Publicado por Paula Berlowitz em Devaneios, Notícias
924 acessosO cliente sempre tem razão? Não no Armazém Geral em Porto Alegre!
Noite de sexta-feira, eu e meu namorido estavamos em casa fazendo um som quando estoura a corda ré do violão para acabar com a nossa alegria.
Como eu precisava ir ao Supermercado, aproveitei para passar em uma lojinha, aqui perto da nossa casa, na qual eu encontro quase tudo o que preciso em uma emergência, inclusive cordas avulsas para violão. Esta loja é o Armazém Geral, e fica ali, na Rua Vicente Fontoura, 2175, esquina com a Rua Felipe de Oliveira, Bairro Santa Cecília em Porto Alegre.
Não assim que se diga “Poxa, que belas cordas para violão vendem no Armazém Geral“! Longe disso! Rouxinol! Mas, como dizia um amigo meu, “Não é macaco gordo, mas quebra um galho” – comprei o raio da ré Rouxinol!
Como vi que ela custava R$3,45 e sei que a maioria dos estabeleciemntos – embora ILEGAL de acordo com o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) – estabelecem um valor mínimo para compras, normalmente de R$5,00, para o pagamento com cartão de débito, inclui uma caixinha de incensos em minha compra (Notem que o Incenso NÃO estava em meus planos de compra! Fui induzida a comprá-lo para não “criar questão”).
Para minha surpresa a dona da loja me respondeu: “Somente em dinheiro este valor. O mínimo no débito é R$10,00!”.
Ok. R$5,00 a mais não iriam me levar à falência, mas eu não queria mais nada do estabelecimento, naquele momento. Então, se eu gastasse mais R$5,00, seria por que a loja assim queria me impor, e não porque EU quissese continuar comprando.
Teimosa de carteirinha que sou, detesto ser induzida a fazer algo. Então, contra-argumentei que isto é uma norma IRREGULAR, inventada por alguns comerciantes, mas que ela não está prevista em lei. E que eu tinha o direito de comprar minha mercadoria, até se fosse unicamente os R$3,45 da corda e que ela, por favor, passasse meu cartão na máquina e me deixasse ir embora. Ao que a nada educada senhora, dona da loja, me respondeu “Então vá comprar em outro lugar!”.
(Lembrando: Eu ERA cliente do Armazém Geral há 14 anos! E mesmo que fosse há 14 dias! Eu ERA uma cliente do Armazém Geral! ERA!!! Pois NUNCA mais entrarei ali! A menos que seja para fazer uma compra de valor inferior a R$5,00 no CARTÃO DE DÉBITO! ahusuhahus)
Disse a ela que, frente a desconfortável situação, SEM DÚVIDA ALGUMA, é o que eu gostaria de fazer, porém, ali perto e naquele horário não existia outro estabelecimento que vendesse corda de violão! O que ela disse? “Ah, então sinto muito!”
Aí me irritei! Eu não estava pedindo favor algum. Estava com meu cartão de débito na mão querendo fazer uma compra em um estabelecimento que ACEITA pagamentos com cartões de débito! Eu estava complicando?! DE MANEIRA NENHUMA! Ela estava!
Eu disse, então, que gostaria de ligar para o PROCON para notificá-los sobre o ocorrido, e solicitei o aparelho de telefone (para quem não sabe, é obrigação do estabelecimento comercial permitir que o cliente use o telefone da loja para fazer este tipo de ligação). A dona da loja, com um beiço até o chão, revirando os olhinhos pra cima, tipo mocinha de 13 anos, me entregou o aparelho.
Quando eu estava discando o número, o filho da dona da loja se esticou por cima do balcão e, literalmente, ARRANCOU o aparelho da minha mão e rugiu: “Tu não vais ligar pra lugar nenhum. Essa loja é nossa! Vai embora daqui ou vou chamar a POLÍCIA!”
Ah, mas aí já foi demais! Era só ter passado meu cartão, como me garante o código de defesa do consumidor, e ter se livrado de mim! Mas não! Quiseram engrossar! E é aí que eu resolvo mostrar MESMO quem é que está errado (sério! Se a errada em uma situação sou eu, eu baixo minha bola e até peço desculpas, agora INJUSTIÇA me FERVE o sangue! Seja comigo, seja com outra pessoa (contarei outra história sobre isso em um próximo post).
“Pois chame a polícia! Acho uma ÓTIMA idéia!” – disse eu. E o guri, demonstrando sua inconstância, disse que não ia chamar nada, que eu apenas fosse embora - “Quer comprar e não quer pagar, vai embora!” – disse ele pra mim, em frente à sua funcionária, em frente à minha filha, que estava junto comigo, em frente aos outros clientes que estavam no Armazém Geral.
Então eu disse: “Ok, então EU chamo do orelhão, por que isso aqui já virou desrespeito!” e me encaminhei ao telefone público, com a sacolinha com a corda e os incensos na mão (É. Telefone público, lembra – Orelhão – aqueles verdinhos! Tem aí, na tua rua. Não gosto de telefone. Raramente uso celular.) que fica em frente à loja, para discar um 190, com a sacolinha com a corda e os incensos em punho. O filho da dona da loja (“Não sou o dono, mas sou o filho do dono! huashuahus), então, pulou de trás do balcão e se avançou na sacola, dizendo: “Tá, tu vais me roubar agora?!” – em frente ao senhor da banca de revistas que fica em frente à loja e sempre me vê passar com as crianças, em frente ao homem da locadora de DVDs, que costuma sentar-se em frente à esta, junto com o senhor da banca de revistas, com quem fica conversando. Respondi que não. Que eu queria pagar e ele estava se negando a receber e que eu não largaria a mercadoria, pois queria comprá-la.
Moral da história: Liguei para o 190 e expliquei a situação toda. O oficial, do outro lado da linha, pediu para que eu passasse o telefone para o rapaz da loja, mas esse se negou a atender.
O policial, então, identificou o telefone do estabelecimento, ligou para lá e, gentilmente, informou ao rapaz do estabelecimento que eu estava certa, que ele deveria me vender o produto e que, caso o contrário, eu poderia fazer uma notificação do caso ao Procon, que iria aplicar-lhes uma multa pela prática INDEVIDA de estipular valor mínimo para venda em cartão de débito e crédito (no décimo parágrafo do texto do site do Procon, neste link). E que, ainda, visto ele ter tirado o telefone de minha mão, me ofendido em público, etc, eu teria, inclusive, o direito de registrar uma ocorrência contra eles (da loja) em uma delegacia. É, daria pra fazer um processinho de agressão verbal, difamação…
Bem, desinflando o peito, baixando o tom da voz e me fulminando, o rapaz da loja se despediu do policial, dizendo alguns “Tá bem, tá bem. Entendi” e entrou na loja, solicitando à sua mãe que passasse meu cartão. Ela assim o fez, bufando e encolhendo olhinhos, me olhando nos olhos e disse: “Eu vou passar teu cartão, mas me faça o favor de nunca mais entrar aqui!”.
Há! Como se precisasse pedir! Sim, Senhora Dona da Loja, pode acreditar que nunca mais entrarei no inóspito Armazém Geral, da Rua Vicente da Fontoura!!
Pois bem, queridas(os) leitoras(es), eu sei, eu poderia ter estendido R$3,45 em dinheiro para ela e ido embora. Mas é JUSTAMENTE baseados nisso, que donos de estabelecimentos sentem-se à vontade para exercerem práticas abusivas dentro do comércio, e estas, sem dúvida, nunca serão para beneficiar o consumidor. Querem decidir por nós, contando com que o cliente, buscando evitar constrangimentos, como o que tive, se calem e acatem as normas criadas por eles.
E assim é com o governo, com os impostos que pagamos, com o preço do transporte, da gasolina, da comida, da luz, etc… De R$5,00 em R$5,00, ou de R$0,02 como é no Zaffari, “nos comem pelas beiradas”, nos tornando uma manada de gado, que vai para onde o peão os toca.
Concordo que foi muito barulho por pouco. Mas o fato é que se o estabelecimento tivesse seguido as normas já estabelecidas para o comércio e para o consumidor, tudo teria sido evitado, sem grosserias e sem contrangimentos. Foi uma enorme FALTA DE RESPEITO!!!
Sendo assim, recomendo a vocês que NÃO se tornem clientes do Armazém Geral, ou que, quando precisarem comprar qualquer coisinha que custe menos de R$5,00, apareçam por lá e paguem com cartão de débito!
Creio que agora eles já não devem tentar cobrar mínimo no cartão!
Ah, e eu avisei para eles que faria este post! TOMARA que leiam!








Já estive no lado contrário, aconteceu comigo esse tempos aqui na loja um rapaz quis exigir que eu devolvesse o dinheiro pois “ele” tinha o direito de desistir da compra em até sete dias, montou uma banca e tal. Pelo cód. de defesa do consumidor só se pode desistir de uma compra quando ela não é feita presencialmente. Mesmo assim devolvi parte do dinheiro, preferi não perder ele e a mãe que é uma ótima cliente, mesmo eu tendo razão ele ia por uma banca e as vezes vale a pena dar razão para o cliente sabe se lá quantas vezes eles ainda vão voltar e isso vai me trazer muito mais lucro que prejuízo, fora a propaganda negativa que é péssimo…
pois eu te apóio e em solidariedade, aquela josta nunca mais será pisada por mim.
e tenho dito!
É verdade, Ju!
Se alguém ainda não sabe, o consumidor tem até 7 dias para desistir de compras feitas por telefone ou Internet, sem que seja necessária uma justificativa.
Recebeu o produto? Não era o que esperava? Entre em contato com a loja, pois eles tem a OBRIGAÇÃO (prevista em lei. Artigo 49 do Código de defesa do consumidor) de devolver o seu DINHEIRO! Não é vale compras nem crédito, não! O consumidor tem o direito de receber seu DINHEIRO de volta (devolvendo o produto à loja, é claro).
A Juliane, como fazia uma venda presencial, nem precisava ter devolvido dinheiro algum ao seu cliente. Fez isso apenas em respeito ao cliente. Mas aí, também acho que ELE abusou…
Valeu a participação, Ju!
Ah, e qual é a tua loja, mesmo? Divulga aí pra mulherada (e pros nossos leitores homens, também!)
Bjs, guria!
HUAShuashuhaushuas Valeu!
Conheces o Armazém Geral, Celo?
Conforme já até me manifestei no twitter, não pelo que aconteceu nesta empresa, mas porque isso acontece em vários lugares de passarmos por constrangimentos e humilhações públicas ou não, pois mesmo que outras pessoas não tenham visto o que aconteceu, nos sentimos inferiorizadas e desrespeitadas em nossa moral, como se não fossemos dignas de respeito, então considere-se apoiada e no que depender de mim, várias pessoas deixarão de comprar e prestigiar o tal estabelecimento comercial. bjs
adriana (@adrythamy)
Compra as cordas de violão no seu vitor!! ali na esquina da felipe de oliveira com a joão guimarães!
Opa!
Valeu a dica!
Superb information here, ol’e chap; keep bunring the midnight oil.
TÚ É MUITO CHATO ! ! !
Sim, Rafa! Sou, mesmo! Mas é CHATAAAAA, pois sou mulher! O que me faz chamar atenção para sua desatenção: Cromossomo X é um site de Mulheres!
Abs.