Publicado por Thais Katz em Devaneios
4.245 acessosAmor: o Vilão, o Mocinho, a Mocinha e o Lobo-Mau
Todos o procuram, todos o clamam, não há ninguém que não saiba o que é, mas ao mesmo tempo nunca vi alguém que o soubesse explicar. Há muitos símbolos, há muitas palavras, mas nenhuma definição.
Também vejo muitos exemplos, muitos que dizem que já o encontraram, mas nenhum que durou muito tempo. E mesmo aqueles que duram, um dia acabam…
E então por que ainda dizem que o amor é infinito, que é inabalável, se casamentos acabam por traição e relacionamentos por mal-entendidos?!Por que o amor é tão forte e duradouro se não temos exemplos assim? Já vi tantos filmes, já li tantos romances e no entanto nunca o vi.
Se é diferente do amor materno, se é diferente do amor entre irmãos, onde está ele? Se a grande busca existe, e se ela já foi finalizada, nunca saberemos…
Quem nunca disse que estava amando que atire a primeira pedra! Todos somos marionetes deste grande palhaço chamado amor. Ele invade nossos corpos e nossas cabecas, ele muda nossas vidas e nos dá um novo olhar. Mas e depois, e depois e depois???
Eu sou exemplo de quem gritou aos céus e aos ventos que estava amando e agora me vejo enganada! E o pior de tudo, não há nada que nos faça mudar! Porque de novo, apenas algum tempo depois, me encontro apaixonada, novamente, e eu sei, que um dia irá acabar, mas mesmo assim continuo…
Será que esse tal de amor é assim tão forte? E se és tão forte por que, então, não és tão duradouro?! Creio que se o homem destrói aquilo que ama, o amor não é inabalavel mas, sim, solícito: nos dá o que queremos, e quando pedimos nos é furtado à razão!
Me diga quem, algum dia, disse que tinha medo do amor, ou melhor, que não queria experimenta-lo?! Somos todos bobos que procuram e clamam pelo auto-destruidor…
E então me virão, como grandes poetas, dizer que tudo vale a pena. Mas, por quê? Será que toda a dor é compensada pelos pequenos momentos felizes, e todas as lágrimas, ó quantas lágrimas, são devidamente enxugadas por todas as risadas?
O amor então não é apenas o vilão da história, mas o mocinho, a mocinha e o lobo mau. Ele é tudo. Nos move, nos faz pensar, nos faz seguir em frente e, às vezes, parar e olhar pra trás. Nos faz estender a mão e outras vezes é a que machuca…
E se tão contraditório é o amor, por que ainda é o que mais queremos? Ou, apenas, por que ainda estamos nessa busca, esta busca interminável, sem resposta?!
Seria mais uma das batalhas para ganhar a tão sonhada felicidade ou será que estão os dois de mãos dadas, quando encontrar um achará o outro e vice versa?!
Me sentiria feliz se pudesse responder essa tão grande questão, mas o problema é que eu não tenho essa resposta! E nem diria se tivesse!!! Qual a graça de obter a medalha antes da competição?
E agora, só mesmo por conselho, a busca é divertidissima, apesar de tudo…












