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Marcha das Vadias, em Porto Alegre: 27 de maio, na Redenção

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Vamo lá, guriaaaas! Marcha das Vadias, aqui em Porto Alegre: domingo, 27 de Maio de 2012, no Parque Farroupilha (mais conhecido – e chamado, carinhosamente, pelos portoalegrenses  - como Redenção).

Muita gente (normalmente homens) não entende a escolha do nome da Marcha das Vadias:  ”Como assim?! Elas se auto-intitulam “vadias”??!”

Não, meu amigo. Não é nada disso! É bastante ÓBVIO perceber que o nome Marcha das Vadias é sarcasmo.

Ainda não entendeu? Eu explico.

Ao longo da luta feminina pelos seus direitos, toda mulher que ousou fazer algo à frente de seu tempo  -   tenha sido mostrar o tornozelo, falar na presença dos homens, trabalhar fora, usar calças compridas, ter profissão “de homem”, usar minissaia, se divorciar, transar com alguém sem ser casada, ou POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, se recusar a fazer sexo com alguém – já foi chamada de vadia!

Então, como diz nos cartazes da Marcha das Vadias:

“Enquanto mulheres forem chamadas de vadias por quererem ser livres, diremos: Somos todas vadias!”

Sacou, agora?!

Em outros tempos, a solução que a mulher encontrou para “fincar pé” naquele território hostil, que era o “mundo dos homens”, foi tornar-se mais assemelhada a ele. Mas isso não foi o suficiente: não queremos precisar nos masculinizar para termos igualdade de direitos (o que é diferente de “direitos iguais” ). Já conquistamos a nosso espaço na sociedade e agora queremos desfrutar dele, com feminilidade, mas sem que isso permita que nos invadam.

Então, mulherada que não aceita ser tratada como 2ª colocada, em casa e na sociedade, apareça lá amanhã!

Não precisa mostrar os peitos pra isso! Mostra quem entende que isto faz parte da sua luta: a afronta é uma forte forma de quebrar paradigmas. Mas cada uma tem sua forma de expressá-la. A minha, por exemplo, é fotografando e postando por aqui, para que esteja ao alcance de todos.

Fica aqui, pois, o meu convite! Apareçam lá, amanhã! Encontrem sua forma de participar: ajudando a fazer os cartazes (a Oficina de Cartazes será às 13h); aumentando a massa do evento para que a Marcha das Vadias tenha mais visibilidade, levando seus filhos e filhas, explicando o que é a Marcha das Vadias para sua mãe, sua avó, seu marido, namorado, vizinha(o), chefe, amigos…

Lembrem-se: “Só existe conforto na alienação!”. Ainda não somos tratadas como iguais! Ainda somos nós as principais responsáveis pela limpeza da casa (com raríssimas exceções, como no caso da minha cunhada Thais Cunegatto e meu irmão, Daniel Berlowitz, que “pegam juntos” na faxina da casa, cuidados com a filhota e sustento da família). Ainda somos vítimas de agressão de gênero, nas ruas e em casa – seja agressão física, verbal ou psicológica.

E isso TEM de acabar.

Movam-se!

Ah, e se alguma de vocês me reconhecer por lá, amanhã, não deixe de me chamar, ok?! Prende o grito, pra gente tirar umas fotinhos juntas e eu postar, aqui no Cromossomo X, depois! ;)

Para saber mais sobre a Marcha das Vadias e a sua história, visite o tumblr da Marcha da Vadias – Porto Alegre .



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Publicado por em 27 de maio de 2012. Arquivoado em Feminismo,Iniciativas Femininas,Notícias. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response or trackback to this entry

34 Respostas para Marcha das Vadias, em Porto Alegre: 27 de maio, na Redenção

  1. Feminazistas Opressoras

    27 de maio de 2012 at 2:52

    “O nome correto para esta manifestação é Marcha das Hipócritas. Essas inúteis estão lutando pelo direito (que elas já têm) de esfregar as tetas, a bunda e a buceta na cara dos homens pelo simples prazer de deixá-los com tesão e, consequentemente, inflar o ego delas. Será que alguém é suficientemente tapado para acreditar que as mulheres se vestem para elas mesmas? Fala sério! Se elas quisessem isso se vestiriam dentro de casa e ficariam curtindo seu narcisismo na frente do espelho, e não na rua onde elas não podem ver a si mesmas e sim os homens e as fêmeas rivais.”

  2. Paula Berlowitz

    27 de maio de 2012 at 3:18

    Quem não tem coragem de assinar o próprio comentário, nem tem como ser levada em consideração.

    Leia mais e volte aqui pra comentar, ok?!

    #ficadica

  3. KIKA

    27 de maio de 2012 at 3:52

    Querida Feminazis

    Não temos de falar de rivalidades femininas ou mesmo do porquê de tu não assinar o teu nome. Também não vamos falar porquê certas atitudes podem (ou não) inflar egos, até porque isso é uma generalização banal – que se tu ler um pouco de Jung tu vai compreender que nem tudo é o que parece ser.
    Mas tu tocou num ponto importante. A mulher pode querer se exibir para alguém. Isso quer dizer que ela pode estar querendo firmar seu ego, omitir por um momento suas inseguranças… Dane-se o motivo. Isso cabe a cada uma, e não cabe a nós julgar. O que podemos criticar é uma imposição severa que determina que tu não pode usar determinadas roupas, ou sair só para se divertir. Já notou que mulheres não têm mais como ir a uma festa sem serem tratadas como objeto, sem ter um cara chato pentelhando – q ela ‘TEM’ de ficar com ele, q ele ‘TEM O DIREITO’ de passar a mão onde e como quiser-, e que isso virou um tipo de ‘elogio’? Pô, se tu nunca passou por isso, fico feliz, pois é um inferno. Não sou feminista, não sou machista, mas sei que quero poder usar uma camiseta de pornochanchada sem ser abordada como prostituta simplesmente por ser uma fase cultural do cinema nacional que lide com nudez; quero poder usar saia acima do joelho sem ser abordada. -E se tu acha que saia acima do joelho é questão de se exibir pra macho, acredite-me quando te digo que não: é mera questão de conforto e estética-.
    A marcha das vadias é muito desnecessária se tu for uma moça que vive de carro, de estacionamento em estacionamento e vive em apartamento. Se tu tiver de perambular na rua, vai ver que até as roupas que servem para atividade física, caminhadas e corridas, são motivo para abordagem no meio de uma caminhada no parque. Entende o que é não se poder exercitar num parque sem ser abordada como um pedaço de carne?
    Se em algum momento tu teve a intenção de dizer que o machismo é criado por mulheres (o que não ficou nada evidente por ali), eu concordo contigo. Ou seja, a existência dessa marcha, ao meu ver, serve muito mais para chamar a atenção de mulheres retrógradas que colocam o homem como dominante.
    Finalizando, se tu usa um codinome com referência nazi tu devia ler mais a respeito. Todos sabem como Eva Braun era vanguardista e nudista, e nunca tida como puta. E isso é mais simples ainda de considerar se tu pensar que isso vem de valores culturais, e a Alemanha, mesmo tendo toda a Kulturekampf e o nazismo -liderados por homens- é uma sociedade muito matriarcal e respeitosa. Ainda hoje as bandinhas alemãs têm todos seus membros dormindo e tomando banho juntos, homens e mulheres, respeitosamente. Ou seja, mesmo que uma mulher se pele na rua, isso é problema da pessoa. Dizer que o animalesco de um homem atacar, abusar, agredir a mulher vai, inclusive, contra o que Hitler pregava. Por favor, leia antes de se nomenclaturar e falar bobagens. Se quiser, te passo boas referências de 2ª Guerra, afinal cultura nunca é demais, e pelo visto tu está precisando de um pouco mais.

  4. Paula Berlowitz

    27 de maio de 2012 at 11:06

    Olá, gurias.

    Uma coisa que eu gostaria de salientar é que sempre tem as miolo mole – as que ainda usam a vagina como arma e o sexo como moeda de troca, que entendem a coisa errado e vão pra lá para fubanguear, pois entendem o nome pelo sentido unicamente literal.

    Mas na verdade, a Marcha das Vadias é uma manifestação feminista ( e para aquelas que, assim como eu dizia, dizem “Eu não sou feminista”, por favor, reveja seus conceitos: ser feminista NÃO é queimar sutiã, nem parecer machão, nem achar que a mulher é melhor do que o homem! Estas foram, também, formas de manifestações do feminismo, mas ele se adapta aos tempos.

    SER FEMINISTA É ACREDITAR NO DIREITO DE IGUALDADE PARA HOMENS E MULHERES e ter coragem de se posicionar e lutar por eles, exigi-los! Agora sou eu quem diz: Leiam mais a respeito! ;)

  5. Gabriela Fowler

    28 de maio de 2012 at 12:10

    Quanta disculpinha!!! A verdade é que vocês são é fantoche, as bonequinhas vadias da globalização, isso é apenas para acabar com o bom censo e se acostumar com os absurdos que virão cada vez pior.

    As vadias lambedoras de botas dos senhores do mundo que promovem essas merdas!

  6. Paula Berlowitz

    28 de maio de 2012 at 14:25

    Gabriela, primeiramente, 2 comentários: 1º: é “desculpa” e não “disculpa”. 2º: Censo com “c” é a pesquisa. O certo em tua frase seria SENSO, com “s”.

    Erros de Português à parte, fantoches são as mulheres que assistem novelas e imitam, feito macaco, o comportamento por elas imposto. Fantoche é quem assiste BBB. Fantoche é quem tem religião.

    Em que ponto andar com os peitos à mostra, durante uma manifestação feminista, acaba com o bom senso? Percebe-se que tens pouco conhecimento sobre fatos históricos acerca do assunto.

    Só te lembra que, se não fossem as mulheres como nós, mulheres como tu ainda seriam “propriedade” de seus pais e depois, de seus maridos, acaso não virassem solteironas! Agradeça às feministas se hoje podes ir à uma Universidade, escolher com quem namorar, usar calças jeans e minissaia, bem como usar biquini na praia, além de poder votar e trabalhar fora.

    Se não entendes a luta feminina e não tens participação nela, pelo menos não a despreze, uma vez que usufruis do que ela trouxe!

    Se nota que poco entendes do que estás falando, emitindo comentários de tão pouco valor social!

    Pior que um homem machista é uma mulher machista! Tão ruim quanto ele é uma mulher femista.

    Sugiro mais leitura sobre o assunto.

    Abs.

  7. Rafaela

    28 de maio de 2012 at 14:57

    Boa Tarde à todas!!!!

    A marcha das vadias foi a melhor manifestação que vi este ano!!!
    O termo Vadia foi utilizado para chocar mesmo, pois muitas mulheres ainda se colocam em situação de submissas e só vão se dar conta que estão no lugar errado quando algo grave acontecer com elas, isto é, se elas considerarem grave, pois muitas acham que devem apanhar do marido se não lavarem a roupa ou não estiverem dispostas para o sexo.
    É um direito já adquirido???? será??? como utilizamos o nosso direito??? tentando ser homens??? ou sendo mulheres de verdade que podem e devem exercer a sua sexualidade como bem quiserem???
    O fato de ver mulheres criticando as outras por este tipo de comportamento, me dói, pois me parece que quem agride quem faz o que tem vontade, é quem não tem coragem de fazer o que quer, nem pensar por si mesma.
    Mais uma vez PARABÉNS pela iniciativa!!!!!
    VIVA ÀS VADIAS!!!!!

  8. Fernanda Fittipaldi

    28 de maio de 2012 at 14:59

    Olha respeito é uma coisa que está em falta nos seres humanos, pois até os animais tem se respeitado mais ultimamente!!! E creio que todo tipo de manifestação para o bem ou crescimento da humanidade seja valida!! Não concordei com ato de tirarem a roupa, mas falta de respeito e palavras desse nível são pior meio de se conseguir qualquer coisa!!
    1° lugar devemos respeitar todos os tipos de opiniões, pois ainda bem que não somos nem pensamos todos iguais!!!!!!!!
    Acho que o que falta em TODOS é uma mudança INTERIOR e RESPEITO MUTUO!!!! ISSO SOLUCIONARIA TODOS OS NOSSOS PROBLEMAS!!!

  9. Thais Cunegatto

    28 de maio de 2012 at 14:59

    «Senhores do mundo que promovem essa bosta»? Minha imaginaçao nao conseguiu me levar até o delírio dessa pessoa… A que senhores te referes? Quem achas que promove os movimentos sociais? Os donos do mundo? hein??? Quanto ao uso da palavra vadia… Acho que ele foi amplamente discutido ( para quem acompanhou o debate). Ser vadia significa ser livre e lutar pela igualdade de direitos, contra a violencia contra a mulher. Sim, obrigada! Sou vadia e com muito orgulho!

  10. Michelle Fontoura

    28 de maio de 2012 at 15:39

    Nossa…o negócio esta pegando fogo por aqui!!
    Enfim, cada um tem a sua opinião sobre os fatos e com certeza vai lutar por eles. Só que no momento que o indivíduo acaba por apelar, e com isso parte para palavras agressivas e desnecessárias que agridem as mulheres de bem que participaram dessa marcha e lutam para serem valorizadas no emprego, na família e no dia-a-dia, com essa atitude ignorante ele já passa a perder toda a razão e com certeza o respeito. Aquele que já não tem argumentos inteligentes e sobretudo, respeito pelas mulheres, vai fazer isso mesmo, falar como um tolo e agir como animal.
    Eu não fui na marcha, não iria mesmo, e também não julgo quem estava lá. Eu prefiro me guardar para mostrar o meu valor onde realmente vai fazer a diferença, ou seja, no meu trabalho, em casa, na minha vida social. São as minhas atitudes que estão em jogo e eu vou usá-las a meu favor, sem submissão ou hipocrisia.
    Michelle Fontoura

  11. eu

    28 de maio de 2012 at 17:13

    Muito legal o movimento, mas um problema daqui (não sei se só no brasil) é que feminismo se confunde com misandria. Um exemplo disso é que maria da penha não se aplica a mulher apanhando de outra mulher. Essa parcela das feministas (“misandristas”) não esta preparada para punir a mulher.

  12. Juliana

    28 de maio de 2012 at 18:04

    Acho a ideia dessa manifestação legal e tudo mais. Porém eu não teria essa coragem toda de ficar com os seios “Livres”. Não por vergonha ou por achar ” putaria”, só acho que há outras formas de se fazer valer.Mas volto a repetir: manifestação apoiada

  13. Paula Berlowitz

    28 de maio de 2012 at 20:47

    Olá, “Eu”!

    Sobre a Maria da Penha, ela é uma Lei para punir a agressão doméstica. Acredito que no caso de um casal de mulheres uma agredir a outra, a agredida pode, sim, pedir proteção da Lei Maria da Penha. Claro que, neste caso, ficar-se-á à mercê do bom senso do juiz, mas acredito que enquadre-se em Maria da Penha, sim.

    Os outros casos de agressão, na rua, por exemplo, entre pessoas que não tem convivência em um mesmo lar, entra em Lesão Corporal.

    Obrigada pela tua participação!

  14. Thais Cunegatto

    29 de maio de 2012 at 0:28

    A Lei Maria da Penha embora tenha sido criada como uma forma de defesa contra a violencia doméstica sofrida pela mulher já teve casos que foi invocada para a violência sofrida por um homem, ou seja, penalizando um mulher por agredir seu marido moralmente e fisicamente. Entao, a lei que te referes é muito mais complexa do que o mencionado, é uma lei que luta contra a violência doméstica, que infelizmente em sua maioria recai sobre as mulheres.

  15. Paula Berlowitz

    29 de maio de 2012 at 1:13

    Complementando o comentário da Thais:

    -No Brasil, uma em cada 4 mulheres já foi agredida pelo seu companheiro ou ex-companheiro;
    -67% dos caso de agressão doméstica são de homem agredindo a mulher;
    -Apenas 7% da população carcerária no Brasil é composta por mulheres e estas normalmente envolveram-se nos crimes por influência de seus companheiros, seja por medo ou por “amor” – em sua maioria, tráfico de drogas ou roubos;
    -A prisão como método punitivo, também foi invenção feminina! O modo aplicado pelos homens era, em geral, e tortura ou a morte.

    As estatísticas, em geral, nos mostram que, como diz o Ricardo Lopes: “Há algo de muito errado com o cérebro do homem”.

    Ainda há muito o que se conquistar no terreno do feminismo.

    Para saber mais sobre o assunto e entender que NÃO SOMOS APENAS UM BANDO DE NEURÓTICAS, sugiro a leitura do livro mostrado neste link: http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/985391-o-livro-negro-da-condicao-das-mulheres-denuncia-opressao-feminina.shtml

    Beijos à todas.

  16. Gabriela Fowler

    29 de maio de 2012 at 6:06

    Pobre escravas dos senhores do mundo, fazendo tudo como seus donos mandam.

    Horas, então quer dizer que podemos usar de sarcasmo em outros assuntos, por exemplo: façamos a marcha dos “otários” e vamos carregar cartazes por ai dizendo: não nos ensinem a temer, ensinem os assaltantes a não assaltar!!! k!k!

    Manifestação de mulheres contra homens, isso é inegavel, não foi contra criminosos e sim contra homens.

    Legítma manipulação em cima de gente de mente fraca, fica claro, não a dúvida que é uma invenção com finalidade de pro-aborto, divisão e controle de massa.

    A algo de muito errado com o cérebro das vadias!

    Notem que elas se referem a homens no geral, englobaram todos, todos os homens são tarados e agressores. Sim todos…todos os homens de vadias pelo menos né!!! Porque o meu, é homem de verdade, agora se as vadias só querem homens do mesmo carater delas, do que estão reclamando… vai entender???

  17. Gabriela Fowler

    29 de maio de 2012 at 6:07

    Hum!

  18. Paula Berlowitz

    29 de maio de 2012 at 17:53

    A pessoa nem sabe diferenciar “a” de “há” e quer vir dar sua moral cristã… Haja paciência com essa Gabriela… (ou “aja paciência”, como ela diria! XD)

  19. Paula Berlowitz

    29 de maio de 2012 at 18:34

    Ô, Gabriela, investe um pouquinho mais em tua própria educação, e não no teu “achismo popular”!

    Dica, compra esse livro, aqui, ó: http://livraria.folha.com.br/catalogo/1172122/o-livro-negro-da-condicao-das-mulheres

    P.s. O homem com quem eu vivo também não é um agressor! Quanto a “tarado”, bem… Dessa parte não me queixo (ou alguma mulher se queixaria de seu homem ser tarado – no bom sentido, é claro – por ela?!). =D

  20. Palewa Merçon

    29 de maio de 2012 at 18:41

    Eu sou contra qualquer tipo de preconceito. Não sou feminista, não. Apenas defendo o direito de nós mulheres termos tantas liberdades como os homens sem ganharmos apelidinhos maldosos tipo “piriguete, maria chuteira, maria batalhão, maria isso ou aquilo…” – Não gosto de rótulos! Não tolero desrespeito. Quem sou eu para condenar o outro se esse não estiver cometendo crime algum? Qual o problema de uma mulher sorteira curtir uma balada e na mesma semana ficar com 3 caras diferentes? Os homens podem… as mulheres nao, por quê? Lembro que após o caso Eliza Samúdio ser divulgado muita gente (mesquinha e insana, né?)a culpava pela própria morte, agredindo a memória da moça alegando ser ela maria chuteira e oportunista, como também citando repetidamente que a mesma teria feito filmes pornôs. O que tem a ver alhos com bugalhos?! Então matar uma pessoa por gostar de namorar jogadores de futebol é correto?! Eu hein, esse tipo de raciocínio me dá arrepios! E a pouca idade dela, o direito à vida dela, o bebê dela?! Nada disso levam em conta?! Bando de covardes fazendo apologia ao crime, isso que vocês que pensam assim são. Que coisa nojenta! Fiquei chocada mesmo ao ler tantos comentários maldosos exaltando assassinos covardes e cruéis, por supostamente a vítima não ter uma conduta moral “exemplar”… eu estou cansada dessa hipocrisia e discriminação. Não vejo motivo para tantos tabus, cada um com seu cada um. Não me importa se fulano é gay, a vida é dele. Isso atrapalha a minha vida, por acaso? Então por que deveria discriminar? Acorda, gente! Combatam o crime, a injustiça, a desigualdade social, a fome, a violência, a analfabetização, etc. Isso sim seria combater o bom combate! A vida pessoal de cada um e seus gostos e preferencias não é da nossa conta, nem da conta das igrejas. Respeitem a diversidade, as diferenças e os direitos dos outros. Ninguém é melhor nem pior que ninguém. Todos erramos e queremos ser compreendidos, né? Pratiquem mais o amor ao próximo. Eu falo isso e sou atéia. Sou sensual. Sou corajosa. Amo a Polícia. Acredito ainda na humanidade. Isso não significa ser: imoral por não ter Deus no coração; piranha por ter a sensualidade perceptível; lésbica por ter gostos e habilidades mais comuns ao sexo masculino; Maria Batalhão porque adoro a polícia e todos os meus amigos policiais e militares; e burra porque ainda acredito num mundo melhor e confio nas pessoas boas que estão dispostas a mudar o mundo. Isso não é utopia, podem crer. Só depende de nós mudarmos a nossa vida, praticar mais solidariedade, compreender posturas diferentes, ter empatia pelo outro e saber respeitar a dor alheia. Estamos todos no mesmo barco, ou remamos… ou afundamos. Escolham com consciência!

  21. Gabriela Fowler

    30 de maio de 2012 at 2:01

    Acho que a fissura que tu está de atacar as igrejas e os cristãos, te subiram pra cabeça.rsrsrsrsrs!

    Onde eu falei alguma coisa de cristão ou de qualquer religião aqui??????? Vai entender rsrsrsrsr!!!!

    Mas e sobre esse livrinho, te digo que até Hitler teve um para bancar a vitimazinha perseguida!!! ui! rsrsrsrsrsrs!!!

    Mein kampf caso se interesse, já que não se aguenta para perseguir religiosos. kkkkkk!

    Quando tu termina o 1 grau a gente conversa, deve ta na metade se ainda cuida ortografia morta até na net fia!!! rsrsrsrs!

    AAAA ou melhor Haaa!!! rsrsrsrs e quanto a diferenciar “a” de “ha” te digo maisssss umaaaa vezzzz, aprendeeee aaaa racioncinaaaarrr, aaaquiii ééé interneteeeeee, certoooooo ?nãããããoooo ééééé prooovaaa deee poooorrrrtuuuguêêêsss!!!Naaa lentinhaaa aaaasssiiiimmm tuuu eeeenteeendeee rsrsrsrsrs!!!

  22. Paula Berlowitz

    30 de maio de 2012 at 11:14

    Olá, “Gabriela” (o nome é falso, pois o email informado por ela NÃO EXISTE.)

    Como eu disse anteriormente, para mim, quem não tem coragem de assinar embaixo de suas próprias opiniões é um perdedor. Um covarde. Merecer resposta, nem merece.

    Como utilizas nome e email falsos para postar teus comentários, não irei mais respondê-los.

    Se de agora em diante, voltares aqui e te identificares, como mulher que se honra, voltarei a responder.

    P.s. Mein Kampf obra de um psicopata: a “luta” dele – Hitler – era contra ele mesmo, como parece ser a tua.

    P.s.2: Todo falso moralismo é resquício de alguma crença religiosa. Pelo jeito teus títulos acadêmicos NÃO são na área da Sociologia nem coisa parecida…

    P.s.3: Uma pessoa que tenta agredir os outros com seus comentários, pela web, o que não faz com as pessoas ao vivo, hein?! Procure ajuda terapêutica. Nota-se que não és feliz nem em paz contigo mesma.

  23. Paula Berlowitz

    30 de maio de 2012 at 13:24

    “Quem não sabe a diferença entre o direito à opinião e a ofensa não sabe a diferença entre o argumento e o xingamento.”

  24. Fábio Seelig

    30 de maio de 2012 at 19:24

    Oi Paula. É simplesmente impossível reeducar o mundo todo de uma vez só. As pessoas são livres pra dizer o que quiserem, principalmente sob o anonimato da internet. O fato é que todas as justificativas do mundo não servirão à cabeças atrasadas. Não discuta mais com essa pessoa imbecil que não está aqui pra ouvir nem ponderar coisa nenhuma. Essa pessoa quer atenção e já teve mais do que o suficiente, por educação e consideração. Mas é evidente que é uma estúpida. O não saber escrever, a falta de nexo e a imaturidade dos seus argumentos denuncia a sua falta de cultura. Já ganhou confete demais, pelo tamanho minúsculo que tem.

    Parabéns mais uma vez pelo blog, Paula. Sigamos em frente, pq uma sociedade de pessoas imbecis precisa de cabeças pensantes como as nossas à sua frente. Ou acabaremos todos de burka.

  25. Paula Berlowitz

    30 de maio de 2012 at 21:58

    Valeu pelo comentário, Fabinho!

    Ainda bem que existe gente como nós, para “enfrentar as larvas”, para que todos possam “conhecer as borboletas”! ;)

    Beijo grande.

  26. Maurício

    31 de maio de 2012 at 16:48

    Gostaria de participar da discussão de maneira a enriquecer o debate.
    Primeiramente, quero dizer que julgo qualquer tipo de manifestação válida. Feito essa ponderação inicial, gostaria de fazer algumas ponderações. A respeito das motivações, creio que destarte são conflitantes: algumas mulheres lutam pelo direito da liberdade de usarem a roupa quiserem (ou nem roupa usar), bem como lutam pelo digamos “direito” de poderem sair numa festa e ficarem com quantos caras quiserem. Por outro lado, outras lutam pelo direito de não serem “coisificadas”, ou seja, que os homens não olhem pra elas e as vejam como um simples objeto sexual. Pois daí, já percebemos que, alguem que se vulgariza ficando com 3-4-6,03×10^12 homens, não pode se dar ao respeito de não ser “coisificada”, pois “coisifica” os outros. Além disso, até onde eu sei, as mulheres podem sair e ficam com quantos quiserem. Aliás, eu como antigo baladeiro, observava muitas mulheres ficando com vários caras em uma única festa. Deve-se observar que, um homem que fica com várias mulheres numa festa entre seus amigos é exaltado, mas entre as mulheres, é tratado como “galinha”. Uma mulher que fica com vários caras numa festa, para o homens, é vadia, mas, sinceramente, o homem em seu instinto, não está muito preocupado com isso, pois quer participar da festa (pelo menos grande parte), ao passo que as próprias mulheres discriminam as que com muitos ficam. Agora, devemos salientar, que uma mulher que notoriamente fica com muitos caras não enseja nenhuma confiança (como primeira análise), cabendo ao homem, numa visão superficial, saber com quem quer manter um relacionamento (da mesma forma que acontece com as mulheres). Lembremo-nos, que no fim, todos somos movidos, de alguma forma, por instintos, e o instinto reprodutivo masculino está muito vinculado ao coito e à necessidade dele ser o único copulador. Dessa forma, percebe-se que em boa parte, o grande preconceito nesse ponto é feminino-feminino.
    Com relação às vestimentas, devemos lembrar que como seres sociais, devemos nos vestir ADEQUADAMENTE. Não creio que seja adequado irmos à igreja ou ao hospital de camisa regata, ou de biquini, pois essas vestimentas, de uma maneira bem direta, instigam a sexualidade, não sendo adequado para tais locais. De uma mesma forma, as pessoal são livres para se vestir de uma maneira adequada, respeitando as leis de nosso país.
    Outro ponto a ser levantado é que IGUALDADE é algo muito relativo. Devemos lembrar que homens e mulheres são diferentes por natureza. Creio que saber respeitar as diferenças, tanto fisiológicas quanto psicológicas deveria ser o grande carro-chefe do manifesto. Está mais do que comprovado que as mulheres têm mais ligações sinápticas e neurônios que os homens, sendo que os homens não saem pedindo cotas por serem, teoricamente, “mais burros”. Claro que isso é um exemplo extremo, mas devemos respeitar e conviver com as diferenças, por isso questiono muito o quesito IGUALDADE da menira como foi colocada no manifesto.
    A despeito disso, o termo IGUALDADE, deve ser MUITO DEBATIDO, quando tange a desigualdade de salários, de atribuições, de cargos importantes e de funções representativas para a sociedade. Nesse ponto, o manifesto foi muito pobre.
    Logo, acho que esse manifesto acabou tendo mais um significado folclórico do que realmente prático. Ao postar-se uma foto de uma mulher com as mamas à mostra no Facebook, um bando de desorganizados se reuniu, com um bando de homens querendo ver mamas para um protesto. Acho que um debate profundo sobre temas realmente relevantes para a mulher dentro da sociedade sempre é válido, mas, sinceramente, esse manifesto foi de lugar alguns a lugar quase nenhum.

    Grande abraço

    OBS: desculpem erros de protuguês… não tive paciência para revisar o texto.

  27. Paula Berlowitz

    31 de maio de 2012 at 17:24

    Olá, Maurício!

    Concordo contigo em diversos aspectos. Primeiramente, citaste aqui um antigo ponto de argumentação entre mim e minha mãe, quando analisávamos o fato de a mulher exigindo liberdade, querendo “se rebaixar” ao nível do homem. Eu, particularmente, acredito que não seja uma questão de a mulher “perder sua integridade”, nivelando-se ao homem (ao homem machista, que aqui fique claro), mas sim de os homens passarem a tê-la (para os que não a tem. Não estou dizendo que nenhum tenha. Conheço muitos homens de grande valor ético e muitas mulheres que não o tem). Eu ainda acho que a pessoa que se relaciona com diversas pessoas ao mesmo tempo, tem alguma carência afetiva e quem mais tem a perder com isso, é ela mesma, uma vez que não exercita nosso poder de relacionar-se mais profundamente, enfrentar o defeito do outro e superar dificuldades juntos – coisa que cria laços incomparáveis entre seres-humanos.

    Eu sou uma que não acho em nada interessante ir à uma festa e ficar com um monte de caras. Também não acho legal caras que ficam com um monte de mulheres. Acho que isso nos assemelha muito aos símios, dos quais somos parentes, mas uma vez que raciocinamos, já não precisamos agir tão assemelhadamente a eles. Mas isso é a minha opinião – sou, por excelência, monogâmica e fiel. Mas não cabe a mim julgar se isto é certo ou errado para os outros. É certo para mim. Errado, em minha opinião, é ter alguém e enganar este alguém. Melhor então, não ter ninguém fixo, e relacionar-se com quem e quantos “der na telha”, a quem se dispõe ou não sabe/não quer manter uma fidelidade.! ;)

    Quanto à vestimenta, volto a concordar contigo em alguns pontos: assim como um médico usa um jaleco, para exercer sua profissão, acredito que cada local tenha suas regras de vestimenta, quando são lugares aos quais costuma-se ir para explorar o que temos por dentro, e não por fora. Nenhum homem usa shorts de corrida para ir à uma reunião de negócios. Também não acho que mulheres devessem ir de minissaia a elas, pois, embora tenhamos capacidade de raciocínio lógico, ainda temos instintos e é anti-natural não observar uma forma física atraente e interessante quando a vemos, o que geraria pensamentos desnecessários para a situação “reunião de negócios”. Acho que aí, deve imperar o bom senso. E embora nenhuma pessoa deva invadir a outra, uma insinuação de cunho sexual em situações deste tipo pode acontecer, e ninguém precisa se ofender, se não passar de simples proposta, onde se aceite ou não. Mas foge um pouco da proposta “negócios” e, infelizmente, neste ponto, ainda é a mulher que com mais frequência não usa deste bom senso.

    Quanto à Igreja, hehe, bem, não recomendo à ninguém esse “passeio”, pelo menos enquanto não transformarem todas elas em bibliotecas públicas de bela arquitetura! =D

    Quanto à Igualdade, digo: pessoa devem ter igualdade de direitos, ou seja, poderem gozar amplamente dos direitos que lhe cabem. Isto não é a mesma coisa que “direitos iguais”, afinal nenhum homem ganha licensa paternidade de 4/6 meses (embora eu até ache que devia – um bebê precisa tanto da mãe quanto do pai, e a mãe, nos primeiros meses de vida de um filho, precisa muito do auxílio de seu companheiro, tanto para as tarefas, quanto para o cuidado de seu lado emocional, que fica, invariavelmente, mais vulnerável).

    Em relação à Marcha das Vadias, ela não é uma luta pelos direitos da mulher, em geral – é especificamente um protesto contra a violência sexual, por isso o cunho de “afronta” e o uso da nudez como forma de protesto.

    Sobre as cotas, mulheres não as pedem por serem “teoricamente mais burras”, mas sim porque, uma vez que o mundo é, ainda, território de dominação masculina, até que haja essa quebra de valores culturais, teremos, sim, de exigir direito de ocupar alguns postos. Como tempo, vendo a atuação das mulheres nestes postos – como na Política, por exemplo – as cotas já não se farão mais necessárias. Mas concordo contigo: essa igualdade deve ser mais debatida.

    No tocante à organização do evento, não se, exatamente, quem o organizou, mas, de fato, não foi uma organização exemplar. Mas é recém o segundo. E sem incentivo algum de ninguém. Então, acho até um ato de bravura das meninas que se juntaram para organiza-lo, seja da forma que for.

    Um abraço.

    Gostei muito da tua participação. E, sim, ela veio à somar ao debate! ;)

  28. Bianca

    1 de junho de 2012 at 2:21

    AFF.. QUEREM DIREITOS, MAS COMO VÃO TER DIREITOS FICANDO NUAS?
    HOMEM OLHA O CORPO SIM, SOU MULHER E SEI DISSO E TODAS SABEM, MAS SE A MULHER SAI NA RUA VESTIDA COMO UMA PROSTITUTA QUER O QUE? RESPEITO? MUITAS VEZES VOCÊS PRÓPRIAS QUE QUEREM ESSES DIREITOS DE PODEREM ANDAR DO JEITO QUE QUEREM NÃO GOSTARIAM DE SAIR NA RUA SEM OUVIR NADA ‘AGRADAVÉL’ DE UM HOMEM, QUEREM É ELOGIOS PARA SE SENTIREM VIVAS, E LINDAS, DA BOA MISERICÓRDIA DA VIDA DE VOCÊS, LUTAM POR DIREITOS MAS DIREITO DE VIDA QUE É O PRINCIPAL VOCÊS ABULEM!! SE LIGUEM VOCÊS FAZEM ISSO PRA SEREM CHAMADAS DE GURIAS DE ATITUDE, ISSO PRA MIM NÃO É ATITUDE NENHUMA!! ATITUDE FOI CRISTO CARREGANDO UM FARDO QUE NÃO ERA DELE, POR NÓS ISSO SIM FOI ATITUDE, SE A PENA POR FAZEREM ESSE PROTESTO DE VOCÊS FOSSEM A CRUZ NENHUM FICARIA!! PENSEM NISSO E HÁ JESUS NÃO AMA AS ‘VADIAS’ ELE AMA O PECADOR MAS ABOMINA O PECADO!! SE LIGUEM PORQUE TUDO TEM UM PREÇO, E HORRÍVEL COLOCAR AINDA POR CIMA UMA MENINA SEM CAMISA, O QUE TÃO ENSINADO A ELA, QUE DEUS TRANSFORME A VIDA DE VOCÊS COMO TRANSFORMOU A MINHA…

  29. Mariana

    1 de junho de 2012 at 18:23

    hahahhahahaha, desculpa chegar atrasada, é que esse comentário da Bianca foi muito bom!
    Fia, se roupa fosse sinônimo de moral nenhuma mulher que usa burca seria molestada! (não é o que ocorre, vá pesquisar!)
    Você e o seu Jesus sempre colocaram a mulher e o corpo da mulher como pecado só que deixa eu te contar uma coisa: JESUS NÃO É FILHO DE DEUS E NÃO EXISTE PECADO!
    Estamos ensinando a menina sem camisa a liberdade, e religião e liberdade não combinam, por isso você não consegue entender.
    Beijo, espero que Jesus transforme minha vida em muito vinho, que é a parte boa da religião.

  30. Paula Berlowitz

    1 de junho de 2012 at 22:13

    Bah, Mariana! Valeu por teres respondido à leitora anterior, pois eu nem saberia por onde começar.

    O pior de tudo é a gente saber que as que mais se “disfarçam” de puritanas são as que mais desvio de caráter tem: as que procuram um homem que as sustente, e não um com o qual dividir a vida; as que usam o sexo como moeda de troca ao invés de, também, desfrutarem dele; as que confundem a docilidade com subserviência; as que se escondem atrás da fé para não terem de olhar para si mesmas e assumir as rédeas da própria vida. Perdem elas e os homens com quem se relacionam. Mas só perceberão isso na mais adiantada parte da vida, ou antes de morrer.

    Três vivas para quem é autêntico e não só mais um marionete da sociedade!

    Um beijo.

  31. Paula Berlowitz

    1 de junho de 2012 at 22:27

    Bianca, é óbvio que homem olha para o corpo da mulher, ou de outro homem, se assim ele preferir – assim como a mulher também olha para o corpo do homem, ou para o de outra mulher, se ela assim preferir. E isso NÃO é um problema: faz parte dos nossos instintos e da beleza da vida.

    O problema é o homem confundir desejo com direito de agressão! E é isso que é monstruoso.

    Eu, por exemplo, que não ando pelada, mas também não uso burka, com certa frequencia escuto algum comentário à respeito do meu corpo, ao andar na rua. E olha que não costumo andar com nada muito à mostra. Sinceramente, quando é um comentário agradável, não me ofendo. Dependendo, digo até “obrigada”! Mas às vezes ouço algum comentário mais chulo. Com esses eu me sinto agredida, principalmente porque a forma que me visto é bastante normal, como podes ver em minha fotos, espalhadas pelo Cromossomo X, então, nem esta desculpa eles teriam.

    Concluo daí, que a agressão verbal ou, na pior das hipóteses, sexual, sofrida pelas mulheres, em NADA tem a ver com a forma como se vestem, mas sim, com sua beleza ou grau de sensualidade – que também é uma qualidade nas pessoas, e não um defeito. Isso é apenas o escudo atrás do qual homens de mau caráter se escondem.

    E me entristece MUITO o fato de mulheres aceitarem essa dominação, permitindo aos homens decidir como elas devem se vestir ou se comportar.

    Tomara que teu deus NUNCA transforme a minha vida no que transformou a tua.

    O pecado está na cabeça de quem acha que o cometeu.

    Eu não tenho pecados, pois trabalho, não discrimino as pessoas, cuido de meus filhos, amo e respeito o homem com o qual vivo – não porque é um homem, mas porque é um ser humano – e contribuo para uma sociedade mais justa e feliz!

  32. Gabriela Fowler

    4 de junho de 2012 at 6:28

    Paula, já sabia que tu ia vir com desculpinhas de que não consegue contato por e-mail.

    Como te tratei com educação e tudo que tu fez foi ficar tentando me ofender, justamente por não ter argumentos, tornarei a reciproca verdadeira e te direi a respeito do meu e-mail,um bom:
    não te enteressa!!! rsrsrsrs!

    E concerteza quem não é feliz é tu fia, que fica ai, com marcha de vadias, atacando os religiosos, eu nunca acreditei nestes papos de diabo, mas vendo o tamanho da tua fé nele, tenho certeza de que tu acredita! Diabo ,Diaba, né! rsrsrs!

    Tu olho pra ti mesmo e escreveu aquilo como se fosse pra mim, é?

    A pessoa aqui que não conhece a difença entre opinião e xingamentos aqui é tu fia, isso é facil de verificar é só ler!

    Mas eu não ligo pra isso, sei que pessoas assim só podem demonstrar,esses tipos de sentimentos mesmo já tem que atacar outros e ofender, e tentar desmoralizar para tentar se sentir bem.Mas não da certo né fia???

    Tu mal disse todas as religiões, mas tu é que está pregando religião aqui!!!

    Tua é fanzoca de Aleister Crowlei, já que prega a crença dele ou é só mais um bonequinho de ventríloquo dos que pregam ?. rsrsrsrs!

    Se vocês foram a primeiras a não respeitarem ninguém,começam a perseguir religiosos,a desaforar os outros, eu não gosto de religião, mas nem por isso fico atacando quem gosta,como vem pedindo respeito? Tipico de gente irracional! Respeito se conquista com atitudes dignas de respeito, não importa a roupa que se use!

    Mas se pregam o desrespeito a vida, poderão dar a idéia de que vocês também não tem direito a vida!!! Pensem nisso!!!

    Sempre achei a história de queimarem mulheres na fogueira por satanismo fosse absurda,mas começo a intender que nada é por acaso!

    Quem não dá o direito a vida,deve te-lo? Verão que cada vez mais terão menos respeito.

  33. Eduardo

    26 de julho de 2012 at 18:14

    Não sou nenhum doido, ou machista, mas não vejo como esse “movimento” atingiu o seu fim. Para mim, um bando de mulheres querendo aparecer? Não entendo “qual é” dessas mulheres: Se a mulher é gata, sai com uma roupa curta, não quer que nenhum homem se interesse, ou que tente algo? Reclamem com a mãe natureza. Nós nascemos com um código genético, e as formas do corpo tem uma razão de ser. Significam “tenho bons genes para procriar”. É claro que sou contra qualquer tipo de grosseria masculina, lógico, mas parece muita hipocrisia essas mulheres fazer o que bem lhes dê na telha e não assumirem as consequências. Se o movimento tinha o cunho de fazer a sociedade voltar os olhos para a situação das mulheres, notadamente com salários mais baixos que dos homens, mesmo ocupando os mesmos cargos e coisas do tipo, não acho que foi nada válido. Como disse, quando li a reportagem, pensei comigo “que bando de mulher babaca querendo aparecer”. Se resolve o problema com qualquer tipo de preconceito é a educação. Tendo educação de qualidade, todos os aspectos da sociedade melhoram, inclusive o das mulheres das peitcholas de fora. Para mim, é só um bando de minas feiosas mostrando os peitos. Isso que eu tirei dessa “marcha”. Essa marcha não me fez refletir sobre o assunto, porque o foco foi errado.

  34. Paula Berlowitz

    27 de julho de 2012 at 1:40

    Eduardo, conforme já respondi inúmeras vezes para outras pessoas, a causa da Marcha é a não-culpabilização da vítima nos casos de violência sexual.

    A Marcha das Vadias surgiu, em 2011 em Toronto, no Canadá, após uma onda de estupros próximos a uma área universitária. Então, um oficial da polícia, durante uma palesta para os estudantes, deu a infeliz declaração de que as mulheres eram em parte culpadas pelos estupros “por se vestirem como vadias”.

    Não estamos pregando que não se tenha desejo ao olhar um corpo. Isso é um fator biológico INEGÁVEL! Estamos convidando as pessoas a colocarem as mãos em suas consciências para admitirem que o ÚNICO culpado por um estupro É O ESTUPRADOR! Não importa que roupa a mulher esteja usando ou se olhou pra um homem com cara de interesse, isso NÃO DÁ A ELE o direito de violentá-la, seja ela uma “santa” ou uma “puta”!

    Claro que durante a Marcha outra vertentes da luta pela igualdade de direitos foram somadas, mas o intuito primeiro da Marcha das Vadias é a necessidade de culpar o verdadeiro culpado pelo crime de violência sexual, que é o violador.

    Agradeço tua colaboração!

    Sinta-se à vontade para voltar, sempre que desejares!

    Um abraço.

    Paula Berlowitz

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