenhamos igualdade tão plena de direitos que já não precisemos nos intitular de feministas ou qualquer outra coisa: que a liberdade da mulher seja nata e não se precise viver brigando por ela!
Quanto a tua opinião sobre o aborto, acho NO MÍNIMO estranha a tua sugestão de as pessoas não fazerem sexo se não quiserem ter filhos!
Em relação às tuas perguntas no final de teu comentário, minha respostas é a imagem e texto do link abaixo: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=393188890736702&set=a.397737620281829.99300.106589462729981&type=1&theater.
Aí é que te pergunto:”É justo uma CRIANÇA pagar pelos “erros” de seus pais?!
Bjs.
Ganem
17 de outubro de 2012 at 18:12
Olá Paula, muito esclarecedor seu texto. Entranto, faltou exemplificar como se opera concretamente o femismo. Por favor não considere como retórica machista o relato que passo a fazer.
A cada dia as mulheres superam os homens em número e em grau hierárquico no serviço público, onde a meritocracia é prepondarente a outros critérios presentes em alguns setores da iniciativa privada. Pois bem, como servidor trabalhei em um órgão que contava com 12 servidores no total sendo 9 mulheres e três homens. No citado órgão todos os cargos de direção e assessoramento técnico eram ocupados por mulheres, a encarregada do setor dizia abertamente não gostar de trabalhar com homens, todos os trabalhos braçais, mesmo aqueles que não demandassem força eram delegados aos homens e se por ventura num momento de descontração tecêssemos algum comentário jocoso acerca da beleza de uma colega servidora ou cidadã, éramos prontamente repreendidos, enquanto as mulheres poderiam fazer qualquer tipo de comentário nesse sentido sem sofrer qualquer tipo de represália. Confesso que a situação estava chegando a um ponto insuportável, acabei sendo transferido e hj me sinto bem melhor no ambiente de trabalho. Essa experiência traúmática que vivenciei é uma espécie de femismo?
Grato.
Paula Berlowitz
17 de outubro de 2012 at 20:12
Olá, Ganem.
É, parece que vivias em um ambiente de trabalho cercado de mulheres com atitudes femistas, pelo que relatas.
Mas o que eu gostaria de argumentar é que, uma vez que não há histórico social que faça homens sentirem-se subjugados por mulheres, acredito, realmente, que tua experiência tenha sido desagradável e não traumática, como declaras. Trauma é a memória de uma situação que envolveu coação/coerção, humilhação e medo. Sinceramente, duvido que este tenha sido o caso.
A grande verdade é que o “femismo” – termo que alguns especialistas defendem como sendo ilegítimo, uma vez que não há histórico cultural/social (perseguição ao homem, por exemplo ou seu impedimento para exercer direitos básicos de cidadão) que o legitimem – é na verdade uma resposta revoltada a opressão a qual as mulheres foram submetidas ao longo de séculos.
O que eu prego é que não haja este tipo de situação nem para um lado, nem para o outro: não adianta a mulher querer vingar-se historicamente do homem passando a diminuí-lo e hostilizado como outrora era o padrão da sociedade no agir em relação às mulheres. Mas não dá para negar que esta atitude, em geral, é um protesto extremo ao fato grande parte dos homens ainda serem machistas, nem que seja de forma branda e/ou velada.
Então, concluindo, eu defendo o estabelecimento do respeito mútuo entre gêneros. E sugiro que homens e mulheres façam uma auto-análise que os ajudem a entender o que, em sua forma de agir, é próprio de sua personalidade e advém de seu raciocínio lógico e individual enquanto ser, e o que é apenas réplica de comportamentos sociais padrão, que passam, quase que automaticamente, de pessoa para pessoa.
Devemos todos passarmos a ser mais questionadores, ao invés de sermos meros replicadores de memes sociais.
Obrigada pela tua participação.
Bjs,
Paula.
Vds
23 de outubro de 2012 at 6:35
Parei de ler no “viaJem”…
Paula Berlowitz
24 de outubro de 2012 at 11:09
É né?! Um texto “tão mal escrito e cheeeio de erros de português” deve ser difícil de ler… Devo pedir perdão?! Pfff Fala sério!
Corrigido. Valeu me chamar atenção, apesar de jeito tão tosco!
(Não viajem!) XD
Lucas Ferreira Pimentel
29 de outubro de 2012 at 15:49
Achei interessante o texto, mas com algumas falhas, como quando você diz: “Resuminho: Machismo: homem achar que é superior a mulher.” O Machismo não é uma postura e reprodução unicamente masculina, do homem, de que ele é superior a mulher. Mulheres também reproduz o machismo, mulheres também pregam o machismo.
Outra coisa (não vou me prolongar em todos os pontos de seu texto, em que achei falho) é a invisilibidade trans*, hora nenhuma se coloca a tran* na questão do movimento feminista, e suas lutas. Focaram muito na mulher com buceta natural, sendo ela heterossexual ou lésbica.
Achei que foi uma discussão superficial.
Lucas Ferreira Pimentel
1 de novembro de 2012 at 9:56
Gente, meu comentário foi apagado. É isso mesmo produção?
Paula Berlowitz
1 de novembro de 2012 at 15:38
Olá, Lucas.
Não. Não foi isso. Apenas eu ainda não tinha visto o teu comentário para aprová-lo e o fiz agora. Administro 7 caixas de email, então às vezes levo alguns dias até chegar em uma mensagem específica. Mas sempre aprovo todos os comentários, a menos que se tornem abusivos contra alguém, o que não é o caso do teu.
Desculpa pela demora na moderação.
Abs,
Paula Berlowitz
Paula Berlowitz
1 de novembro de 2012 at 15:42
Olá, Lucas.
De fato, eu deveria ter descrito o machismo como “o fato de o homem ser considerado superior”.
Sobre minha falha em falar sobre as trans, deve-se ao fato de eu ter pouco conhecimento acerca de sua realidade. Então escrevo baseada em minha realidade como mulher. A realidade das trans como mulheres é um assunto que comecei a conhecer há menos tempo, mas ainda pretendo abordá-lo em algum post, com certeza, pois eu vejo as trans como mulheres.
Nos últimos 2 meses, participei de eventos onde por duas vezes pude ouvir depoimentos de mulheres transgêneras e conhecer um pouco mais sobre sua realidade e dificuldades que enfrentam na sociedade.
Pretendo entrevistar algumas trans antes de poder escrever sobre elas, para não pecar em fazer falsas afirmações.
Obrigada pela tua participação.
Críticas construtivas são sempre bem vindas!
Um beijo!
Paula Berlowitz
jeremias
11 de novembro de 2012 at 19:07
as candidatas a vereadores dizem: mulheres vamos botar mulheres no poder …(o que acontesse com as candidatas ééé nadaaaaaaa)….
esseee;
um candidato falasse :homens vamo botarr homens no poder (ele seria comido vivo)
moral
o femismo é apoiado no brasil
Paula Berlowitz
11 de novembro de 2012 at 22:27
Mas é que os homens sempre estiveram no poder, meu caro. Nós tivemos de nos impor para chegarmos a ele. Tivemos de nos impor para ter direito ao voto e a elegibilidade. Temos de lutar pelo direito de sermos livres dentro de nossas próprias casas e de andar livres pelas ruas. Os homens, há séculos, já tem estes direitos natos.
Moral: o Feminismo é apoiado no Brasil e no mundo! É óbvio! Cada dia mais. Até que a igualdade seja um fato.
Quantos homens temos no Poder?
E quantas mulheres?
Até que este número seja 50 a 50, diremos: MAIS mulheres no Poder! Até que estejamos em par de igualdade.
Ainda há um longo caminho a percorrer. É o que estamos fazendo.
Obrigada por sua participação.
Com certeza perceberás o que eu quis dizer. É bem simples.
Chacon Alexandre
6 de janeiro de 2013 at 16:03
Texto muito bom.
Só não entendi a parte que fala sobre o cristianismo obrigar a mulher fazer sexo no buraco do lençol. Sei que o livro de levíticos está impregando de mandamentos irracionais e penso que foi e ainda é o germe de todo preconceito e tabu vigente em nossa época.
E estou pessimista de que isso, o machismo mude. Em parte porque o machismo pode vir muitas vezes da própria mulher que exige este comportamento do homem sem contudo deixar claro que trata-se de machismo. Outra é que são raras as vezes que sabemos de mulheres que assumem gostar de sexo pelo sexo e fazer distinção clara entre amor e sexo, um dos obstáculos para a conquista.
Paula Berlowitz
7 de janeiro de 2013 at 10:35
Grave erro de interpretação de texto, caro Chacon. A frase sobre o Cristianismo é anterior ao citado e não se relaciona à frase seguinte nem fala, em momento algum, de alguém ser obrigado a nada. Falo sobre o Cristianismo ter imposto uma sociedade patriarcal, no quel inventaram um “Ser Supremo” que é “Pai”, ou seja, “homem”.
O sexo pelo buraco do lençol era uma prática antiga. Existiu, de fato. Esposas não deveriam ter seus corpos tocados, pois o casamento era “sacro” e, sendo assim, faziam um buraco nos lençóis para o coito. Que merda não deveria ser, né?!
Quanto ao machismo não terminar, realmente, enquanto houver homens como TU – postaste no facebook uma foto de uma bonita moça com uma escova de chão presa na boca, com tiras de couro envolvendo sua cabeça, fixando a escova na cara dela, com uma frase dizendo que é assim que feministas lavam o chão de seus maridos, fica difícil de o machismo acabar.(denunciei a tua postagem ontem)
Mas fico aqui tentando entender: tua mãe e demais mulheres da tua família são tão nulas que pensas que a serventia de uma mulher é escovar chão com a boca? Afinal, mãe que não é machista (ou submissa, que aceita o machismo do marido, por medo ou conveniência), não cria filho machista.
Sobre o sexo por sexo: creio que desde final dos anos 60 e o “Amor Livre”, existe muuuuuuuita mulher por aí que declaradamente quer sexo sem grandes envolvimentos. Me parece que muitos homens é que tem mania de “fazer juras de eterno amor” para uma mulher, quando na verdade o que quer é sexo.
Outro fator que me faz entender o porquê de muitas mulheres buscarem laço afetivo com seus parceiros sexuais – mesmo que esses sejam apenas seus “P.A.”, é aquele costume (normalmente dos homens mais novos. Quando mais velhos, parece que vaginas deixam de ser troféus, em suas mentalidades) de contar para os amigos “da cidade toda” sobre sua aventura sexual do dia anterior. Muitas mulheres podem não ficar felizes de, no dia seguinte a uma transa, todos os seus conhecidos e outros nem tanto, ficarem sabendo sobre sua performance, preferências e habilidades. Sendo o sexo um momento de intimidade, por mais que seja só pelo próprio sexo, e não buscando um relacionamento, ambas as partes (ou quantas forem), envolvidas nele devem respeitar a privacidade da(s) outra(s). Afinal, se o sexo não aconteceu no meio da rua, com todo mundo vendo, por que o sujeito há de dar relatório para a rua toda?
P.S: Se mulheres não gostassem de “sexo por sexo” como explicarias o grande e crescente sucesso das Sexs Shops? O machismo de vocês – como citado acima – está fazendo com que vocês percam terreno para outras mulheres e para brinquedinhos eróticos(que quase toda mulher tem, e se não tem, gostaria de ter!).
P.S.2: Experiências pessoais minhas e de diversas mulheres com as quais conversei demonstram que homens maduros e bons de cama não tem o hábito de relatar sua experiências sexuais para o “grande público”. Homens que agem assim, em geral são os que não fazem sexo com frequência e/ou não tem grandes aptidões sexuais – trocando em miúdos, é coisa de homem “ruim de cama” que, se não impressionou a mulher, vai tentar impressionar os amigos. Mas cuidado (!!!): se seu amigo não for outro “ruim de cama” ele vai saber que tu és um, ao ouvir relatos de sua experiência (a menos, claro, que sejam muito íntimos). #ficadica!
rsrsrrs
Chacon Alexandre
8 de janeiro de 2013 at 19:11
Eu coloquei a foto de uma mulher seviciada sim. Se a foto choca as feministas é porque uma imagem é suficiente para ameaçar este movimento\ideologia. Não fui eu quem colocou aquela estranha mulher com cabelo estilo ferrugem-piaçava na mesma cor do escovão naquela condição nem fui eu quem tirou a foto. Nem se passa na cabeça de vocês feministas que esta submissão pode ser voluntária?
Denunciem também os sex-shops (que crescem tanto, segundo você diz) que vendem artigos que remetem ao sadomasoquismo feminino, denunciem todos os sites pornográficos, eróticos e seus desenvolvedores por misogenia. Já aviso de antemão que sairão perdendo.
Ainda falta muito para as mulheres amadurecerem este movimento dado que ainda há muitas controvérsias prinicpalmente na questão da igualidade, eixo mestre do feminismo, que não é um valor absoluto e nem e´apoiado pela própria biologia .
Sobre toda publicidade patrocinada por aqueles que fazem sexo, eu já desconheço pois meus amigos já cresceram, muitos são bem resolvidos e não pergunto sobre a vida sexual de ninguém salvo em casos sexistas favoravelmente às mulheres. Eu não sou de todo contrário ao feminismo. Se querem direitos iguais, eu acho justo. Mas que assumam todos os embaraços provenientes de obstáculos psicológicos e físicos próprios do sexo feminino.
Paula Berlowitz
8 de janeiro de 2013 at 20:02
Denunciar sex shops?! Mas eu sou uma fã assumidíssima delas! E,inclusive opino de que a postura sexual de uma pessoa INDEPENDE de usa postura social! Uma pessoa pode muito bem ser insubmissa em sua vida social e submissa em sua vida sexual, se assim optar e lhe agradar! Ou pode alternar seu papel, dependendo do “humor do dia”! Afinal, o sexo, além de afetividade, também é diversão, também pode ser um jogo! E é um dos mais divertidos!
Paula Berlowitz
8 de janeiro de 2013 at 20:07
Ah, e argumentando mais uma vez sobre o feminismo, como diz no título deste post: Feminismo NÃO É femismo!
Sobre a foto, embora não a tenhas tirado nem colocado a mulher naquela condição (na qual ela, provavelmente estava, por livre e espontânea vontade),o problema ali não é a imagem em si, mas a frase à ela atribuída.
E eu curti o cabelo da guria! =)
Daniela
10 de janeiro de 2013 at 21:27
As palavras são reescritas por cada leitor. É interessante ver como tuas palavras afetaram as pessoas a ponto de exporem seus pensamentos em comentários.
Quanto à mim, li em tuas palavras os meus pensamentos inefáveis. Tudo bem, não estarei defendendo as tuas ideias, mas sim as minhas que se reorganizaram a partir das tuas. Por isso te agradeço.
Não sou muito fã de rótulos, prefiro as bandeiras que são sacudidas a partir da reflexão e da coerência. Teu texto me ajudou a tirar as reticências da minha bandeira feminista. Como professora, acho que o mundo ganhará com isso.
Continue jogando suas palavras nestas ondas virtuais que, certamente, muita gente vai ter o que fazer com elas…
Paula Berlowitz
10 de janeiro de 2013 at 22:47
Daniela,
Creio que, para quem escreve, compõe ou se expressa com qualquer outra forma de arte, este é o momento de maior satisfação – aquele no qual atingiu-se o ponto culminante, o objetivo da sua arte: quando se faz com que o que sai de seu coração – ou cérebro, como preferirão os menos românticos) toque outro. E quantos, não importa. Importa é que aconteça. =)
Considero escrever como uma arte: a arte de organizar letras em palavras, palavras em frases, frases em ideias, e ideias em sentimentos, até que outra pessoa é atingida pela nossa mesma frequência, pulsando em nossa mesma pulsação e pensa: “Eu sei como este pintor se sentia ao pintar este quadro/Eu sei como este músico se sentia ao compor esta música/Eu sei como este escritor se sentia ao escrever este texto/ Poderia ter sido feito por mim. Me “traduziu” em sua obra.
Não é o ápice da Catarse quando botamos um pensamento pra fora e ele vai de encontro ao nosso pensamento?!
Agradeço muito as tuas palavras.
Obrigada por me dizer: “Continua! Estás cumprindo o teu objetivo.”.
Volte sempre! Espiarei teu blog!
<3
Paulo
17 de janeiro de 2013 at 14:05
Minha humilde opinião.
Feminismo no passado sim, excelente movimento que as mulheres conquistarem muitas coisas, já feminismo hj em dia esta mais p/ femismo pq as feministas só lutam pela igualdade que convém as mulheres e não por toda igualdade.
Se é p/ ser igual tem q ser igual e não só nas partes boas como a aposentadoria e a não obrigação do alistamento militar.
Paula Berlowitz
17 de janeiro de 2013 at 15:08
Ah, é, Paulo? E teria como obrigar os homens a amamentar, por exemplo?!
(pergunta retórica)
Edilson F.º
19 de janeiro de 2013 at 14:42
Algumas mulheres têm menopausa, fazem xixi de pé, perdem ereção e não amamentam filhos. Alguns homens têm menopausa, fazem xixi sentados, entram na menopausa e amamentam seus filhos. Como o texto diz, “fatores biológicos são fatores biológicos”. E é por isso que eles não entram em algo construído socialmente como o gênero. Algumas mulheres têm pênis, alguns homens têm vagina. Cuidado com cissexismo.
Paula Berlowitz
19 de janeiro de 2013 at 18:45
Verdade, Edilson.
Eu ainda conheço pouco sobre a realidade das mulheres e homens trans. Até chamei uma vizinha trans na conversa esses dias – a Luana – para tratar com ela sobre isso. Não me sinto apta, por enquanto, a representar os trans femininos em meus textos, pela minha falta de informação, então, falo, aqui, principalmente em nome de quem nasceu mulher e com vagina, por ser a minha condição e o que me fez passar a lutar por direitos meus e de outras.
Mas uma coisa é fato: quando houver, de fato, igualdade de direitos entre os homens e mulheres cis, será um passo rumo à igualdade para todas as pessoas, sejam elas cis ou trans.
Caso sejas um trans e quiser me dar um depoimento, eu ficaria muito feliz!
Obrigada pela participação.
Edilson F.º
20 de janeiro de 2013 at 11:51
Bem, Paula, legal, mas é importante perceber que se você redige um texto que liga fatores biológicos ao gênero de forma determinante, como vemos aqui, não é somente o fato de não estar representando as pessoas trans*, mas de estar apagando essas mulheres porque o gênero feminino está sendo representado como algo definido pela sua anatomia.
Acho que o mais positivo seria simplesmente corrigir este problema…
Não é preciso entender bastante nem sequer mencionar as pessoas trans* para não reproduzir discursos que as apague/marginalize. Basta atentar-se para estes tipos de conexões anatômicas, à linguagem cissexista, etc.
É realmente interessante incluir mas, mesmo que você ainda não queira fazer isso, é ainda mais interessante tomar o cuidado de não reproduzir discursos que biologizem o gênero destas mulheres.
Tatiana Fagundes
12 de fevereiro de 2013 at 15:53
Só faltou a opção de poder compartilhar no Facebook. Assim podemos alcançar mais pessoas desinformadas para lerem esse ótimo texto. Parabéns! Hoje posso afirmar com segurança que sou feminista! ;D
Paula Berlowitz
13 de fevereiro de 2013 at 12:57
Oi, Tatiana!
Agradeço a tua participação e a parabenização ao texto.
Quanto as opções de compartilhamento, elas já existiam aqui no Cromossomo X. Entretanto, o site acaba de receber novo layout e as novas categorias ainda estavam sendo redefinidas, motivo pelo qual o Cromossomo X estava sem os botões de compartilhamento nas Redes Sociais.
Mas eles já estão aí, novamente!
Compartilhe à vontade!
Um grande beijo,
Paula Berlowitz
Thays almeida
19 de fevereiro de 2013 at 13:54
Sou feminista e acho errado as pessoas acharem que nós só vamos atrás dos nossos direito, já vi muitas páginas feministas que são a favor de por exemplo um tempo maior para a licença a paternidade que creio que ainda é um tempo muito pequeno.
A grande coisa é que lutamos para que todos tenho os direitos iguais (fora os quesitos biologicos porque né) e que só chamamos de feminismo porque nós ainda precisamos igualar muito direitos das mulheres.
Willian Cintra
23 de fevereiro de 2013 at 15:23
Concordo com tudo. Já sou quase um feminista, mas acho que a causa seria mais ainda mais justa se fosse lutar por “igualdade de direitos e deveres”
. Nesse sentido, tenho uma dúvida:
E quanto aos privilégios que as mulheres tem? Porque nenhuma feminista luta pela igualdade neste ponto também? Eu particularmente nunca vi nenhuma reivindicação neste sentido nem li nada no texto sobre isso. (obs.: argumentos como “as mulheres já sofreram tanto que merecem esses privilégios” pois acho que seria ir se contra a ideia de “igualdade de direitos” ou “estamos lutando primeiro pela opressão que é mais grave” pois um não anula o outro, é perfeitamente possível lutar por ambos).
E um ponto delicado, seria no direito da mulher usar mini saias sem serem taxadas de “vadias, vagabundas” etc. Antes que você me xingue, eu explico: acho que nesse ponto o limite entre a vulgaridade e a beleza, o conforto etc é muito complicado. Há roupas adequadas para determinando momento e até roupas que não são adequadas nem para se andar em público. Detalhe: isso que eu disse vale para mulheres E homens! Nesse ponto acho que muitas mulheres tentam ser tão vulgar quanto alguns homens.
Paula Berlowitz
23 de fevereiro de 2013 at 20:37
Olá, Willian!
Primeiramente, gostaria que me dissesses quais são estes deveres que os homens tem e as mulheres, não. Depois que me explicares, poderei argumentar.
Em segundo lugar, a argumentação não é a “as mulheres já sofreram tanto que…”, mas sim que as mulheres acabam tendo encargos adicionais na vida, como nos cuidados com a casa e com os filhos, ambos ainda, infelizmente, com seu “peso” mais sobre o ombro das mulheres do que dos homens. É uma imensa minoria dos homens que dividem 50% esses trabalhos com suas mulheres, ou ex-mulheres, mesmo nas situações em que elas também trabalham fora.
Já foi calculado que, em média, uma mulher se encarrega de cerca de 3h diárias a mais dos serviços caseiros e familiares do que os homens, o que ainda faz dos homens “privilegiados” nesta situação.
Quanto às roupas, acredito que cada pessoa deva usar o que melhor lhe aprouver, e que cada um tenha o seu bom senso na hora de se vestir. Mas criar um “código” sobre isso, determinando o que pode e o que não pode ser usado, me parece bastante ditatorial E machista. Até porque, por mais que um homem saia vestindo apenas um mini shortinho de corrida, sem camisa, pelas ruas, ainda assim ele de nada será taxado. E aí está o machismo.
E vulgaridade depende muito do momento cultural e histórico do que é avaliado. No tempo das nossas bisavós, por exemplo, uma saia que exibisse as panturrilhas já seria considerado vulgar.
O ridículo de tudo isso, é que nascemos nús. Então, determinar o que é ou não vulgar, me parece sempre um preconceito.
É claro que não dá pra negar que, sendo o ser humano extremamente visual, e sendo o sentido da visão um dos grandes responsáveis pela excitação sexual, ir à uma reunião de negócios com “muita pele à mostra”, pode ser, tanto para homens quanto para mulheres, causa de distração nos demais presentes, principalmente, se a pessoa “à mostra” for esteticamente agradável. Mas aí, como eu disse anteriormente, cabe o bom senso de cada um.
Mas ainda que a pessoa não tenha bom senso, isso jamais pode ser motivo para que sua privacidade seja invadida ou sua intimidade, exposta.
Não somos donos nem censores uns dos outros! E nem animais que não possam controlar seus instintos. Pensa nisso!
Agradeço a tua participação.
Um abraço,
Paula Berlowitz
Paula Berlowitz
23 de fevereiro de 2013 at 20:40
Verdade, Thays!
A verdadeira feminista tem como objetivo a igualdade de direitos, e não o privilégio do direito das mulheres, em detrimento do dos homens.
É pena que muitas pessoas – inclusive que se dizem feministas – confundam os limites desta luta, muitas vezes transformando-a em uma desnecessária competição.
Nós todos, homens e mulheres, trans e travestis, todo o ser humano sobre a Terra, devemos aprender a somar, e não a dividir nossos esforços. Que as lutas sejam conjuntas, pois assim, todos sairemos ganhando.
Valeu por participar!
Um beijo,
Paula Berlowitz
Willian Cintra
24 de fevereiro de 2013 at 23:46
Olá novamente. Quando eu disse que feminista deveriam lutar por igualdade de direitos e deveres, me refiro ao fato de que mulheres feministas não lutam por abrir mão de certos direitos (ex.: aposentadoria mais cedo para mulheres; em geral, mulheres possuem penas menores quando cometem o mesmo crime que homens).
). E como eu disse, esses limites devem valer para mulheres E homens. No seu exemplo do homem que corre sem camisa e de mini shorts, ele também está sendo vulgar, provavelmente querendo “aparecer” (se em quadra nas pessoas com pouco bom sendo
)
Com relação ao se vestir, é verdade que depende do momento histórico e nem pretendo criar um “código” eterno e universal, mas algumas regras básicas (que devem ser sugeridas pelo bom senso, como você disse, mas nem todos tem bom senso
E as pessoas sem esse bom senso deveriam, no mínimo, receber uma reeducação.
Jorge
7 de março de 2013 at 16:11
Desculpe, mas a imagem ao qual entende diz que quando eu cuidar ou me preocupar com menores abandonados, ai posso dizer que sou pro- vida.
Em relação às tuas perguntas no final de teu comentário, minha respostas é a imagem e texto do link abaixo: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=393188890736702&set=a.397737620281829.99300.106589462729981&type=1&theater.
Ok!
Outras questões são levantadas para justificar ou pelo menos minimizar o aborto, tipo:
Melhor abortar, que a criança nascer e não ter “educação”.
Melhor abortar, que a criança nascer e não ter “saúde”.
Melhor abortar, que a criança nascer e ser um “menor abandonado”.
Ou qualquer outra coisa correlata, mas ao que tenho dizer é que isso é uma das “FALACIA” mais pobres e insustentáveis que existem, que não resistem a um sofisma verdadeiro.
Vamos ver?
1- Todo(a) criança que possa nascer em um lar que não tenha “condições mínimas de dignidade” DEVE SER ABORTADA.
2- Sendo justificável o “aborto” em caso de “possibilidade” de o nascituro está correndo risco não ter “educação”, “saúde”, etc.
3- Sendo assim é possível e justificável MATAR TODO OS MENORES DE RUA, independente da sua idade.
E por gentileza, não diga que não tem coerência, já que a alegação é a falta ou ausência mínima de dignidade do individuo a nascer, pois isso deveria a essa logica se estender aos menores abandonados, pois lembre que “A JUSTIFICATIVA DA MATANÇA É A POSSIVEL FALTA DE DIGNIDADE DO INDIVIDUO”.
E ainda alego aqui que quanto ao individuo a nascer existe uma “possibilidade”.
Mas o menor deixa de ser “possibilidade”, e si torna fato.
Faço aqui uma pergunta, mas antes uma informação.
Cada mais está se registrando “prematuros” mais novos no mundo, onde já se consegui-o criança sobreviverem tendo menos de 5 meses, e o grande problema ainda para prematuros mais novos, é pulmão pouco desenvolvido e a baixa defesa imunológica.
Sendo dado essa informação, pergunto:
É vida, é um ser humano, tem direito um individuo (prematuro) com “MENOS” de 5 meses de vida, em uma incubadora.
Mas um mesmo individuo, na mesma maturação de vida, sendo esse ultimo gestado no ventre de uma mulher, esse mesmo com menos 5 meses de vida entre a concepção e esse momento, tem menos direitos que um mesmo individuo com os mesmos menos de 5 meses entre a concepção uma incubadora.
Quero ver o dia que a ciência conseguir diminuir ainda mais esse tempo de um prematuro, o que os juristas e “humanistas vão dizer”.
Acho que iram dizer, que sorte você teve “fulano”, você consegui-o fugir do ventre daquela mulher antes que ela lhe matasse.
E disse mulher, pois mãe que não é!
Já vi no Youtube, feministas a favor do aborto (e não foi só uma), dizendo que foi a igreja que criou culturalmente a questão “mãe”, para subjulgar a mulher ao seu direito de abortar!
Jorge
9 de março de 2013 at 14:12
Fantástico!
Adorei a questão do “masculinismo”. Nunca me considerei machista, mas, certamente, há muito tempo, eu venho reivindicando uma igualdade de direitos em relação a mulher que nós, homens, também não temos e que você, sabiamente, me ajudou a definir: “masculinismo”. Obrigado!
Vanderlei
15 de março de 2013 at 22:19
Li todos os comentários. E também as suas respostas. Quero lhe dizer que nelas você foi mais “femista” do que todos os machistas que comentaram. Não defendeu com propriedade as suas idéias. Ao invés disso, fugiu ao debate honesto, preferindo tiradas espirituosas, para não dizer ofensivas. Típico de quem quer ter a última palavra de qualquer forma.
Com relação ao movimento feminista, há algumas coisas me deixam irritado. Exemplo é o que escreveu o Jeremias em 11/11/2012. Mas o que me deixa mesmo horrorizado são pessoas(?) defendendo o assassinato de inocentes. Um movimento que tem esse princípio não merece o meu apoio.