Publicado por Paula Berlowitz em Comportamento, Notícias
860 acessosPor que decidi não votar?
Decidi NÃO votar neste segundo turno! Descobri que, se eu optar por não votar, e não tiver uma justificativa (quer dizer, ter, eu tenho váááárias, mas provavelmente elas não são aceitáveis para o TRE e para os interesses políticos.), tenho 60 dias para ir no cartório eleitoral e pagar uma multa de R$3,50 por isso! E só!
Não fico impedida de prestar concurso público, nem de pedir financiamento, nem de prestar vestibular, nem qualquer outras das sanções impostas à quem, simplesmente, não votar e não pagar os R$3,50!
Desde meus 17 anos sempre votei. Algumas vezes mais convicta, outras nem tanto, mas vamos lá… faz parte… exercer meu “direito” (se é um direito, por que sou obrigada a ele??? Então não é direito, é obrigação!), e blá, blá, blá… Em minha ingenuidade juvenil não percebia que não somos nós que escolhemos os candidatos que disputarão uma eleição. E se fôssemos, creio que estes seriam outros.
Mas dessa vez vai ser diferente: me sentindo, de fato, entre a cruz e a espada, ontem estava até deprimida pensando neste segundo turno. Não que o primeiro tenha sido muito melhor, afinal votei no Plínio como escapatória, não porque ele fosse, de fato, meu candidato. Dentre os disponíveis no Brasil, se eu REALMENTE tivesse o direito de ESCOLHER quem seria eleito, minha única opção seria o Fernando Gabeira. Mas parece que a maioria também não pensa assim, nem no Brasil nem no Rio de Janeiro, infelizmente.
Foi quando minha cunhada me ligou e começamos a conversar sobre a frustração de ter de ir às urnas, quase forçada a decidir entre duas opções que não se quer! Então ela me comentou que uma amiga dela falou sobre esta opção de abster-se e pagar a multa. Então liguei para o TRE, para saber, de fonte oficial, se isso era verdade. E É verdade. Posso não votar e, simplesmente, pagar R$3,50, depois!
Pois pergunto: carro popular é o melhor? Não. É o mais barato! Casa popular é a melhor? Também não! Também é a mais barata! Então, o que devo pensar da escolha popular?! Dá o que pensar, né?! Afinal, quanto mais pessoas em situação de vulnerabilidade dentro de uma sociedade, mais fácil será a manipulação dessas pessoas. E isto é o que acontece aqui, no Brasil.
O fato é que, ao longo da história, já ficou claro que a “maioria” nem sempre tem razão e com frequencia não sabe optar. Talvez porque não procure saber. Talvez porque estejam ocupados, sobrevivendo, um dia após o outro… Em tempos de Internet, a informação está aí! É só buscar! Se bem que, no Brasil, a própria Internet continua sendo para a minoria…
A “maioria” pensava que a Terra era quadrada, a “maioria” pensava que ela estava parada e no centro do Universo, a “maioria” elegeu o COLLOR(!!!) em 1990… Ou seja, RARAMENTE DÁ PRA CONFIAR NA MAIORIA…
Não digo que nunca mais irei votar. Esperarei, ansiosamente, pelas próximas eleições, com a esperança de que nos dêem, de fato, boas opções de em quem votar. Pessoas sérias, que não usem crenças populares para arrecadar votos. Pessoas que digam que pretendem governar baseadas no bom senso e na honestidade e não em preceitos DIVINOS! Política é uma ciência. Religião não. Político que não é sério o bastante para distinguir os dois, não merece que eu saia do conforto do meu lar, para dar meu voto à ele!
Não é alienação! É PROTESTO!!!
Sigam-me os bons!








Bom posicionamento.
Diferente do meu, mas é um posicionamento que eu entendo.
Eu preferi ir até lá e invalidar um voto no pior candidato através do meu voto no candidato menos pior.
Agora, que vivemos uma eleição com dois candidatos muito ruins, é uma coisa que acho que todos concordamos.
É, o problema é que, realmente, não consegui chegar à uma conclusão de quem era o menos pior… E bem que tentei…
Sou cientista político da primeira turma nacional de bacharéis reconhecida pelo MEC, o que pela lógica, me tornaria o primeiro político formado em política no Brasil em 500 anos de história, já que me formei em 2000. Dizer que nossa política é perfeita é um sarro, nem de longe é, mas é democrática, você pode escolher um governante, mesmo que ele não seja o ideal. Quando você anula o voto ou vota em branco, a única coisa que você faz de fato é reduzir o coeficiente eleitoral, que é a conta feita dos votos válidos para eleger alguém. Na prática, quanto menos pessoas votam votos válidos, menos gente que protesta tem chance de tirar do poder quem lá está. Segundo a constituição federal, votos em branco e votos nulos são considerados inválidos para fins eleitorais, não são contabilizados, são jogados fora. Não anulam nada, só o teu direito, mas, na prática, tu acaba sim votando, em quem está no poder, tu ajudas a manter no poder os corruptos e os ineptos. Se quiseres saber se te falo a verdade, somas o valor do percentual de votos brancos e nulos ao do candidato de oposição no segundo turno e vê se o resultado das eleições seria o mesmo. Tu podes pensar que seja alienação, mas é, pois se tu e todos estes fizessem a sua parte, hoje teríamos oxigenação no poder nacional e não um terceiro mandato de um só partido no poder. Pense nisto antes de jogar teu voto fora de novo!
Antônio, entendo bem o destino dos votos brancos e nulos e, por sinal, sempre fiz campanha contra o voto nulo por considerar que devemos ir às urnas exercer este direito pelo qual tantos lutaram e até morreram para que hoje possamos tê-lo. Infelizmente, desta vez, comparando Dilma e Serra chego a achar risível a condição de opinar. Então, se por um acaso eu tivesse me desprendido a ir às urnas, não saberia exatamente o que fazer. Sendo assim, e cheia de trabalho para fazer e três filhos pequenos para cuidar, decidi que mais importante do que ir ás urnas optar entre um ex-ministro da saúde que diz que gripe suína se pega quando o porco espirra perto de nós e uma marionete do Lula, preferi optar por ficar trabalhando e aproveirtando meu domingo em família. Não perdi meu tempo indo às urnas anular meu voto. Simplesmente NÂO FUI! E se não ter ido, quis dizer ter favorecido a Dilma, então que assim seja! Ela PELO MENOS não usa deus como cabo eleitoral e respeita o direito das mulheres de decidirem por seu próprio corpo quando optam por um aborto! E o Serra? Manda a polícia agredir professores em greve? Não veria vantagem em tê-lo como político. Minha decisão não foi alienação: foi PROTESTO! E se TODOS os descontentes com a pré-seleção dos candidatos que nos são impostos se manifestassem da mesma maneira, a eleição teria de ser anulada para que novos candidatos, mais condizentes com a real opção dos brasileiros nos fossem apresentados! Joguei meu voto no lixo conscientemente! Entre Dilma e Serra, creio que era este mesmo o lugar dele!