Publicado por Paula Berlowitz em Comportamento
12.385 acessosA vitória de Mariana Wofchuck contra a balança
Mariana Wofchuk é uma menina de 17 anos dona de um lindo rosto e grande simpatia.
Conheci Mariana, há cerca de dois anos, quando a Sigrid, minha filha mais velha foi estudar no mesmo colégio que ela, aqui em Porto Alegre. Na época, Mariana era uma menina de 15 anos muito, mas muito acima do que deveria ser o seu peso ideal. Lembro de ter olhado pra ela e pensado: Poxa, um rosto tão bonito merecia que sua dona se preocupasse em fazer o resto adequar-se a ele.
E creio que a própria Mariana pensava isto, pois, de uma hora pra outra, assisti aquela menina afinando, afinando, o rosto tomando contorno e mostrando que era ainda mais bonito do dava pra perceber antes!
Eu, muito curiosa, um dia perguntei à mãe dela se ela tinha feito a tal operação do estômago, tão na moda entre os mais cheinhos nos últimos tempos. Pra minha surpresa, sua mãe me contou que não: foi pura força de vontade, dieta e determinação!
Continuo assistindo, semana após semana, a conquista de Mariana que, atualmente, creio já estar em seu peso ideal, faltando apenas alguns retoques. Mas o que mais me chama atenção é a diferença da expressão no rosto de Mariana Wofchuck, que agora parece reluzir com o resultado de sua vitória.
Há poucos dias, me tornei amiga de Mariana Wofchuck no facebook e descobri que ela tem um blog, o “Como, logo existo”, onde conta sobre sua experiência rumo a uma vida mais saudável, com mais auto-estima, além de dar receitinhas e dicas para quem quer seguir o mesmo caminho!
Achei o blog um ótimo exemplo de determinação e recomendo a toda menina mais “fofinha” que decidir que PODE mudar!
Muito melhor do que seguir a onda norte-americana de “Amo minhas “curvas”!” – como vi ontem, em um adesivo, estampando o vidro do carro de uma moça de seus 150kg – e assumir-se gorda (diga-se de passagem, a teórica aceitação dos quilos a mais deve ser patrocinada por alguma rede de fast food!), é assumir-se capaz de mudar e ser, realmente, como gostaria de ser!
“Aceitar-se” como é, neste caso, é uma outra maneira de admitir que se conformou, que desistiu. Não é o caso de virar uma Barbie, mas deixar de ser obeso, muito mais do que uma questão estética, é uma questão de saúde física e mental, pois todos sabem que o excesso de peso traz problemas cardíacos, na coluna, nos tendões, de pressão arterial, de colesterol, etc, além de interferir no bem estar psicológico de quem sofre com a obesidade.
E não me venha dizer que não! Duvido que exista uma pessoa gorda que se olhe no espelho e se ache linda, de verdade, ou pelo menos que não pense que seria melhor ter uns quilinhos a menos! Eu, por exemplo, nunca fui magra, mas sei que me sinto melhor com 70kg do que com 80kg, quando começa a doer as costas, joelhos e dobrar o pneuzinho quando sento!
Parabéns à Mariana, que ao invés de “aceitar-se” como era, preferiu tornar-se o que queria ser! Isso, sim, é tomar uma atitude!
E aí?! Alguém ousa me dizer que ela estava melhor antes?!


(17 votos, media: 4,00 de 5)







Pensei que iria ter um monte de comentários, de gente criticando, dizendo que gordo é escroto, toda aquela baboseira de alienados de um blog de humor negro. Pois bem, muito bonito o exemplo e é lógico que ela está melhor hoje. A gordura não acaba somente com a saúde de uma pessoa mas também com o seu “Eu”. Uma pessoa gorda fica exposta à visão taxativa dos outros, que a maioria só visa a parte estética, debochando da mesma e muitas vezes a pessoa gorda vítima dos deboches percebe tal ato e apenas se cala, não faz nada para mudar e tem ínicio uma grande falta de vontade de viver, apenas vive para comer. Mariana Wofchuk foi O exemplo, porque cirurgia de estômago e remédios milagrosos para emagrecer é desculpa de gordo preguiçoso, que diz que não consegue emagrecer. Já vi várias pessoas que fizeram cirurgia de estômago e engordaram tudo de novo por achar que ser magro é poder comer tudo o que quiser. Contudo, nós vemos estampado no rosto de Wofchuk a sua felicidade e é isto que importa, pois eu já fui muito gordo e posso dizer com certeza que não existe algum gordo no mundo que tenha sua felicidade no máximo. Digo isso, porque ver uma barriga enorme, uma bunda caída ou uma “papa” descomunal no espelho, não é nem um pouco agrável e só serve para as pessoas terem piedade, repúdio ou darem risada. Hoje estou magro, por força de vontade, sem nenhum remédio, me sinto exageradamente melhor do que me sentia, só por ter a sensação de poder vestir alguma roupa e não a estourar, poder sentar sem se sentir uma peça de pernil amarrada que parece que todos estão olhando, não usar as roupas genéricas de gordo e poder ganhar uma roupa de presente com a certeza que vai servir. Reforçando, não estou criticando os gordos, aliás a maioria é gente boa, muito mais que alguns magros fúteis que existem por aí. Acho que só que é ou foi gordo um dia sabe a sensação de todos estarem te menosprezando ou com nojo e isto não é uma coisa singular. Desejo a todos os gordos força de vontade para mudar e como Berlowitz mencionou “tornar-se o que você quer ser” enão apenas se aceitar. Atenciosamente.
Bela história de superação…
Tenho 67 quilos e estou decidida a emagrecer pelo menos esses 7 quilos, pq me incomoda demais!!!!!
Vou visitar o blog da Mariana daqui a pouquinho, achei muito legal a história dela, é um exemplo!
Legal a materia. Muita motivação!
http://www.infoco.pdw.com.br
Uhuul!!! Parabéns Mariana =)
Linda a história da vitória da Mariana! Ela está de parabéns mas, você interpretou errado a filosofia de “Amo minhas curvas!”
Viver de forma mais saudável e “leve” é ótimo pra qualquer porém, o “amar as próprias curvas” vai muito além disso…
Te indico o blog Mulherão pra ficar mais por dentro disso e parar com esse pensamento preconceituoso.
http://mulherao.wordpress.com
Concordo plenamente com tudo que você disse. Essa história de se aceitar ou de “Deus me fez assim” é só uma desculpa pra quem não tem força de vontade o suficiente pra comer direito e fazer algum exercício. Deus não fez ninguém gordo, a pessoa engorda durante a vida. E dizer que se aceita implica que a pessoa é daquele jeito e ponto, e não é assim que as coisas são. Pessoas não são gordas, elas estão gordas, é tudo reversível quando se toma a decisão de emagrecer. Não é uma questão de ser milimetricamente perfeita (realmente não tenho nada contra quem quer ser, eu mesma nunca estou realmente satisfeita com meu corpo, apesar de estar com um peso bom), mas uma questão de ser saudável, acima de tudo. Peso a mais (assim como peso a menos) faz mal e ponto, isso não é uma questão de auto-estima e aceitação, é uma questão de saúde pública.
Não tendo anorexia nem bulimia tá valendo.
Meu namorado tinha 120 e hoje tem 80, mesma coisa… disciplina, exercícios e nada de neuroses dietéticas.
eu pego sussegado!
tem que continuar, ela ainda está gordinha
ficou ate mais bonita parabens pra ela vencedora!!
Olá, Lara!
Mas “até” mais bonita, não: ela fcou BEM mais bonita!
Bjs
Olá, Rafael!
Ela continua!
E já está ainda mais magra que quando escrevi este post!
Abs
Hahahaha!
Aí, Luan! Procura a moça, então, e te candidata!
Vai que tu te dá bem e ela vá com a tua cara!
Um abraço e boa sorte!
Oi, Kaká!
É isso aí: o negócio é tornar-se mais saudável por meios também saudáveis!
Parabéns, também, ao teu namorado! E pra ti, que deves estar mais feliz com teu “novo” namorado!
Bjs
Com toda certeza, Alene!
Assim como uma pessoa magra demais está sujeita a ter imunidade mais baixa e pender ao raquitismo, caso fique doente, a pessoa com sobrepeso além de sofrer com diversos problemas físicoa advindos da obesidade, acaba também se privando de muitos prazeres da vida, por não “ter gás”, ter dores nas costas, articulações, fora o estigma que acaba sofrendo!
Eu, mesma, por exemplo, sempre fui um pouco acima do peso, mas mantenho uma alimentação saudável e caminho bastante, o que me garante boa saúde, apesar de alguns quilinhos a mais, e mais fôlego para minhas atividades do que muitas de minhas amigas gordinhas que são sedentárias e não cuidam de sua nutrição!
Não tem como estar feliz sem ter saúde!
Bjs
Olá, Maria Clara!
Não tenho um pensamento preconceituoso, afinal peso 80kg e não me acho feia nem tenho vergonha do meu tam. 46.
Mas sei que quando cheguei aos 94kg, há uns dez anos, começei a ter problemas nas articulações dos joelhos e na coluna. Bem como ficava ofegante ao fazer exercícios e até subir escadas.
Acredito, sim, que quem se admitir INCAPAZ de mudar sua forma física, tem mais que se aceitar, mesmo!
Mas DUVIDO que, se perguntassem a QUALQUER pessoa com sobrepeso: “Se houvesse a possibilidade de você acordar mais magra amanhã, você gostaria?” que alguma delas dissesse que não! A menos que fosse um lutador de Sumô ou alguém que se beneficie de seu sobrepeso de alguma maneira… Sejamos honestos!
Da mesma forma como uma pessoa que sofra um acidente e perca um de seus membros aceitar-se em sua nova realidade, mas provavelmente preferiria se existisse a possibilidade de voltar a ter seu membro no lugar!
Assim como a mãe de uma criança especial ama seu filho, incondicionalmente, mas provavelmente prefiriria poder ver o filho correndo e se desenvolvendo como qualquer outra criança sem deficiências!
Meu filho que tem hoje seis anos, durante alguns meses de sua vida foi colostomizado, então eu trocava bolsinhas de ostomia, ao invés de trocar fraldas! Fiquei bem mais feliz quando as ostomias foram fechadas e ele passou a usar fraldas como os outros bebês, embora não o amasse menos antes!
Sinceramente, tenho uma trajetória de vida bastante rica em experiências desafiadoras, que considero não me darem margem a ser uma pessoa preconceituosa: sou mulher, atéia, tatuada, com sobrepeso, fui mãe adolescente. Sou vítima de preconceitos, diariamente, e diariamente prego para que pessoas deixem de ter seus preconceitos!
Um abraço!
É isso, aí, Nina!!!
Não é?!
Mariana é um grande exemplo para as pessoas!
Oi, Jéssica!
Visite o blog da Mari, sim!
Ele é inteligente e divertido e, com certeza, de grande motivação para quem quer traçar o mesmo caminho!
Se bem que, se tens 67kg, a menos que tenhas 1m50cm de altura, não deves estar precisando muito de dieta… Mas o importante é estar com “Mens Sana in Corpore Sano” (mente sã em corpo são) como dizia o filósofo alemão Schopenhauer! Isto é quase a perfeição!
Um abraço!
Lucas,
ADOREI teu comentário!
De fato, se o problema da obesidade fosse APENAS estético, que danassem-se os outros! MAs não é! É MUITO além disso: é não poder desfrutar, plenamente, de tudo de bom que nossa vida pode E DEVE nos oferecer! É estar preso dentro de si mesmo, sofrendo não só com o preconceito alheio como com sua própria auto crítica e dificuldades de mobilidade, etc.
Como já disse antes, eu tenho sobrepeso, mas não o suficiente para me impedir de usufruir da minha vida! Não sonho em um dia ter cinturinha de Gisele Bündchen, até porque, magreza demais, também não é sinônimo de saúde, mas procuro controlar o que ingiro, pois sei que isto me trará mais saúde, bem estar e longevidade!
Agradeço muito por sua contribuição!
Grande Abraço!