Publicado por Paula Berlowitz em Destaque, Música, Notícias
1.245 acessosAmy Winehouse: viveu rápido, morreu jovem
Amy Winehouse morreu.
A notícia, que já foi confirmada pela gravadora Universal Music Group e por diversos jornais ao redor do mundo, entristeceu muita gente, mas creio não ter sido um acontecimento triste para a própria cantora.

Amy Winehouse, 27 anos, talentosa e polêmica cantora que repaginou o Soul, e sem dúvida uma das minhas cantoras preferidas, foi encontrada morta, hoje, em seu apartamento em Londres e suspeita-se que a causa tenha sido, obviamente, uma overdose.
Todos lastimam a morte da cantora, que nos deixou pérolas como Back to Black, Love is a Losing Game, Rehab, dentre tantas outras (que eu adooooro!) e eu, aqui, me pergunto se não seria este, mesmo, o desfecho natural da vida de Amy: a morte prematura.

Em toda sua obra, Amy Winehouse nos faz perceber o quanto era perturbador, conturbado e inquietante ser quem ela era. E é natural, em um mundo onde todos forçam o estabelecimento de padrões comportamentais, onde sempre tem um “mainstream” querendo ditar a todos quem se deve ser, que pessoas como Amy Winehouse sofram, simplesmente por serem como são: sensíveis – talvez demais, para um mundo hostil como o nosso.
Mas só quem sente em si mesmo o desconforto de nunca se enquadrar entre os demais pode entender o que Amy sentia e porque era como era. E não me impressiona nem entristece. Me dá, sim, é uma espécie de raiva de todos esses “memes” aos quais somos submetidos, levando-nos a sentir esse estranho desconforto dentro de nossas próprias peles.
As mais delicadas flores são as que mais sofrem com as intempéries e, já por isso, perecem antes. A morte nem sempre é triste: muito antes, é as vezes o fim do sofrimento. O alívio de uma dor pungente e lancinante, como parecia ser a sentida por Amy Winehouse, frente à própria existência, que foi , ao mesmo tempo a causadora de todo o seu talento e inspiração.
É como diz o ditado e algumas lápides por aí: “Os bons morrem cedo”! Foi o caso de Amy Winehouse. Extinguiu-se de seu próprio existir. E enquanto estava viva, não faltou quem a apontasse, rotulasse e ridicularizasse. Agora que está morta a endeusarão, pois dará IBOPE.
Posso imaginar Amy, em seus últimos suspiros, com um leve sorriso no rosto, abandonando sua existência e pensando: “Enfim, PAZ!”. E as lágrimas?! Bem, já dizia ela, mesma: Lágrimas secam sozinhas!
Um brinde póstumo à Amy Winehouse, que como tantos outros artistas virtuosos que morreram cedo, “deixaram a vida para entrar para a história”!










“É como diz o ditado e algumas lápides por aí: ‘Os bons morrem cedo’!”
Antes mesmo de chegar nessa linha eu já havia pensado em citar a frase aqui no comentário. Ela é perfeita para o caso.
Como dizem alguns especialistas, muitas vezes o álcool e as drogas são uma tentativa de fugir da realidade, ou pelo menos ajudam a suportá-la. Creio que esse tenha sido o caso de Amy.
Mas se pensarmos bem, nada disso nos diz respeito. Além de serem problemas dela e de seus próximos, quem aprecia a arte em sua essência jamais comete o erro de julgar o artista.
Agora deixar eu ir embora porque deu vontade de ouvir o Back to Black de cabo a rabo!
Beijo!